Dexter (4.12) – The Getaway

Dexter - 4.12It’s already over.

Uma pequena gota de sangue. Assim jazia no vestido de Rita no final da 3º temporada. Uma pequena gota de sangue que caiu para o tecido branco que se estreou naquele dia. Um dia de festa, de alegria. Um casamento. E uma pequena, minúscula gota de sangue.

É fantástico a qualidade dos pormenores em Dexter. Em uma pequena gota de sangue estava tudo, estava o destino da personagem, estava o nascimento de outra, estava a tristeza, estava a morte, estava tudo desta temporada. A fuga da gota era o presságio que nos deixaram para esta quarta temporada. Talvez sem querer, talvez de propósito. Mas sabíamos que o casamento entre Rita e Dexter estava condenado ao sangue.

Mas para a condenação teve de haver muito episódio. Um episódio com excelente ritmo, a conseguir trazer o melhor da temporada para o final. Era talvez o final mais esperado do ano (eu, pessoalmente, custaram-me mais a passar os 7 dias anteriores a este final que os 7 anteriores ao final de Lost) e todo o elenco contribuiu para isso. Aconselharam a ir ao psicólogo, fizeram de tudo para colocar as expectativas máximas aqui. Alguém não as tinha? Não vejo quem. E, após aquele, “Hello, Dexter Morgan” tudo ficava a endoidecer. E assim a série abre com o confronto mais esperado: Dexter vs. Arthur, BHB vs. Trinity, Dark Passanger vs. Dark Passanger.

Os dados passaram a estar do lado de Arthur, que não tinha nada a perder do que já perdeu. A família tinha morrido ou nunca a foi, não tinha irmã, não tinha emprego, não tinha amigos. A única amizade era Kyle Butler, a única pessoa com quem o vemos envolver. Assim, quando a máscara de Dexter escorrega, tudo fica em aberto. Mas Arthur, mesmo tendo os dados todos do seu lado, deixa a Dexter a única hipótese racional: vão os dois às suas vidas e ninguém se chateia. Um Dexter racional, metódico, nada sentimental, no fundo o Dexter da primeira temporada aceitaria tudo. Sobrevivia, a sua primeira regra. Mas a mudança da personagem não deixa que ele desista (lembro-me do princípio da segunda temporada, onde Dexter deixa fugir um “cego” por estar de ressaca da morte do irmão e não o persegue. Aqui se vê a mudança da personagem), a família não deixa que Trinity escape. E, a partir desse momento, o episódio estava condenado a excelência.

A perseguição atrás de Arthur é fantástica. Uma corrida pelo homem que possui grande parte dos segredos da sua vida, que pode fazer mal aos seus. Assim os erros vão se acumulando e, como diz o ditado, tantas vezes o cântaro vai a fonte que lá deixa a asa. Os erros de Dexter vão se acumulando (fantástico ser o seu subconsciente a chama-lo atenção para isso, e não o contrário. Para verem como Dexter se encontrava naquele momento) e, com a ajudinha de Rita, o caldo estava condenado a entronar. Mas, antes disso, ainda tem tempo de preparar o porco para a matança, deixar Arthur inconsciente. Mas o dia não estava a ser de azar para a personagem e isto não iria virar. Há dias destes. Assim, num pequeno erro (Dexter já cometeu bem piores e não foi apanhado pelo destino) toda a história se vira. Dizem que partir um espelho dá 7 anos de azar. Para Dexter deu azar para toda a sua vida. Pois, com a sua prisão, a presa consegue-se soltar das amarras e preparar a vingança. O “Hello, Dexter Morgan” passava a ser mais “Goodbye, Dexter Morgan”.Dexter - 4.12 (3)

Antes de continuar a dissecar o episódio, fazer um parêntesis. Com a chegada de Rita, Dexter vê-se perante uma situação nunca vista: é a mulher que o vem salvar e não o contrário. Os remorsos que a personagem demonstrar tornam a cena de uma importância que, sem o final, não existiria. No dia em que precisou da mulher esta acaba por ir. Dexter nunca teve um entendimento perfeito da relação com Rita. Sempre andou a vaguear, na descoberta. O momento que ela o vai buscar representa a conclusão dessas dúvidas: o Serial Killer poderia contar com a mulher para situações “corriqueiras” e podia ter mais confiança nela.

