Damages (3.09) – Drive It Through Hardcore

Damages continua a agradar, mesmo sem grandes desenvolvimentos ou revelações; porém, os seus grandes trunfos são mesmo as excelentes interpretações e o brilhante roteiro. E mais do que em qualquer outro episódio, Glenn Close esteve tão magnífica que fez jus à reputação que a precede e às constantes indicações e vitórias que vai arrecadando. E apesar de serem poucas, as conversas entre Patty e Ellen valem, quase sempre, pelo episódio todo. Falando sobre os acontecimentos deste episódio, quem esteve em destaque foi Carol, que conquistou-me completamente com a sua interpretação, principalmente na cena da banheira. Carol mostra que está completamente desequilibrada e emocionalmente desgastada, não só por já ter um passado depressivo, mas principalmente pelos remorsos que foram surgindo, após ter assassinado Danielle Marchetti, a pedido do seu irmão Joe, que resolveu não aparecer.

Nesta fase tão negativa, a filha do maior trapaceiro da história dos EUA, só conta com o apoio do fiel Lenny, que mostrou ter uma verdadeira e sensata preocupação por toda a família, protegendo-a com todas as suas forças. Mas quando o advogado vê que nada mais pode fazer, começa a levar Carol às consultas do seu psiquiatra, o que abriu portas para Patty, Tom e o seu detective privado, descobrirem mais sobre ela e depois conversarem com ela. Assim, o trio Patty, Ellen e Tom descobrem mais um pouco, sobre o que realmente se passou na noite de acção de graças. Carol e Lenny foram a casa de Danielle buscar uma mala, com pertences de Louis, como as botas e o telemóvel que utilizava apenas para contactar a amante e quem entregou a mala a Lenny foi, nem mais, nem menos que Tessa. Carol continua inocentemente sem saber da história toda, pensando que a rapariga era apenas uma empregada, mas após a descrição feita por Carol, Patty e Tom percebem imediatamente que se trata de Tessa e que esta lhes havia mentido.

Surgiu, também, toda aquela questão se a poderosa Patty Hewes é, afinal, uma heroína ou uma vilã. E acho que a atitude de ela poupar Carol da verdade e de saber que até Lenny lhe mente, mostrou bem que Patty é bem mais que uma heroína, é quase um exemplo, não usasse ela tudo e mais alguma coisa, para atingir os seus objectivos. Esta história surgiu da intercepção das histórias de Patty e Frobisher, que lá continua com o desenvolvimento da sua empresa ecológica e vai permitir que o seu livro seja adaptado para o cinema, o que não preocupa minimamente Patty. Assim como ela disse, ela nem gosta muito de cinema. Nos planos familiares, Ellen teve de lidar com a prisão da sua irmã, apanhada com 30 gramas de metanfetaminas, o que é considerado crime, por ser entendido que a irmã teria intenções de a vender. A irmã lá confessou que apenas consome por estar cheia de problemas e bla bla bla. Mas Ellen é que ficou numa posição realmente complicada, ao ter de escolher entre interferir e puder ser prejudicada, ou deixar que a irmã resolva sozinha essa situação.

Ellen acabou por pedir ajuda a Patty, que também tem alguns problemas pessoais para lidar. Não tivesse ela partido uma parede, deixando um grande buraco em plena sala de estar, o que provocou uma reacção a Ellen, no mínimo, cómica e memorável. Patty teve a visita inesperada do seu filho Michael que lhe contou toda a verdade, e decidiu, ainda, chamar o arquitecto, Mr. Decker, para finalmente remodelar o seu apartamento. Até que ponto será Decker, importante para a história e que consequências virão por parte dele, ou até mesmo Frobisher? Para terminar, no futuro vimos que Tom entregará a sua carta de demissão a Patty e que quando liga à sua esposa, para se despedir, já aleijado, está numa ponte e que possivelmente se suicida. Mas, em Damages, nada é o que parece.

Ps: Patty voltou a ver a égua, no seu sonho, e parece que a história da sua filha perdida vai voltar… será que há alguma relação entre as duas histórias?

3 comentários

  1. O cavalo ou égua ou talvez potro (quem não me diz que não é um potro?)é a parte mais inquietante. Os flash’s, apesar de interessantes, não me fazem puxar pela cabeça. São soltos, sem dramatismo. A morte do Tom foi chocante? Foi. Mas depois disso é engonhanço.

    A narrativa presente é interessante, mas nada por de mais. A série vagueia um pouco, tem muitas personagens, muitas linhas narrativas. A série anda perdida nessas linhas. Vamos ver o que sai daqui.

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    • João Paulo /

      Desculpa a minha ignorância mas o que é um potro? LOL

      E concordo que agora, quanto aos flash’s, é tudo enchimento … O choque já foi dado e já..

      E as personagens nem são assim tantas, tirando o facto que eles subitamente decidiram incluir personagens desnecessárias como a irmã de Ellen ou o Frobisher..

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