Covert Affairs (1.02) – Walter’s Walk

E a história continua com um segundo episódio do mesmo calibre que o primeiro onde podemos provar todos os “sabores” que nos acostumamos na sua estreia. Humor, acção e um bom caso são alguns dos exemplos que pude retirar deste episódio que mantém o nível da série fazendo assim valer a categoria de “Uma das melhores estreia deste summer season” credível para Covert Affiars.

Antes de falar do episódio em si tenho primeiro de falar da novidade para a série e para o elenco com a nova personagem, Jai Wilcox (quem se lembra da “grande série” Heroes e do seu professor Mohinder? Pois é parece que imigrou para Covert Affairs…) é um agente da suposta realeza da CIA, pois o seu pai é o ex-director do serviço secreto. Jai recebe uma apresentação formal a Annie por Agguie, que não esconde o seu humor oferecendo-nos um dos momentos mais cómicos do episódio. Esta personagem aparece como um apoio para Joan, chefe do departamento, onde Jai vai tentar colaborar e facilitar o trabalho no D.P.D. Contudo percebemos mais tarde que as suas intenções não são assim tão simples… e Jai é mais uma peça do Xadrez que é enviada pelo Rei (Athur Campbell) para se aproximar de Annie e descobrir o que conseguir sobre um tal Ben Mercer, o homem misterioso.

Focando-me agora no episódio, este começa com uma novidade para todos os trabalhadores do D.P.D, uma mudança de local. Seguindo as observações de Agguie podemos ver o alívio que os trabalhadores sentem por esta mudança que ocorre 3 anos depois do previsto onde passam de um lugar apertado e fechado para um lugar mais organizado e com janelas. Mas mesmo com esta mudança existem coisas que não mudam e uma delas é a missão que Annie recebe que tal como se esperava é algo simplesmente aborrecido. A missão não é nada mais, nada menos que interrogar informantes, pessoas que na sua maioria são malucas pois vêem teorias e suspeitas de conspiração em situação bizarras. Mas no meio de essa gente toda aparece uma senhora desesperada que apresenta um caso que capta o interesse de Annie, pois o seu filho sobredotado, Walter, interceptou e descodificou uma mensagem secreta que mais tarde se descobre que é da IRA (Exercito Republicano Irlandês) e teme pela sua vida e a do seu filho.

O caso revela-se mais sério com o envolvimento da IRA e também com desaparecimento do Walter e da sua mãe após um telefonema para Annie em que a senhora diz estar a ser seguida. Nesta sequência de acontecimentos, Annie é destacada para cooperar com um agente do MI6, James Elliot, e juntos tentarão encontrar Walter e a sua mãe e procurar mais gravações daquela estação. Esta parceria depara-se logo com momentos de risco quando ao vasculhar o apartamento de Walter e descobrirem que o jovem tem um arsenal de equipamento tecnologico, são atacados por um homem misterioso que protagoniza uma luta com Annie mas acaba por ser abatido por Elliot que mostra ser um agente eficaz e também exibicionista relativamente ao material que cada agência usa e métodos de trabalho (como o caso da fechadura).

Podemos afirmar que o par teve uma prestação fraca pois além de não conseguirem encontrar nada a não ser o disco rígido do computador de Walter que acaba por se revelar inutil após a destruição que Walter lhe fez antes de abandonar a casa, conseguem colocar a sua missão em perigo quando são abordados pelo FBI que tinha chegado à cena do crime. Apesar do fracasso existe sempre algo positivo e Annie consegue ter uma conversa com Elliot onde este lhe explica que a concentração é fundamental para se ser um bom agente e ainda refere o preço a pagar para se ser um agente: a família, algo que é bastante falado neste episódio como já deu para reparar com o caso. Neste tema entra a vida pessoal de Annie, a sua irmã e sobrinhas, com o dilema sobre se deverá ou não ter a custódia das sobrinhas caso aconteça alguma coisa à sua irmã, mas no final do episódio Annie decide tomar a decisão que para nós é correcta mas será para a sua vida de agente?

Voltando para o caso, a CIA consegue capturar o principal suspeito desta organização, Michael Cahill, um ex-capitão da IRA, depois de se descobrir que este tinha ligação ao homem que tentou matar a Annie e Elliot. Mas como já se esperava, Annie “bate o pé” e defende a sua posição para procurar Helen e Walter perante a sua chefe e após uma discusão e uma intromissão de Jai que deixa Joan chateada, Annie consegue a permissão para continuar as buscas pelo filho e a mãe desaparecidos. E após uma nova procura por pistas na casa da família, Annie consegue achar o paradeiro deles e recuperar as fitas de Walter para que Agguie as consiga analisar, graças à “Bertha”, máquina de descodificação da C.I.A antiga, mas eficiente. Mas durante uma conversa com Helen, Annie descobre que isto está longe de acabar depois de saber que Helen falou com a embaixada britânica e com o MI6 sobre a inteligencia de Walter, levantando uma suspeita sobre Elliot pois ele disse-lhe que o MI6 não tinha nenhum ficheiro sobre o caso de Walter.

Apesar das acções de James serem analisadas de outra maneira por Annie e Agguie, eles precisavam de uma prova concreta que James seja um espião duplo. E quem diria que a prova que precisaria estava no telefone dela onde James inseriu um localizador, esperando que Annie encontra-se Walter e Helen. Graças à descoberta de tudo isto ter sido antes da chegada do verdadeiro vilão,  Annie conseguiu se preparar para que sozinha conseguisse salvar Walter e Helen de James e dos capangas dele. Confesso que já sabia da inteligência de Annie mas aquela ideia de fazer uma explosão com materiais, vá digamos, aleatórios foi impressionante! Além disso a luta corpo-a-corpo com James é também a primeira vitória de Annie e deve agradeçer ao Agguie que apesar de ser cego não se mostra como nenhum incapaz e ajudo-a a melhorar as suas técnicas de ataque. Mas não só a Annie que tem de dar agradecimentos, a Joan também o deve fazer pois, tal como aconteceu no episódio passado, Annie demonstrou-se ser uma agente capaz e com a iniciativa sempre presente. E assim, este episódio termina com o culpado atrás das grades após enganar tudo e todos e com Annie a aprender outra lição sobre a vida de agente onde coloca no seu bloco de notas:  todos podem enganar, concentração é fundamental, familia é essencial mas para quem não é agente (apesar deste último a nossa Annie não achar que seja assim)

Mais “Affairs” :

  • A dupla Agguie e Annie demonstrou-se cada vez mais consistente e a química deles é inegável. É impossivel não nos afeiçoar-mos a este belissímo par!
  • A relação entre Arthur e Joan está-se a tornar um ponto negativo na série pois acho que não tem muito para explorar a não ser o mesmo que deram a mostrar na sua estreia, até com aqueles segredinhos que se fazem  em torno do casal não me conseguiram captivar.
  • A banda sonora continua a ser um dos pontos marcantes da série,e se continuar assim esta é uma caracteristica que vai ficar como uma das referencias da série junto da dulpa A&A.
  • Apreciei o facto dos detalhes não terem sido esquecidos como seguir protocolos, métodos de trabalho e a maneira como reagem a certas situações faz com que tudo pareçe fiável. Um bom trabalho entre os roteiristas, a produção e os actores.

 

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