Mas continuando, que ainda falta muito. Com a fuga da presa, Dexter fica sem saída. O único local para ir é a casa da família Mitchell. Assim parte o Dark Defender a procura do seu inimigo, no único local que Arthur se sentiu acolhido, nem que seja inicialmente. A chegada do Serial Killer a casa dos Mitchell’s é acompanhada por uma das maiores reviravoltas na história. Primeiro temos Debra a descobrir “semi-verdade” sobre o irmão e Arthur Mitchell a ser apontado como principal suspeito.

Na primeira, a cena em que a informadora do pai leva a casa onde Debra esteve mais próximo da morte é fantástica. Laura Moser , Brian Moser e Dexter Moser (já agora, a excelente transição entre a cena do jornal de Debra e o nome de Dexter, colocando ainda mais clareza a cena anterior: Debra tinha percebido que o irmão era Dexter Moser) na casa branca, nº1235. A partir desse momento, Debra tenta não acreditar na realidade, comprovar todos os factos, deixar tudo como está. Mas é verdade: Dexter é irmão de Brian, ambos filho da morta Laura. E não há como fugir.

Na segunda narrativa, e após terem-se livrado do antigo suspeito, a equipa de Miami começa a encontrar pistas vindas do céu. Dexter avança muito nos episódios finais porque parece que as pistas são mais fáceis de encontrar nestes. Assim, e após uma conversa com o rapaz raptado, Arthur Mitchell torna-se o principal e único suspeito. E já não havia por onde mudar: a narrativa estava-se a englobar numa só personagem.

Então, a entrada na casa deixa a Dexter uma única hipótese: esconder-se. A polícia não o podia encontrar ali, junto da família de Trinity, e não suspeitar. O sangue frio do Serial Killer volta a aparecer, conseguindo-se safar assim de problemas. Uff! gritou-se. Mas não deu para respirar muito mais, pois Debra decide contar a verdade ao seu irmão. O promo trazia isto como principal novidade do final de temporada, mas deixou quase tudo na mesma. Ficou Debra com mais umas informações, prontas a serem desenvolvidas. Um Doakes 2.0, que não pode ser morto por Dexter.

A partir daí o episódio atrasa um pouco. Dexter “retira” a sua família de Miami e prepara-se a caça final. E tudo acaba por culminar num pormenor irrelevante: a mudança de um vidro do carro. Assim Dexter descobre a Trinity e a caça acaba. A cena é arrepiante, com Trinity deitado e Dexter com o martelo, os diálogos são fantásticos, cheios de outros contextos, de outras intenções. As interpretações são brilhantes e a cena acaba com música preferida de Arthur com o seu comboio a rolar, ao som do martelar. Que final digno de Trinity, só faltando enterrar em cimento no caixão que ele fez. Mas também já era pedir demais a Dexter.

Pois este tinha uma bonita lua para desfrutar. Lembrei-me logo da primeira temporada, com a abertura desta. Aquela foi a noite, a noite onde tudo estava acabado, onde tudo estava na perfeição. E é que estava mesmo.

Dexter - 4.12 (2)A chegada a casa de Dexter é fantástica. O pisar num brinquedo de Harrison. Ouvir as mensagens no atendedor de chamadas. Telefonar a querida mulher, que devia estar deitada no Spa a relaxar. O toque do telemóvel. Harrison a chorar. E toda a cena a explodir no ecrã. Um casamento que começou com uma pinga de sangue acaba numa poça do mesmo. Rita estendida na banheira vermelha, Harrison sentado no meio do sangue, a desviar os olhos dos olhos vazios da mãe. As parecenças com Dexter, também sentado no meio do sangue da mãe. Terá Rita dito ao filho para desviar os olhos? Fica por saber. O que se sabe é que todos os esforços de Dexter para salvar a família acabaram na morte desta. Tudo o que começa em sangue acaba em sangue. Tonight is the night…

99

SEASON FINALE

23 comentários

  1. [TEORIA DA CONSPIRAÇÃO]
    Bem, a Rita foi morta no ciclo de Trinity… mas o ritual começa com a morte de um miudo de 10 anos
    Cody tem aproximadamente essa idade… será que foi ele ?
    Excelente Season Finale ! Adorei !

