Dia 26 deste mês
Desperate Housewives, a dramédia mais antiga da ABC regressa ao canal para a sua sétima temporada. Há sete anos na grelha do canal, a série que segue a vida de quatro habitantes dos subúrbios da cidade fictícia de Fairview no bairro de Wisteria Lane tem sido, desde a sua estreia em 2003, uma das séries mais vistas ao Domingo à noite na América sendo poucas vezes vezes destronada dos lugares cimeiros da grelha de audiências. No entanto, entre o público internacional, a série tem perdido público temporada após temporada devido a uma pequena queda na qualidade do roteiro por volta da quarta temporada, e também à óbvia repetição de algumas histórias que se foi registando ao longo do tempo. Como no ano anterior a sexta temporada da série não teve reviews oficiais aqui no portal decidi, como meu post inaugural, fazer uma pequena viagem ao longo das seis temporadas que a série já exibiu, e expor as minhas expectativas sobre a sétima que se avizinha. Irei abordar cada temporada de uma forma superficial porque não é meu objectivo fazer um a review de cada uma, mas sim relembrar os aspectos positivos e negativos que cada uma teve.
1.ª Temporada – No ano em que estreou série foi considerada por todos como uma revolução no conceito de dramédia e é para muitos fãs a melhor das temporadas até agora exibidas. O conceito era inovador: juntar quatro donas de casa numa série e explorar o seu dia-a-dia, expondo os seus problemas e complicações ora com um toque de humor negro corrosivo que provocava inveja a qualquer comédia assumida, ora com drama que beiravam a perfeição e fazia surgir uma lágrima esporádica. Tendo como ponto de partida a morte de uma vizinha, Mary Alice Young, a série sempre se desenrolou sob a perspectiva desta senhora que observava as amigas do além e ia narrando as suas aventuras. A morte desta habitante do bairro afectou directamente a vida das quatro amigas que ao longo da temporada tentaram desvendar o mistério do suicídio da primeira, sendo elas Lynette Scavo, que abdicou do emprego pela família e vive as consequências da sua decisão; Bree Van de Kamp, histérica, paranóica e viciada nas aparências; Gabrielle Solis, a ex-modelo inconformada com o fim da sua carreira e que se vinga em affairs com o seu jardineiro e ainda Susan Mayer, divorciada, desastrada e namoradeira, que era na altura considerada a protagonista da série, posto que foi perdendo ao longo do tempo. Temos ainda Eddie Britt, uma das melhores personagens que a série mostrou, a vendedora de imóveis e devoradora de homens, rival natural de Susan na luta por Mike, o novo habitante do bairro que se envolveu directamente no desvendar do mistério central da temporada. Aclamada pela crítica e vencedora de vários prémios, esta temporada conseguiu cativar vários públicos movidos pela curiosidade de saber porque se suicidara Mary Alice e que acabou por viciar nas situações criadas pelas quatro donas de casa. Se todas as temporadas fossem assim, a série não teria certamente perdido o público que perdeu.
2.ª Temporada – Para mim e para muitos, a pior de todas as temporadas da série. Marc Cherry disse na altura que tirara férias durante a escrita dos primeiros episódios da temporada, e que quando voltara, a história já tinha sido encaminhada, não podendo fazer alterações. A verdade é que os episódios iniciais foram bastante básicos. Tinha-se perdido o encanto e a novidade que a série trouxera um ano antes, o humor não estava lá e o drama aparecia em demasia e nem sempre de forma eficaz e tocante. Como se não bastasse, tentaram esticar histórias que deviam ter sido encerradas na primeira temporada para prelongar o sucesso alcançado na mesma, mas o resultado foi um conjunto de episódios muito aquém do que já nos tinha sido oferecido. Com o caso de Mary Alice resolvido, tentou introduzir-se um novo mistério envolvendo uma nova família com um filho preso na cave com problemas mentais e um assassínio mal explicado, mas nem esta linha narrativa teve grande sucesso. Apesar de tudo, os últimos seis episódios conseguiram subir na qualidade e apesar de não terem feito esquecer os erros cometidos, abriram várias histórias que vieram a ser exploradas na terceira temporada. Foi sem dúvida foi mais um caso de séries que após atingir um patamar elevado entre o público, não sabem gerir o sucesso convenientemente. Felizmente, Cherry soube dar a volta.
3.ª temporada – Com o slogan “Hora de lavar a roupa suja” como metáfora clara de uma tentativa de “limpar” a série dos erros cometidos no ano anterior, a terceira temporada mostrou-se competente no renascer de um conceito que muitos julgavam perdido. Lenta e eficazmente a temporada foi inserindo história novas que conquistaram o público que resistira à segunda temporada e apesar de o humor característico já não se fazer sentir com tanta eficácia, Cherry conseguiu inverter a situação criando diversas histórias dramáticas que voltaram a posicionar as personagens onde deveriam estar. Foi introduzido Orson Hodge, um dentista misterioso que casou com Bree, viúva desde a primeira temporada mas que também se envolvia directamente no atropelamento que Mike sofrera no final da segunda temporada. Uma gravidez não programada da actriz Marcia Cross afastou as personagens do ecrã durante alguns episódios. No seu lugar, Cherry viu-se obrigado a explorar Edie Britt que até então tivera um papel reduzido com participações esporádicas mas sem rumo certo. E que grande decisão. A personagenm mostrou-se tão complexa que cativou definitivamente o público, e felizmente acabou por tomar maior protagonismo nas temporadas seguintes. Um outro conceito introduzido nesta temporada foi o de “evento do ano”. O episódio “Bang” onde um sequestrou acaba com a morte de uma das personagens foi o primeiro de muitos episódios especiais, um por temporada que, por volta do décimo episódio de cada uma nos trás um acontecimento trágico que muda o rumo das história daí para a frente. E diga-se de passagem, apesar de simples e modesto, nunca outro evento especial provocou tamanho choque como o desta temporada. Com um final recheado de cliffhangers envolvendo uma falsa gravidez de Bree, um cancro de Lynette e um possível enforcamento de Eddie, estavam lançados os dados para que Desperate Housewives voltasse à ribalta na sua quarta temporada.
Assim termina a primeira parte deste meu regresso às temporadas anteriores de Desperate Housewives. Amanhã regresso com a segunda parte onde falarei da terceira à sexta temporada e também das minhas expectativas para a sétima temporada que se avizinha.

Com certeza Desperate perdeu qualidade, mas a partir da 5°temporada a série perdeu o rumo de vez com histórias fracas e repetitivas como o tal evento do ano
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Com o salto temporal, perdi.me nas historias da série, quando recomeçar a ver terá de ser desde o inicio. Se esta for a ultima temporada talvez veja no verao de 2011, senao so mesmo quando a série acabar verei tudo de seguida.
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