Terminada a primeira e segunda temporada da série, chega a vez de avaliar a terceira época de Lost. A estrutura vai ser exactamente a mesma: em cada parte deste diário, estarão comentados em mini-reviews quatro a seis episódios. Eis a análise aos últimos cinco episódios da temporada.
Lost (3.18) – D.O.C.
Lembro-me de há pouco mais de três anos atrás, mais propriamente no dia 26 de Abril de 2007, ir ver este episódio com a certeza de que a resposta da identidade do pai do filho de Sun seria revelada. E hoje, depois desse tempo depois, continuo a relembrar este D.O.C. como um dos melhores episódios de sempre centrados no casal de coreanos Sun e Jin. Os flashbacks foram muito bons pois quando a série deixa de lado um pouco a acção e foca-se nos sentimentos das personagens consegue ser ainda melhor. Na ilha, tal como disse, Sun descobre a identidade do pai do seu filho, que é Jin, mas agora tem uma contagem regressiva para o fim da sua vida. Nós já sabemos como vai terminar esta situação, certo? Nota: 8.4
Lost (3.19) – The Brig
Lost começa, com este The Brig, uma sequência de episódios completamente maravilhosos até o final da temporada. Centrado em Locke, os flashbacks não se passaram fora da ilha mas sim o que ele fez durante a última semana que esteve com os Outros. Ben usa o seu poder psicológico para manipular John Locke a matar o próprio pai, mas este não consegue. É interessante ver que esta personagem de Terry O’Quinn é tão forte e fraca ao mesmo tempo, muito complexa. Também me lembro do choque que tive ao ver a conexão entre Locke e Sawyer, por via de Anthony Cooper, na primeira vez que vi o episódio. Josh Holloway esteve muito bem neste episódio, mesmo não sendo centrado em si. A cena em que ele mata o seu maior inimigo fez jus à expectativa que tinhamos de ver este reencontro. Chocante, cruel, vingativa. Nota: 9.4
Lost (3.20) – The Man Behind the Curtain
Quando disse que os próximos episódios faziam parte de uma sequência maravilhosa de qualidade não estava a brincar. Este primeiro capítulo centrado em Ben é, facilmente, um dos melhores episódios de toda a série, entrando talvez no meu Top 10. Este é daqueles episódios muito importantes a serem revistos depois do final da série, pois é aqui que aparece a cabana de Jacob e as cinzas. Tenho de ver, pelo menos, até o episódio Cabin Fever para tirar algumas dúvidas pertinentes que tenho. O passado de Ben revelou a Purgação, evento que matou todos os membros da Iniciativa Dharma, sendo as suas estações e vila apoderadas pelos Outros (ou Hostis, como preferirem). Um episódio cheio de mitologia que me cai muito bem no gosto. Nota: 9.6
Lost (3.21) – Greatest Hits
Este episódio centrado em Charlie é visto por mim como a primeira parte do final da terceira temporada. Greatest Hits prepara o terreno para o próximo capítulo, que para muitos é o melhor de toda a série. Charlie é o protagonista do mesmo, numa altura em que ele já começa a aceitar que terá que morrer. Os flashbacks relacionam-se directamente com o presente na medida em que ele escreve num papel os cinco melhores momentos da sua vida, sendo que um deles até vemos a amada de Sayid. É um episódio bastante nostálgico pois sabiamos que chegara o momento de despedirmo-nos de uma das personagens mais importantes e queridas pelo público de Lost. Nota: 9.5
Lost (3.22/23) – Through the Looking Glass
O final que deixou toda a gente a comentar como Lost se havia reinventado após três temporadas. Through the Looking Glass é, para muitos, o melhor episódio de Lost. Para mim não é, mas anda lá muito perto, fazendo parte, de certeza, do meu Top 5. Começando pela única coisa que me incomodou neste episódio, devo dizer que aquela aparição do Walt é inexplicável até hoje. Eu até gosto de teorizar e tal, e quando acho uma resposta coerente fico todo contente, mas neste caso é impossível. Não pode ser o Monstro pois ele apenas pode personificar pessoas mortas, e Walt estava bem vivo. O Jacob também nunca tivemos nenhuma indicação que ele poderia transformar-se em outra pessoa. O próprio Walt também não pois ele saiu da ilha. Enfim, sinceramente não sei! A única hipótese é que tenha sido um sonho de Locke, no género do Further Instructions, mas a montagem da cena em si não leva a crer isso. Tudo o resto foi perfeito: os flashforward, a acção criada, a destruição dos Outros, tudo! Este é o final que todos gostam de ver numa série. Nota: 9.9
Quanto a aparição do walt, sempre se especulou se ele tinha a capacidade de realizar viagens astrais, desprendendo sua essência do corpo e estando em dois lugares ao mesmo tempo… na minha opinião essa seria a única explicação pra isso, afinal, viagens astrais tbm era uma área estudada pela iniciativa Dharma.
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nao sabia desta teoria, mas realmente faz sentido. vamos ver se no bonus do dvd da sexta temporada vai haver alguma explicação para o walt, uma vez q ele aparece.
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