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    • Eu, durante o episódio, foi uma coisa que me passou pela cabeça. Mas depois cheguei lembrei-me do miúdo que o Dexter salvou e acho que ele era o princípio do ciclo. O Trinity é que não estava para matar a Rita, mas como o Dexter o levou a desmanchar o disfarce, matou dois coelhos numa cajadada. Pois a Rita nem se inclui na família do ciclo nem na idade da mulher assassinada na banheira, se bem me lembro. Mas, claro, se isso vier eu não me importo. Mas parece-me pouco plausível. Mas eu tentarei expor o meu ponto de vista do que está para vir no review de temporada…

      E claro: Excelente Season Finale!

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  2. Eu reconheço o valor ao episódio, porém, não achei muita graça, talvez por ter lido o spoiler que a Rita morreria… Foi surpreendente na mesma mas acho que foi um final triste :s

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    • Tens de reconhecer que, mesmo lendo o spoiler, e estando menos receptivo a surpresa, a cena final é brilhante. E, claro, tens de reconhecer que este foi dos melhores episódios do ano.

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    • Nunca se deve ler spoilers!!!

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    • Ainda bem que não li spoilers esta temporada..
      Foi um choque enorme a morte dela para mim :/
      Só espero que a 5ª temporada compense a sua falta…

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  3. excelente episodio, eu fiz questao de nao ler nenhum spoiler pra ter a surpresa e nao me arrependi foi muito chocante a cena da Rita na banheira e o Harrison em meio ao sangue no chao… quanto ao Cody acho q ele nao pode ter sido assassinado pq ele estava na Disney junto com a irmã e com os pais do ex-marido da Rita entao não acredito q ele tenha morrido

    o pior agora vai ser esperar um ano pra assistir o que vai acontecer a seguir… e só uma correção o nome do episodio é The Getaway e nao The Gateway como esta ali em cima

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    • Muito obrigado pela correcção. Já está composto.

      Quanto a cena da banheira eu, pessoalmente, gostei mais do simbolismo que esta teve, misturando a vida de Dexter com o arco da temporada. Acho que foi o final perfeito para esta perfeita temporada e, claro, ver o Dexter, primeiro, a olhar, e depois podermos ver o trabalho do Trinity é fantástico. Esqueci-me de referir algo no review que foi o descuido de Trinity, que durante todos os seus ciclos não deixou provas que tivesse ocorrido uma morte e, nesta, deixou a farta. Acho que tem a ver com esta morte ser unicamente simbólica, uma vingança, e não parte do ciclo. Assim, isto vai ao encontro de o Cuddy não ter morrido, para além de ele estar na Disney.

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  4. Lucas Lima /

    Não acho q a morte de Rita foi dentro do ritual do trinity… não houve ciclo, apenas uma “vingança”

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    • Concordo contigo. Como já disse em cima, acredito primeiro que, devido a idade da Rita, a morte dela tenha sido vingança. E, depois, também não ache que seja ritual pelo número de provas que deixou, tornando essa hipótese de vingança muito mais plausível. E também é isso que defendo no review…uma caça ao homem que apanhou a sua mulher.

