Covert Affairs (1.04) – No Quarter

Lamento o atraso que esta grande série teve nos review aqui no portal, tudo devido à minha ausência. Portanto sem mais demoras, actualizo este episódio que muda o pano de fundo da Venezuela para a Suíça.

Uma missão que tal como as anteriores se mostra simples, rápida e sem porquês à mistura como é uma troca de malas entre os agentes da CIA e de uma agência de Israel. Annie é a escolhida para a missão devido às suas qualidades de poliglotas, mas mais tarde percebemos que muitas das suas outras boas qualidades vão estar em uso quando a missão dá para o torto no aeroporto e tentam comprometer a missão de Annie e do outro agente.

Annie vê-se na boca do lobo quando a sua falsa identidade começa a ser procurada pela polícia suíça como suspeita do atentado que houve no aeroporto, e além desta situação Annie está às cegas sobre quem é que está do seu lado e quem não está após encontrar dois homens com os mesmos padrões que a missão requeria no aeroporto. Estes obstáculos obrigam Annie a seguir o protocolo, com a ajuda de Agguie, e esconde a mala no alçapão de electricidade num salão de um hotel e, logo a seguir, dirige-se para a joalharia que mais tarde, após uma conversa de código, descobrimos que é o “porto de abrigo” que os agentes recebem nos país quando a sua missão é comprometida.

Após ser ajudada pela dona da joalharia que a encaminha para uma casa onde terá de ficar escondida, Annie encontra o agente israelita,Eyal, que é o seu colega nesta missão. Ambos protagonizam cenas inéditas onde discutem tanto pelo seu modo de vida como pelos métodos de trabalho de cada agência, mas vê-se perfeitamente a química entre ambos e a maneira como cooperam é excelente o que permite que consigam escapar do esconderijo quando este é invadido pelo homem do aeroporto e os seus capangas, que mais tarde percebemos que pertencem a um grupo chamado Mossad (fiquei na mesma, mas independentemente de saber o que era ou não uma coisa tenho a certeza: era o mau da fita) que tenta adquirir as malas de Annie e de  Eyal.

Contudo ao tentar escapar pelo alçapão do elevador, Eyal e Annie separam-se quando a fuga é comprometida, mas logo volta-se a encontrar e protagonizar uma das situações mais intensas do episódio quando Annie regressa à joalharia e encontra Fatima, a dona da loja, morta atrás do balcão e Eyal está presente na loja. Annie depara-se com outra situação nova como agente que terá de resolver sozinha quando ao suspeitar da duplicidade do seu companheiro Eyal, Annie pede ajuda ao DPD mas é atendida por outro departamento o que lhe causa uma confusão enorme e é obrigada a tomar uma decisão sozinha e faz a mais acertada, confiar no Eyal apesar de ser ele o responsável da sua decisão.

Eyal e Annie vão em resgate da mala da CIA para que consigam completar a missão e sair do país, mas esta situação torna-se difícil quando, no local que Annie escondeu a mala, está a ocorrer um casamento e a cadeira da noiva, com ela sentada, está em cima do alçapão de electricidade. Segue-se uma corrida contra o tempo que adoro nesta série onde os agentes têm de escapar tanto da Mossad como da polícia Suíça e para isso têm de recuperar a mala o mais rápido possível. Contudo como este série é cheia de momentos imprevisíveis, Annie e Eyal tiveram de puxar pela imaginação para fazer a noiva, com o pé partido, levantar-se da cadeira e é ai que uma das qualidades de Annie é utilizada, a beleza.

Depois de recuperarem a mala segue-se os minutos com mais adrenalina do episódio quando, Annie e Eyal ao escaparem de carro são interceptados pela Mossad e o que causa um enorme acidente onde Annie e Eyal escapam com uns ferimentos ligeiros e graças a sua sorte conseguem abater todos os membros da Mossad presentes. Mais tarde a policia aparece e, recomendados pela Interpol, acompanham Annie e Eyal até o aeroporto onde os agentes fazem a troca.

No fim do episódio temos uma cena que nos revela, tal como tinha revelado o episódio anterior, que Annie é uma agente especial bastante especial pois no meio daquele secretismo e seríssimo Annie consegue ser ela própria e demonstra isso com a simples acções como foi a do lenço de Fatima no fim do episódio.

Mais Affairs

  • O regresso de Arthur à trama foi importante pois a história sobre o informador não foi esquecida e surpreendentemente percebemos que é ele próprio que está a passar informações à repórter. Gostei muito da preocupação dele ao tentar cobrir os rastos com ao organizar um “check-in” na agência a fim de descobrir quem é o informador.
  • Ainda com Arthur,  ele e Joan parecem ter encontrado uma maneira de conseguirem viver o seu casamento felizes e sem preocupações. Contudo existe as pressões no trabalho que fazem tomar certas atitudes que magoam Joan, como o trespasse da missão de Joan para o director da NCS, Ken. Contudo, após uma conversa sincera onde Joan abre os olhos a Arthur sobre quem é que pensa ser o seu braço direito na agência pode estar a engana-lo, nisto o casal une-se e Arthur volta a confidenciar informações importantes a Joan. Uma história que não foi chata, até pelo contrário, bastante interessante pelo que temos visto do casal.
  • As cenas de Agguie quando era interrogado foram bastante intensas quando ele mostra a capacidade de enganar o detector de mentiras ao dizer que não era cego. Esta situação e as de Joan com Arthur mostram um ambiente bastante pesado que a série parece estar a mostrar aos poucos e poucos. Será que nem tudo é como parece?

Um comentário

  1. Covert Affairs vai construindo o seu mundo a cada episódio. Este foi bastante prazeroso de se ver (aliás, como todos o são!). Piper está a encarnar o papel na perfeição e está a dar bastante dinâmica à sua personagem.

    O lenço de Fatima foi mesmo “aquele” toque.

    O que achas? Thumb up 1 Thumb down 0

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