Dexter (4.07) – Slack Tide
Dexter: Pai, irmão e assassino. Assim começa a estar escrito na lápide de Dexter, começando-se a acentuar cada palavra episódio após episódio. Duas destas categorias encontram-se a vista de todos e a outra meia escondida. Mas este episódio vem mostrar que nem tudo o que se quer poderá se manter submerso para sempre. Os segredos tenderão para descobertas, por isso é preciso ter cada vez mais cuidado.
Personal time, o tempo para relaxar, libertar-se do mundo. Não trabalhar, não pensar, unicamente descontrair, um momento onde se pode isolar do mundo. É um destes momentos que Dexter precisa, um momento em que se liberte da máscara. Mas a categoria paterna agora imposta começa a fazer com que esse tempo se torne cada vez mais escasso. E nada melhor que requerer os conselhos do expert da classe assassina: Trinity. Desta vez Mitchell ensina a Dexter como ser pai e assassino ao mesmo tempo. O que parecia ser uma boa ideia, ou seja, deixar os seus filhos a mãos de outros, torna-se uma má a partir do momento em que Dexter passa a ser uma parte activa da independência de Cody. O desespero do Serial Killer demonstra que o analista de sangue terá de ser ele a arranjar a sua fórmula para andar a brincar a apanhada com os bandidos de Miami. Mas, por agora, o pupilo ainda querer descobrir uns truques com o mestre, para depois poder acabar com ele.
Mas porque precisará Dexter de um pouco mais tempo? Para se dedicar as suas actividades extra-curriculares, ou seja, apanhar mais um seu companheiro de “trabalho”. Desta vez o radar do nosso Serial Killer desperta para um fotógrafo um pouco “negro”. Sendo a fotografia outra paixão, tenho de reconhecer que aquelas fotos, apesar de puxarem um pouco para o negro, eram bonitas. Mas não estamos a falar deste tipo de arte e continuemos com o episódio. A história deu ritmo ao episódio, principalmente o falhanço de Dexter e a sua escapadela do acampamento para ir cumprir o seu dever (e depois temos aquela cena fantástica dos flashes…fantástica). Mas não serviu só para isto. Cada vez mais vemos que nesta temporada as mortes são levadas muito mais para uma perspectiva da temporada do que só uma perspectiva do episódio. Por isso, o final traz de novo um problema para o analista de sangue: matou um inocente. Não
é a primeira vez, pois na anterior tivemos o irmão Miguel Prado, mas desta vez o ritual foi cumprido. Como lidará Dexter com a sua primeira morte intencional? Nota-se um encaminhamento da história de novo para Trinity, vamos lá ver se este trará respostas.
Depois, temos o ressurgimento de Doakes encarnado em Quinn. Mas, ao contrário do latino, Quinn não anda atrás de Dexter só por mera pancada. Procura uma falha no comportamento, para assim também o poder chantagear. É outro problema para o Serial Killer, que começa a perceber que o seu segredo começa a ser demasiado grande para a máscara e que por vezes poderá tornar-se visível. Mas também Dexter está cada vez mais paciente, pois não tenho dúvidas que nas temporadas passadas Dexter sairia do bar e cumpriria o seu plano.
Quem viu o seu segredo chegar a tona foi Harry. Debra consegue chegar ao que queria (ou que não queria), ou seja, provar que o seu pai andava a ter relacionamentos por fora, mas não consegue chegar a mãe de Dexter. Ou seja, ficou no meio-termo e, pelos vistos, nunca mais sairá desse local, pois começa a ter coisas mais interessantes para fazer, tal como o caso de Trinity. Vamos lá ver o que sai daqui, de novo uma rivalidade Dexter-polícia.
Retalhos do episódio:
- Que caixão será aquele que Trinity andou a construir com tanto afinco? Aquilo tem um volume demasiado grande para o magrinho Dexter. Só se for para Batista, que anda um pouco gordo.
- Cada vez mais acredito que o Trinity já sabe da verdadeira natureza de Dexter. Primeiro o distanciamento aquando do corte da árvore e depois ter sido Dexter que teve de pegar no machado para matar o veado. Esta parte final pareceu-me mais um teste que qualquer outra coisa.
- Onde pára o Masuka?
- A história do “homem que mata em três” adaptada a crianças deveria ser um sucesso. A cena é fantástica, principalmente a forma como o Michael C. Hall a interpreta.
- Para que interessará a namorada de Quinn ter uma entrevista com Debra? Cada vez mais aquilo me cheira a esturro.
- Terá Astor jeito para música? A filha de Rita está cada vez mais chata, mais-valia quando ela era a criança que telefona a polícia quando o pai batia na mãe.
- Quem se interessa pelas nádegas de Batista? A pior narrativa que se poderia ter arranjado.
Dexter continua num ritmo estável, interessante e, como sempre, com uma narrativa muito bem construída. A série tem a oportunidade de fazer a melhor temporada das quatro e deixar para trás a azarada que foi a terceira. O caminho está para ai traçado.



“Por isso, o final traz de novo um problema para o analista de sangue: matou um assassino. Não é a primeira vez, pois na anterior tivemos o irmão Miguel Prado, mas desta vez o ritual foi cumprido. Como lidará Dexter com a sua primeira morte intencional?”
Não percebi muito bem o que queres dizer aqui! Não quererás dizer matou um inocente? Pois essa situação é que é realmente nova, pois Dexter passa a vida a matar assassinos! (premissa da série, serial killer de serial-killers!)
Concordas comigo?
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António Guerra respondeu:
Novembro 11th, 2009 às 13:20
Correcto…não sei o que me passou pela cabeça, mas sim, matou um inocente. Corrigido e, desde já, mt obrigado.
Concordas comigo?
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