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  5. Excelente episódio.
    Infelizmente já sabia da morte da Rita (pk li no post mas a culpa é minha e da minha curiosidade) mas a sua morte não deixou ter impacto. Rita era a luz k lutava contra o escuro (“Dark Passenger”) e vai ser isso k vai tornar a proxima temporada muito interessante.
    Desconfio que este natal, para “eskecer” k ainda falta 7/8 meses para a proxima temporada, ainda vou comprar o livro do Dexter e ver o k posso esperar no futuro (apesar de ser do meu conhecimento das diferenças, em geral, entre o livro e a serie)

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    • Como concordo contigo. Primeiro em ser um excelente episódio. Depois, na Rita ser a luz contra o Dark Passenger (recordei-me logo da cena onde o Dexter vai esmurrar o vizinho, demonstrando aqui uma distância para o Dark) mas, acrescento a Debra. E, claro, iremos ver, na próxima temporada, as consequências disto. Algo para reflectir no review de temporada.

      Quanto ao tempo, a série só regressa em Setembro, finais se mantiver o que se fez até aqui, ou seja, faltam ainda 9 meses e meio…muito tempo para ler livros de Dexter, ver a série de novo e ainda arrancar bastantes cabelos…nove meses e meio em contagem decrescente ver de novo a “mosca a ser morta”.

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      • e não é k comprei o 1o livro do Dexter… só encontrei a versão em inglês mas é relativamente pequeno e eu tenho 1 bom conhecimento em inglês

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  6. Se esta temporada não der o emmy (e porque nao globo de ouro) a Dexter e até aos próprios Michael C. Hall e John Lithgow, é de uma injustiça incrivel!!

    Que season finale expectacular, apesar de ter visto o dito spoiler, nada muda…
    Os produtores esmeraram-se e fizeram de Dexter a melhor (de longe) série da actualidade!!!

    Fantastico!!! sa5262sa

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    • Vamos lá ver o que sai daqui. Que merecem merecem, mas existe por aí muita gente que merece e não recebe e depois há aqueles que, pela fama, recebem. Quanto a ser a melhor da actualidade, concordo inteiramente. Dexter é a minha série preferida

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  7. Tiago Duarte /

    Estes reviews completos e bem escritos são o melhor que pode haver. São estes que nos permitem por a cabeça em ordem, em episódios tão grandiosos como foi este, ter um review tão completo e bem escrito para ler torna tudo quase perfeito.

    Este episódio teve algumas inconsistências e pequenas Incongruências, mas foi assim que se permitiu dar o desfecho que se deu.

    Tem cenas brilhantes no meu ponto de vista. Os dois minutos finais são a coisa mais brutal e triste que se pode ver. A maneira como vemos Rita na banheira, vamos logo buscar as imagens do primeiro episódio da temporada, quando vemos o trinity a matar a outra mulher. Depois imaginamos Rita nas mãos do Trinity a passar pelo que a outra mulher passou. Mas neste caso só podemos imaginar, o que é pior…A mente vagueia, imaginamos o sofrimento de Rita, os pensamentos nos seus 3 filhos, no pequeno Harrison ali ao lado a assistir a tudo. Ver dexter a ver o filho na poça de sangue, também derruba qualquer coração. O nosso serial-killer preferido, numa situação igual a que o transformou no que é. Depois não sabemos o que Dexter deverá ter sentido, a mente dele é complexa, podemos novamente só imaginar o que ele está a sentir. São estas cenas que nos ficam para sempre na cabeça, são estas cenas que nos picam a imaginação. E assim é muito melhor.

    Outros momentos houve fantásticos. Michael C. Hall e John Lithgow, dois monstros da arte de representar no assassinato mais fantástico de Dexter. O martelo…o tempo de espera até à pancada. O comboio. Fantástico.

    Outros momentos que adorei foram o choro de Dexter no colo de Rita. Acho que é daquelas cenas que todos nos podemos identificar, momentos de fraqueza, de perda de sentido, quando sentimos que temos alguém em quem podemos entregar-nos nesse momento. Tocou-me especialmente.

    O último momento que vou aqui referir, foi o desabafo de Debra com Dexter. O seu amor por este, a confissão de que Dexter é para ela a única coisa realmente boa da sua vida e que foi Dexter que a fez ser como é. A emoção era real e quase palpável.

