Diário de Lost revisto – 3.ª temporada (Parte 1)

Terminada a primeira e segunda temporada da série, chega a vez de avaliar a terceira época de Lost. A estrutura vai ser exactamente a mesma: em cada parte deste diário, estarão comentados em mini-reviews quatro a seis episódios. Eis a análise aos primeiros seis episódios da temporada, sendo também considerados pelos fãs a fase mais negra da equipa criativa de Lost. Aliás, estes seis episódios foram tão mal recebidos pela crítica que tiveram de cortar a temporada a meio em Novembro e só regressar em Fevereiro de 2007.

Lost (3.01) – A Tale of Two Cities

Lost sempre nos ensinou a esperar o inesperado. Se ao fim da primeira temporada não tínhamos a mínima ideia de que era um homem que vivia cheio de luxos dentro da escotilha, no final da segunda nunca iríamos adivinhar que os Outros eram uma civilização normalíssima que até clubes de leitura têm. Passando, assim, da abertura do Desmond para uma de Juliet, sempre acompanhada de uma boa música no disco, esta premiere de Lost não chega a ser tão boa como a da temporada passada, mas nem por isso é má. Os flashbacks não foram maus (claro… são do Jack, não é?) e a acção na ilha também não. Foi apenas uma introdução daquilo que seria a primeira metade da temporada. Nota: 7.8

Lost (3.02) – The Glass Ballerina

Este é um dos meus episódios favoritos centrados no casal de coreanos. Na ilha não aconteceu lá muita coisa, como em todos estes seis primeiros episódios da temporada. Aliás, as únicas cenas que destaco é tiro dado por Sun a Colleen (tenho pena que a actriz Paula Malcolmson não tenha permanecido por mais tempo, gosto bastante dela em Caprica) e o Ben a mostrar ao Jack que os Red Sox ganharam o campeonato de basebol, tema este que vai ter algumas referências no futuro. Contudo, os flashbacks foram importantes para mostrar que todas as personagens de Lost não são nem boas nem más. Por exemplo, alguém esperaria ver Sun a trair o marido? Ou Jin ser responsável, mesmo que indirectamente, pela morte de um amante da mulher? Jacob diz no episódio 6.16 que ele escolheu-os porque a ilha precisava deles (candidatos) quanto eles precisavam da ilha. E isso é inteiramente verdade! Nota: 7.7

Lost (3.03) – Further Instrutions

Ora aí está um episódio que comprova que até os melhores personagens, neste caso o Locke, podem ter episódios bem medianos centrados em si mesmos. Não tivemos nada do pessoal raptado pelos Outros, e isso até foi bom para termos mais espaço para ver o que estava a acontecer com as pessoas da praia e aquelas que estavam na escotilha. Assim, somos apresentados a Nikki e Paulo, duas novas personagens que não deram certo e sairam mais depressa do que entraram, lá para o início da segunda metade da temporada. Os flashbacks não foram nada de especial. Não sei porquê, mas ver Locke como pertencente de uma comunidade que faz tráfico de droga vai muito contra os princípios da personagem, sinceramente não gostei desta nova faceta dele. Na ilha, ele faz uma experiência espiritual para que ache Mr. Eko, com a volta de Boone à série como participação especial. Também não vi nada de especial nisso, e não avançou em nada para a história. Nota: 6.8

Lost (3.04) – Every Man For Himself

Depois de Locke, chega a vez de Sawyer continuar a leva de episódios abaixo da média de Lost. Os flashbacks foram bem aborrecidos, sendo que a uma coisa que se aproveitou dos mesmos é a revelação da paternidade de Sawyer. Já começa a cansar que sempre que vemos um flashback de Sawyer, é uma vigarice que se explora. Na ilha, no presente, temos alguns avanços para histórias futuras, sendo uma delas as visões de futuro de Desmond, devido à exposição ao electromagnetismo, e Jack ver os Raios-X de Ben, que dois episódios depois iria revelar-se ser o bilhete de liberdade de Sawyer e Kate. Nota: 7.4

Lost (3.05) – The Cost of Living

Sinceramente esperava mais desta despedida de Mr. Eko. Já não me lembrava muito bem como tinha sido este episódio, mas agora que o revi percebo o porquê de muita gente não gostar dele. Não acho, de longe, que esta tenha sido a despedida que Mr. Eko merecia. Esta personagem sempre foi muito querida pelo fãs, mas nem no seu funeral tivemos um momento que nos deixasse impressionados e emocionados. Contudo, vale dizer que a primeira grande morte do monstro foi muito, muito boa, assim como a confirmação, embora indirecta, que era ele quem escarnava as pessoas mortas da ilha. E repararam na referência de Locke à ‘Luz brilhante’? Ora aí está mais uma pista de que a série foi bem pensada! Nota: 7.5

Lost (3.06) – I Do

E assim terminamos esta ‘minissérie’ de Lost, com um episódio que só peca por ter flashbacks bastante aborrecidos. Sou fã do trabalho do Nathan Fillion, mas este não foi, de todo, a sua melhor personagem. Tudo bem que ver Kate casada foi um bocado inesperado, mas como o episódio rondou à volta das suas indecisões, devo dizer que ficou bastante monótomo. Felizmente, tivemos uma boa acção e desenvolvimentos na ilha para balançar a equação. Desde a cena de sexo entre Kate e Sawyer até ao momento que Jack os vê abraçados, temos a certeza que daqui nasce, de uma vez por todas, o famoso triângulo amoroso. Gosto bastante daqueles cinco minutos finais, em que Jack faz uma incisão em Ben e consegue libertar Kate e Sawyer. Grande, grande cena! Kate, Dam’it Run! Nota: 7.9

Um comentário

  1. Anónimo /

    nota100

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