No penúltimo episódio, Damages atinge, praticamente, a perfeição. Pega em todas as histórias, em todas as pontas soltas, e abre caminho para um final que se não for o melhor episódio de sempre, estará, certamente, lá perto. A capacidade em relacionar tudo desde a 1ª temporada, até às pequenas histórias que surgiram nesta terceira temporada, foi brilhante. E a sequência de imagens, apresentada no final, foi dos melhores segundos que alguma vez vi em alguma série. Começando por Patty. A grande protagonista continua a sofrer com o seu inconsciente e os assuntos do passado, mais precisamente a filha que perdeu. Pois os seus sonhos e delírios com a égua representam isso mesmo, visto que a égua tem o simbolismo da fertilidade e o buraco na parede pode ser interpretado como o vazio que ela sente dentro de si. Nesses devaneios, quem também aparece é o arquitecto, que deverá ter a sua fugaz aparição esclarecida no próximo episódio.
Tom não está numa fase muito boa, que a juntar aos seus problemas financeiros, enfrenta problemas conjugais, ao ser expulso de casa, pela sua esposa Deb. Mas, mesmo quando não parecia, Tom conseguiu provar que é o melhor aliado e parceiro que se pode ter, ao executar um grande plano, com a ajuda de Ellen, para conseguir vencer o caso Tobin. Para isso, Tom vazou a informação que também sofreu do esquema de Louis Tobin, tendo depois de se demitir. Enquanto isso, Ellen recebe uma interessante informação, por parte do seu companheiro. E assim, após investigar, revela a Patty que Lenny é na verdade Lester Wiggins, filho de um trapaceiro e ladrão, Albert Wiggins. Lester não é sequer um advogado, tendo roubado a identidade de Leonard Winstone após este se ter formado e ter falecido. Ellen entrega as revelações bombásticas a Joe, que confronta Lenny, maltratando-o, rebaixando-o e despedindo-o de todas as suas funções. Assim, o plano de Patty resulta e os elementos da família Tobin começam a virar-se uns contra os outros. É nessa altura que Tom, agora desempregado e sem casa, consegue aliar-se a Lenny, que está disposto a revelar tudo, desde que obtenha imunidade. Para isso, terá ainda de dar todo o dinheiro a Tom, o que conseguiu com a ajuda do seu pai, que se fez passar por Zeddeck.
E o que dizer do diálogo entre pai e filho, onde Albert pergunta a Lenny se quer ir às prostitutas, lembrando o ‘grande’ facto de ter sido ele que levou o filho para esses hábitos menos puritanos? Enfim. Quanto à família Tobin, Marilyn desculpa a sua frieza e crueldade, dizendo que faz o que tem de fazer pela sua família. E Joe, que agora decide ser o grande cabecilha de todo o plano de Zeddeck, mostra-se mais e mais descontrolado. Quanto às histórias secundárias, Michael, filho de Patty, fez o teste de paternidade que deu positivo. E a sua namorada aceita o suborno de Patty, para se ir embora, mas usa-o para comprar um carro e um apartamento para si e para Michael. Que fará Patty quando descobrir?
A história de Frobisher ganha, finalmente, sentido, quando o actor que o interpretará se encontra com Patty para revelar as suas preocupações relativas a Arthur, que lhe confessou ter comprado um polícia para executar um assassinato. Assassinato esse, que Ellen está confiante, ter sido o de David. E Ellen descobriu que o parceiro do polícia comprado era, nem mais, nem menos, que Wess, o seu ex-companheiro. Foi um grande e revelador episódio, que faz com que as expectativas para o final de 1h30m sejam enormes. Está tudo no seu caminho, não deixando nenhuma ponta por atar. Gostei bastante de ver que, no fundo, o trio Patty-Ellen-Tom, são fiéis entre si, e que juntos conseguem alcançar a justiça. É, também, bonito, ver que Patty, deve considerar Ellen como a sua filha perdida, pois se não fosse ela, o Chefe Gates teria despedido Ellen da promotoria.

Uaaau…que grande (ou ganda, como se diz por esse lados) review. Fantástico. Para além do crescimento, escrever sobre as nossas paixões leva a isto. Mesmo soberbo. Nota 10 para a crítica.
Quanto ao episódio é o melhor da temporada. Teve ritmo, teve um final muito bom, teve tudo. A interpretação do sonho é muito boa e, apesar de não perceber onde irá encaixar, espero que em 90 minutos se consiga isso.
A Ellen ainda vai perder tudo, apesar de vir a saber da verdade sobre o seu noivo. E a Patty não terá pena com a namorada do filho. Mas também isso já era esperado, não percebi como a Patty não previu isso.
Agora é esperar que segunda o episódio seja grande.
Cumprz
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Uau, digo eu! Muito obrigado, mas sinceramente nem achei que tivesse escrito nada de especial :p
No entanto, se há alguém com quem eu aprendo e sigo os passos, és tu
Estou ansioso por ver a reacção de Patty, quanto à atitude da sua nora e espero que estejas enganado quanto a Ellen
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O guerra poderia tomar pra si, o exemplo que vc acabou de dar ao escrever este post. Sim, é um post simples, mas nele você deve ter dado luzes aos cérebros de vários dos leitores que acompanham a série.
A associação que fizestes com a simbologia presente dos sonhos de Patty foi precisa, ao contrário de algumas associações feitas aqui no portal, aonde mais metáforas são colocadas como fermento num bolo, fazendo-o inchar e transbordar a fôrma.
Isso não pode ocorrer num texto, pois excesso de informações tornam a leitura desagradável, e nem um pouco fluida.
Abs.
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