    Dexter atingiu um patamar esta temporada que não pensei que fosse possível. Parabéns a todos os do Elenco, à equipa técnica e à showtime por terem coragem de nos dar um Michael C Hall com o seu Dexter verdadeiramente Fantástico.

    Parabèns também ao Aguerra por todos os reviews da temporada.

    Até para o Ano, Dexter Morgan

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  8. Acabo de assistir ao final da temporada. Deixei pra ver os últimos dois episódios juntos.
    Muito bom seu post. Eu achei bastante impactante a morte de Rita. Ela tçai tadiante e cheia de vida. Nos trazia para o cotidiano ….é uma perda lastimável…ainda mais pq não viamos isso acontecendo neste episodio. (pelo menos não eu). Fikei triste como fikaria triste com a morte de uma pessoa real.

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  9. Anónimo /

    Discordo da nota. Ate um 10 fica mal neste episodio acima da perfeiçao

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  10. Anónimo /

    nota100

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  11. Mary Barros /

    nota100

    Ags Ags es o culpado pelo minha BLOODY ADDCTION rsrs
    Magina, culpado mais que honorario, afinal insistiu para que eu pegasse firme na série.
    Isto o fiz , inclusive fechei o ciclo ontem de madruga, em meio a choque, tensão e lágrimas, mtas lágrimas, pois sabes como sou manteiga.

    Devastada estou,mesmo tendo lido SEM QUERER o maldito spoiler da morte de Rita,alias uma personagem que gostei sempre desde o começo. Mas pelo visto sou 1 em milhões rsrs

    Meu ciclo com a série foi continui, talvez assim eu tenha uma visão diferente, mas sem duvida foi uma temporada grandiosa, junto com sua primeira. A cada temporada viamos uma face, um estágio, como disse a evolução daquele garoto banhado ao sangue, aquele cujo contato foi intenso demais…

    Vi q alguns fãs da série não são mto favoráveis aos “contornos e moldes” da personalidade dele, mas ai que reside o X da questão.
    O protagonista modifica-se de uma maneira diferente dos demais e isto nunca vi em nenhuma outra série.
    Esta pra nascer uma personagem assim, tão a merce dela própria.

    Acordei hj com os olhos inxados e minha mãe perguntou: “Nossa que aconteceu”. Ai disse “Dexter aconteceu, mãe”.
    Curioso que um serial killer tem este efeito.

    Fui assistir os promos da nova temporada e confesso quemeu coraçãozinho ficou mais dolorido.

    Resta saber qual será a dinamica de sua criação, desde o momento que tira seu proprio filho do local que ele mesmo tivera em sua infancia.
    E agora como pai de Astor e Cody,como esta lidará com a culpa e os erros cometidos,afinal vemos ele contornar o padrão estabelicido em sua criaç~çao com o agora Gasparzinho Harry Morgan (BTW insuportável) , mas necessário ao agir no inconsciente pra lá de conciente de Dexter, este conciente que deixou de ser racional somente, tornando-se emocional.
    A quarta temporada mostra Dexter acreditando piamente que ele poderia ser aquilo q seu pai sempre disse q ele não poderia: um pai, um marido, um homem sociavelmente aceitável.
    E como dizem: “It’s already over”

    Com prazer farei parte do seu painel de comentários!
    E mais uma vez obrigada meu bloody sexy writer

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    • Eu acho que agradeces-me por ser o culpado de te ter colocado a ver Dexter. E, claro, o final é mesmo emotivo.

      De resto concordo contigo quando dizes que Dexter, como série, é uma mudança e um crescimento do protagonista que dá o nome à série. E, por isso, eu adoro Dexter.

      De resto, e no que toca a esta temporada, é isso mesmo que se espera. Ver como Dexter se adapta ao papel de pai, tal como Harry teve de se adaptar a si (e eu adoro o Harry…). E ver se o crescimento da personagem compensa a morte da Rita.

      De resto cá te espero com os comentários…tão longos como as reviews de Glee, espero.

      Cumprz

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