Objectivamente, este 4º episódio, da 3ª temporada, de Damages é superior ao anterior e apresenta uma fórmula bastante agradável: dar resposta a alguns mistérios e, para manter o suspense e o interesse, introduzir novos enigmas. Porém, subjectivamente e sem grandes justificações, este episódio não me agradou tanto como os anteriores. Talvez foi por ter sido mais curto que todos os outros, tendo apenas 39 minutos e 44 segundos; talvez foi por Tom ter tido menos destaque e Ellen continuar bastante apagada; ou talvez foi por Louis Tobin ter agido como muitos criminosos medrosos, que preferem pôr termo à sua vida, em vez de arcarem com as suas consequências e responsabilidades. Após toda aquela história de Danielle, é chegada a hora de Patty interrogar Louis sobre a sua amante e a chamada que efectuou na noite da acção de graças.
Descobrimos que Louis havia ligado a Danielle, para que ela lhe levasse os comprimidos para o coração que ele havia deixado em casa dela, após ter acabado com a relação extra-conjugal. Mesmo ouvindo a conversa e descobrindo da traição, Marilyn acabou por perdoar o marido, que admitiu não ser merecedor de tão boa esposa; ela sim é a verdadeira The Good Wife. Entretanto, Louis Tobin esperou no seu último dia de liberdade, para que o seu filho Joe o visitasse, porém, este decide viajar para a companhia da sua mulher e filho, com quem protagoniza alguns momentos ternos e mostra que grande parte da sua personalidade e carácter, são resultado duma relação pai-filho falhada, de onde surgiu o sentimento que nunca, nada do que ele fazia, era suficiente para orgulhar o seu pai. Patty teve, também, o seu momento mãe-filho, quando está a almoçar num restaurante e é surpreendida pelo seu filho, Michael. Este, comunica à sua mãe que, supostamente, arranjou um trabalho numa empresa de negócios, tendo aprendido tudo com Phil, tendo se separado de Jill e estando a viver bastante bem. Toda a conversa, demasiado cordial, e as circunstâncias do encontro casual foram, no mínimo, estranhas. E, mais tarde, vemos que na verdade, Michael viva às custas de Jill, que está grávida.
Quanto à parceria entre Patty e a promotoria, esta afirma-se cada vez mais, tendo Ellen para avaliar Patty, que continuou a pressionar Louis a confessar sobre o dinheiro escondido e que considera Danielle como o ponto fraco de todo o esquema fraudulento. Ellen encontra-se com a sua irmã para lhe revelar que não a iria ajudar com dinheiro, por ter descoberto sobre as drogas, e mais tarde, vai até casa de Patty para satisfazer a vontade da ex-chefe para simplesmente “fazer-lhe companhia”. Houve ainda aquela história, um pouco chata, de Joe e a sua luta contra o álcool, tendo sido até seguido por uma companhia, contratada por Lenny, para averiguar se Joe tinha uma recaída e teria de ser internado novamente. Porém, Joe resiste à tentação, percebendo que é a melhor forma de honrar, ou quem sabe, afrontar o seu pai. E quando, ao final da noite, ele vai visitar o seu pai, já o intrigante patriarca se suicidou e deixou um arquivo com fotos, destinados a Patty. Antes disso, Louis havia ligado a Patty para se “despedir”, o que foi bem estranho. E quanto à narrativa do futuro, 5 meses depois, Patty é informada da morte de Tom e termina o episódio ao telemóvel, a berrar e implorar a alguém, que pare e não continue a fazer o que quer que esteja a fazer.

Episódio melhor que o anterior mas Damages prometeu muito mais no início. A narrativa começa a tentar afunilar mas os fios soltos ainda não começam a encaminhar-se. A série ainda não encontrou o rumo certo para conseguir encaminhar as narrativas e isso afecta, jogando-se ainda muito a nível judicial, com jogos jurídicos atrás de jogos jurídicos. Isso viu-se principalmente porque a Danielle ficou de baixa no hospital e a narrativa desta ficou pendurada.
A família Tobin parece que não é pressionada, ou melhor, quando é pressionada é isolada. Ou atacam de um lado, ou atacam de outro, deixando os primeiros descansar. É a lenga-lenga de sempre pois nos deram demasiado cedo que havia dinheiro. E, claro, existem personagens perdidas, como Ellen, que não sabe para onde se há de virar, ou Tom, que irá morrer mas parece que de tédio. A série tem de voltar a elevar o nível para os episódios iniciais da temporada. E onde se perdeu o ritmo: quando a série se virou para nível judicial. Pois Damages não é uma série judicial, é um drama onde os casos são meras formalidades para nos manterem presos…
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Concordo! Eles vão deixando várias pontas soltas, como a Danielle, e preocupa-me se depois, no fim, estas ligam-se e farão sentido… Mas é Damages e eu confio a5d15
Ai e quando dizes “E, claro, existem personagens perdidas, como Ellen, que não sabe para onde se há de virar, ou Tom, que irá morrer mas parece que de tédio.” LOL tens mesmo razão
Mas sim é isso, a série tem de estabelecer algumas prioridades e evoluir um pouco.
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estou a gostar, grande recuperação em relação à season 2. agr tenho de ver o 5 e6 para ficar actualizado com damages.
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