Terminada a primeira temporada da série, chega a vez de avaliar a segunda época de Lost. A estrutura vai ser exactamente a mesma: em cada parte deste diário, estarão comentados em mini-reviews quatro a seis episódios. Eis a análise a outros seis episódios da temporada…
Lost (2.13) – The Long Con
Seguindo a regra dos episódios centrados em Sawyer, este acaba também por ser apenas bom, nada mais que isso. Os flashbacks introduziram-nos Cassidy, uma mulher com que Sawyer se apaixonou e mais à frente tem até uma filha da mesma, Clementine. Na ilha, as coisas andavam também meias mornas com toda aquela história do paradeiro das armas. Tudo bem que o facto de ser Sawyer a roubar as armas teve um factor surpresa, mas não gostei da história em geral porque não levou a lado nenhum em termos de desenvolvimentos. Além disso, mostra um Charlie muito apagado e amargo, características bem irritantes no mesmo. Toda aquela vingançazinha para ver o Locke ser enganado foi tão desnecessária… Nota: 7.4
Lost (2.14) – One of Them
Uma das vantagens de ver Lost pela segunda vez é que reconhecemos algumas personagens e ligações que quando vemos pela primeira não percebemos. Por exemplo, no episódio passado foi a mãe de Kate que apareceu no bar onde Sawyer estava e neste é Kelvin, o anterior responsável pela Escotilha antes de Desmond, que tem uma ligação com Sayid. E é nessa personagem que o episódio é centrado, mostrando como ele se tornou torturador em flashbacks. Já no presente, entramos para uma nova Era de Lost, a Era do Benjamin Linus! O mais famoso manipulador da televisão aparece pela primeira vez neste episódio, assim como a volta da Rousseau, personagem muito interessante. Nota: 7.9
Lost (2.15) – Maternity Leave
Centrado em Claire, este é o primeiro episódio em que temos flashbacks da ilha. Finalmente descobrimos a verdade por detrás daquelas duas semanas que Claire não se lembra de nada, ou seja, quando ela foi raptada por Ethan. É interessante perceber a história das grávidas numa primeira perspectiva. Eu tenho a minha teoria sobre isso, que é a seguinte: Jacob, tal como disse em ‘Why They Died For’, as mães deixam de ser candidatas a assumir a sua função. Assim, para que as grávidas não se tornem mães, para assim ter mais candidatos pois ‘they came, they fight, they corrupt’ para proteger a ilha quando este morrer, ele impedia que estas tivessem o bebé. Eu sei que soa meio complicado de perceber, mas na minha cabeça faz todo o sentido, e a mim não me faz falta nenhuma não terem respondido a isso na série. O episódio foi muito bom, com mais um especial destaque para Rousseau. Como eu gosto da interpretação da Mira Furlan! Nota: 8.0
Lost (2.16) – The Whole Truth
Passando da Claire para o casal de coreanos, temos um episódio inferior, mas mesmo assim muito melhor do que o seu anterior (…And Found). Nos flashbacks descobrimos que a relação entre Sun e o seu ‘professor de inglês’ avança gradualmente até que esta chega até a ir às suas aulas mesmo sem precisar. Como veremos mais à frente na série, acho que no início da terceira temporada, ela traiu Jin com este mesmo homem, ficando assim na dúvida até o episódio DOC (3.18) da identidade do pai da criança que ela agora espera na ilha. Na ilha, além de descobrir que vão ser pais, o casal começa a dar-se melhor com um Jin menos protector compulsivo. Entretanto, Ana-Lucia, Sayid e Charlie vão numa missão de encontrar o balão de Henry Gale. Nota: 7.8
Lost (2.17) – Lockdown
Lockdown é um dos melhores episódios da segunda temporada de Lost. Os flashbacks acabaram por ser a parte menos interessante do mesmo, e estamos a falar de flashbacks do Locke, o que nunca é mau, nem mesmo neste capítulo. Neles vimos como a relação de Helen e John acabou, mesmo após ele tê-la pedido em casamento. Anthony Cooper é mesmo o maior vilão da vida pré-ilha destes personagens. Na ilha, Locke enfrenta uma situação complicada quando as portas da escotilha baixam e o deixam preso lá dentro. Essa situação, tal como é dito na série, deve ter sido resultado da descarga de mantimentos que ocorreu na mesma altura, para ninguém (nesse caso, a pessoa que carrega no botão) visse quem trazia o caixote. Esta questão dos mantimentos é outra das questões não resolvidas da série, mas que promete ser mencionada no bónus de doze minutos do DVD da sexta temporada. A minha teoria é a seguinte: mesmo após o término da Dharma, sempre foi preciso uma pessoa para continuar a carregar no botão. Como vimos em 316 (5.06), ainda existem membros/estações Dharma fora da ilha, e são estas pessoas que, ao preocuparem-se com o carregar do botão e consequente sobrevivência de quem o carrega, continuam a mandar mandimentos para lá. Faz sentido, não é? Nota: 9.4
Lost (2.18) – Dave
Este é o exemplo perfeito de um episódio que quando revisto nos dá uma perspectiva completamente diferente do mesmo. Na primeira vez que vi ‘Dave’, a sensação que tinha é que era um grande filler, que não tinha interesse nenhum para a história da série. Hoje, depois de ver toda a história do Monstro da Fumaça, candidatos e o seu desejo por sair da ilha, faz tudo muito mais sentido. Então porque digo isso? A meu ver, Dave pode ser interpretado como um amigo imaginário ou então uma pessoa morta (pois Hurley pode comunicar com pessoas mortas) fora da ilha e dentro dela, ele era, sem mais nem menos, o Monstro da Fumaça. Como vimos em The Candidate (6.14), ele não pode matar directamente os candidatos, mas sim usar o poder da persuasão para tal. É então que ele diz que tudo o que o Hurley está a viver é uma ilusão, tal como a Mãe lhe dissera quando ele era adolescente em Across the Sea (6.15). Pode até não ter sido intenção dos argumentistas, até porque nesta altura eles nem deviam saber muito bem o que era o Monstro, mas que tudo de liga perfeitamente, lá isso liga… e para mim é o suficiente! Nota: 9.2
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