Champagne’s on me
Nascido numa região francesa, o champanhe região francesa com o mesmo nome. Como qualquer grande invenção nasceu pela obra do acaso, do destino. A dúvida colocava-se como conseguir controlar os vinhos que, para além da primeira fermentação (que ocorre na fase de produção), tinham uma segunda, já nas garrafas, fazendo-as explodir. Assim, de uma tentativa de reparar um erro surgiu a bebida da celebração. Já Lavoisier dizia: “na natureza nada se perde, nada se cria, nada se transforma”. O champanhe nasceu disso. De algo que dava perdas e se tornou em ganhos. Transformou-se. Burn Notice tem neste episódio também a transformação. Das perdas fizeram-se os ganhos. A série está, verdadeiramente, de volta.
Uma camisa vermelha misturada com um fato preto. Um diabo a solta, um monstro com voz rouca. Michael Westen decide, desta vez, inovar. Já o vimos como asmático, como um espião russo e até como o “medricas”. Diabo, ou próximo disso, nunca. A camuflagem que Jeffrey Donovan dá a personagem é fantástica e permite aos argumentistas darem qualquer “ego” ao espião que ele é perfeito. Depois, quando se junta umas explosões aqui, outras acolá, a série ganha uma dimensão explosiva. E, quando o caso se torna interessante, nada mais há a fazer. Burn Notice dá-nos um episódio fantástico.
Trazido por um “amigo” (o qual já lá irei) de Sam, o caso trata de um raptor de crianças que fugiu para Miami. Para juntar a isso, o bairro onde se refugiou é daqueles dominados por um gang. Estavam os ingredientes prontos. A forma como o caso é encaminhado é fantástica, dando-nos a conhecer uma personagem tenebrosa, o Devil Michael Westen, que faz de tudo para encontrar o raptor. Depois, o estalido deste é a melhor forma que se tem de intimidar. Que melhor forma de explodir um carro que estalar os dedos? Já havia as luzes que se acendiam com um bater de palmas…agora são bombas que explodem com um simples estalar de dedos. Como epílogo do caso, Burn Notice dá-nos um “closer” interessante. O sentido “correcto” da maior parte dos argumentistas nos casos é delicioso. Desta vez tivemos dois coelhos numa só cajadada. Mas, apesar disso, nunca sabemos se os casos acabaram bem ou mal. Já nos deram a entender que seria possível acabarem mal. Fica a dúvida sempre, e isso é benéfico para a série.
Passemos as personagens interinas da série. Sam tem, desta vez, com Madeline, um problema que acompanha paralelamente o caso. Um problema com o passado e o seu companheiro de armas. É bom ter sempre algo que quebre o ritmo do caso, fazendo que este não se torne maçudo. Depois temos o relacionamento Michael/Fi. O pará-arranca da relação sempre foi um ponto que eu apontei como algo que, por vezes, era interessante mas, na maior parte, tornava-se repetitivo. Desta vez recaiu para a primeira, levando um grande salto. O primeiro avanço real, muito devido a situação de perigo passada pela (belíssima, e parece que neste episódio ainda esteve mais, com aquele vestido branco) Irlandesa. Esperemos mesmo que o champanhe tenha ficado pela conta do Gilroy. Apesar de não me parecer que eles se tenham dedicado muito a bebida.
E, assim, ficamos com o arco desta segunda parte. Gilroy aparece neste episódio com uma cara. Chris Vance é um actor que cai como uma luva neste “negociante”. O envolvimento deste não só nos momentos iniciais e finais do episódio (partes que se costuma dedicar ao arco) mas sim no caso. Esta presença permanente fez-nos interiorizar as características deste que, se ainda não estavam percebidas, ficaram neste momento. Um homem que sabe com quem fala, tenta descobrir todas as pontas soltas dos seus “funcionários” e que mata por tudo e por nada, não querendo aparecer. Um homem que trabalha por de trás da cortina, escondido ao mundo, mas que parece prepara algo. Algo para ver nos próximos episódios.
O champanhe correu por este episódio. O líquido das festas é bem-vindo, pois notou-se que Burn Notice está realmente de volta…ainda se houve o estoiro das rolhas. Esperemos que o champanhe corra até a Season Finale.

Gostei bastante deste ep. Tinha ficado desiludida com o arranque da temporada mas este Friendly Fire pôs Burn Notice em forma. A Chris Vance acenta-lhe tão bem o papel do vilão como ao Diablo o fato preto. Aquele estalar de dedos, voz rouca ….. . foi mesmo um episodio muito bom.
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Burn Notice de volta ás grandes exibições.
O Jeffrey Donovan é um actor do caraças, se pensar na quantidade de identidades que ele já interpretou e com grande qualidade, fico com a ideia que o podemos colocar no mesmo patamar de um Tim roth ou um kiefer Sutherland.
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O Jefrrey é mesmo espectacular :S boa review
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