Terminada as três primeiras temporadas da série, chega a vez de avaliar a quarta época de Lost. A estrutura vai ser parecida à anterior, mas só que desta vez dividirei apenas em três partes cada uma das próximas três temporada. Eis a análise aos primeiros cinco episódios da quarta época, sendo para muitos (não para mim) a melhor da série. Esta pode não ser a melhor temporada para mim, mas é o momento em que Lost passa de uma série já muito boa para algo genial e imortal.
Lost (4.01) – The Beginning of the End
Lembro-me perfeitamente, há mais de dois anos atrás, da antecipação que eu tinha para ver este episódio. Eu e os meus amigos que viam Lost, como não tínhamos aulas da tarde, planeamos ver o episódio todos na minha casa depois do almoço. Kristin dos Santos, colunista americana, elogiava o episódio antes de ir ao ar, e foi mesmo muito bom. Os eventos continuaram logo em seguida ao final da temporada passada, pelo menos a parte da ilha, com um episódio centrado em Hurley, só que desta vez em flashforward, novo recurso narrativo que foi introduzido no episódio anterior a este. Esta nova visão fez-me perceber que de facto era mesmo Charlie quem estava a falar com Hurley e não uma alucinação do mesmo, pois há dois anos atrás ainda não tínhamos a percepção tão grande de que ele falava mesmo com os mortos. Nota: 8.7
Lost (4.02) – Confirmed Dead
Este episódio voltou aos antigos flashbacks para mostrar um pouco das quatro novas personagens regulares da temporada. Nota-se que os produtores aprenderam com os erros do passado ao introduzirem do nada Paulo e Nikki e nem darem uma explicação coerente. Assim, logo ao segundo episódio percebemos que, de uma forma ou de outras, este quatro ‘amigos’ de Naomi estão na ilha por uma razão e são todos importantes. Daniel, como físico, certamente ajudará os losties mais à frente a perceberem as propriedades da ilha. Charlotte, que vê um urso polar no deserto da Tunísia com um símbolo Dharma abre porta a mais um mistério com uma das resoluções mais satisfatória de sempre em Lost. Lapidus confirma que o avião encontrado não é o da Oceanic 815 mas só mais à frente é que perceberemos mais esta história (já não me lembro em qual episódio). Por fim temos Miles, que aparentemente não está lá a fazer nada mas vai tornar-se importante na quinta temporada, tendo até um episódio apenas dedicado a si mesmo. Nota: 9.2
Lost (4.03) – The Economist
Todas as temporadas têm os seus pontos fortes e fracos e a partir desta quarta começamos a perceber que a personagem Sayid está a desgastar-se um bocadinho. Eu gostava dele na primeira temporada e adorei o ‘Enter 77′ da terceira, mas a partir daqui ele começa a ficar um pouco chato. Este episódio não foi mau, nem de perto nem de longe, apenas disse que a personagem ficou um pouco menos interessante. The Economist continua a dar-nos pista do mistério dos Oceanic 6 na medida que Sayid também é um deles. Muito interessante ver a diferença entre a personagem na ilha e fora da ilha, pois na ilha ele disse que o dia em confiaria no Ben, seria o dia que venderia a sua alma. Parece que o diabo ficou bem contente! Nota: 8.0
Lost (4.04) – Eggtown
Este Eggtown comprova mais uma vez que o ódio dos fãs pelos episódios da Kate é justificável. Eu não sou assim tão extremista em odiar esses episódios, mas concordo que eles nunca chegam a ser verdadeiramente bons. Eggtown tem bons flashforwards, finalizando de uma vez por todas a história de fugitiva, mas na ilha quase nada se passou. Kate tenta saber se Miles vê ela como uma assassina enquanto que a sua relação com Sawyer avança e recua outra vez. Gosto bastante quando os produtores nos dão a entender uma coisa e na realidade é outra, sendo neste caso a mencionada gravidez de Kate. Afinal era Aaron que estava com ela no futuro, spoiler este que li há dois anos atrás e que me arrependi profundamente! Nota: 7.4
Lost (4.05) – The Constant
‘Desmond sente efeitos colaterais quando ele e Sayid são pegos por uma turbulência no caminho para o cargueiro.‘ Nem a sinopse e muito menos o vídeo promocional nos podia preparar para o episódio que viríamos a classificar como o que mudou Lost para sempre. É exactamente isso que The Constant é, um episódio grandioso, desafiante, algo que muda a história que já víamos a acompanhar durante quatro anos. Centrado em Desmond, esta é a segunda vez que vemos as viagens do tempo sendo abordadas num episódio, mas este conseguiu ser incrivelmente melhor que o ‘Flashes Before Your Eyes’. Inesquecível aquela conversa final entre Penny e Desmond, toda a história da constante, enfim, tudo foi perfeito! Gostei mais deste episódio agora que o revi do que da primeira vez que o vi. Continua a não ser o melhor da série para mim, mas anda lá perto, muito perto! Nota: 10
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