Bored to Death (1.01) – Stockholm Syndrome
A nova série da HBO saiu em pre-air e nada melhor que dar uma espreitadela. Confesso que quando vi o promo da série, tive logo o desejo de ver. Primeiro por ser da HBO. A emissora de cabo americana é o melhor canal americano só por causa de duas coisas: irreverência e por ser codificada. Nenhuma série que lá passa poderia ser transmitida nos mesmos moldes que é transmitida na HBO. A segunda é por ser comédia. Uma série de 30 minutos não ocupa muito tempo na minha vida. A terceira é por ser o promo que foi. Com o promo a série conquistou-me, e isso basta para ver o primeiro episódio.
E assim parti a descoberta de BtD. Começo por dizer que ver sempre aquele símbolo da HBO a frente da série enerva. Mas quanto a isso, é o custo de ver mais cedo, pois a série só veria parar as minhas mãos dia 21 (pois estreia dia 20 nos States). E pelo piloto, a série valeu a pena ver assim. Num piloto irreverente, claro, mas que consegue despertar gargalhadas. A figura de Jonathan Ames consegue-nos conquistar logo no primeiro minuto. Com 30 anos, o protagonista da série ainda não largou a bebida e fuma marijuana. Começa assim o lado irrisório da série.
Com a saída da namorada, o escritor (a sua profissão, apesar de ter só escrito um livro) decide prosseguir a sua vida. Mas com que? Com um novo livro, para o qual não tem inspiração? Dar aulas? Não. Para quem nunca se meteu no mundo policial real (apesar de parecer que já teve alguns problemas com este) Jonathan decide aventurar-se no mundo de detective, tal como a personagem principal do seu livro, esse sim detective de profissão. A partir daqui, a parodia começa, se ainda não tinha começado.
O ponto de partida é a procura de uma rapariga. Com isto, começam-se a criar situações um pouco irrealistas, culminando tudo na cena do quarto. A cena do quarto é a pérola do episódio. Num momento hilariante, tudo o que ocorre é demasiado irreal e, claro, cómico. Desde a passagem do detective para o lado do “raptor” até a fala que pergunta a rapariga se quer fumar, tudo naquela cena dá para rir.
Mas não só de Jonathan vive a série. Têm como compinchas George Christopher (Ted Danson), o antigo viciado em marijuana, que retornou ao vício (excelente a cena do Viagra) e Ray Hueston (Zach Galifianakis), o amigo que é desenhador de banda desenhada e que tem tido problemas com a mulher. A série viverá a volta destas personagens, com predomínio, claro, para o excelente Jonathan Ames, o detective sem licença.
Resumindo: a série conquistou-me. Com um piloto que consegui mostra-nos com o que podemos contar, já começo-me a aproximar de Jonathan. A personagem é excelente. E com o segundo episódio já aqui, vamos lá ver o que sai daqui. O primeiro foi a abertura. Pois Jonathan já tem outro cliente.
O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere









Confesso que não suportei a série e, obviamente, não a acompanharei xD
[Responder]