Diário de Lost revisto – 4.ª temporada (Parte 2)

Terminada as três primeiras temporadas da série, chega a vez de avaliar a quarta época de Lost. A estrutura vai ser parecida à anterior, mas só que desta vez dividirei apenas em três partes cada uma das próximas três temporada. Eis a análise a outros quatro episódios da quarta época, sendo para muitos (não para mim) a melhor da série. Esta pode não ser a melhor temporada para mim, mas é o momento em que Lost passa de uma série já muito boa para algo genial e imortal.

Lost (4.06) – The Other Woman

Sendo este um dos episódios mais criticados da quarta temporada de Lost, é óbvio que as minhas expectativas não eram as mais altas. Lembro-me que quando o vi pela primeira vez não gostei nada dos flashbacks, desta vez centrados em Juliet. Hoje percebo mais uma vez porquê: eles não acrescentaram nada à trama e foram só uma repetição de ideias daquilo que já sabíamos. Qual a necessidade de pegar outra vez na história das grávidas quando não nos dão mais nenhuma pista. O carisma de Elizabeth Mitchell e as cenas do presente conseguiram, mesmo assim, salvar um pouco do episódio. Gostei de conhecer aquela nova estação Dharma, a Tempestade, mas tenho pena de nunca mais terem pegado nela na série. Nota: 7.7

Lost (4.07) – Ji Yeon

Ainda hoje fico surpreendido como é que este episódio não foi melhor bem recebido pelo público e crítica americana. Tudo bem que teve até comentários razoáveis, mas esperava muito mais, pois nele vejo uma grande obra televisiva. Achei este episódio muito bem escrito e com uma reviravolta final muito boa. Não é fácil para um argumentista juntar, em apenas quarenta minutos, três linhas temporais diferentes, mas tudo resultou muito coerentemente em Ji Yeon. Aquela cena em que Sun vai visitar Jin ao cemitério, quando vista pela primeira vez, causou um choque enorme em mim. A conversa entre Jin e Bernard sobre o casamento, após o primeiro descobrir a traição da sua mulher, é mesmo grandiosa. Enfim, grande episódio, e com um twist bem bom: Michael está de volta! Nota: 9.3

Lost (4.08) – Meet Kevin Johnson

Quem é Kevin Johnson? Como ele foi parar ao barco? Essa é a questão que se coloca no início de mais um intenso episódio desta grande quarta temporada de Lost. Gosto mais deste episódio agora revisto do que a primeira vez que o vi. Pensei que fosse ficar entediado ao vê-lo, até porque já sabia o que acontecia, mas o facto de estar a ver agora que sei toda a história do Jacob tem muitas cenas que fazem sentido, tais como os suicídios não conseguidos (pois Michael também era um candidato até morrer no cargueiro), como o avião forjado de Charles Widmore. Não me incomodou nada vez outro actor interpretar Walt na janela, mas continua-me a fazer confusão a sua aparição a Locke no final da terceira temporada. A morte da Rousseau e Karl é que foram realmente chocantes, principalmente a primeira. Eu dizia isso no meu review de 2008: ‘sim, eu faço parte daquele grupo em que 99,9% das pessoas não acreditam que Rousseau morreu’. Irónico, hein? Parece que os 0,1% ganharam! Nota: 8.6

Lost (4.09) – The Shape of Things to Come

Apresento-vos o episódio que abriu a segunda parte da temporada após uma pausa forçada devido à greve dos argumentistas. E que episódio, não é? The Shape of Things to Come, centrado em Ben, é daqueles episódios que equilibra muito bem a qualidade tanto na acção na ilha como nos flashforwards. Fora da ilha, estamos em Outubro de 2005. Vemos um Ben ferido, no deserto do Saara, e que vai em busca de Sayid para que este vingue a morte de Nadia. É impressionante como os eventos deste episódio se vão ligar a outros mais à frente, tais como o final deste temporada, o Dead is Dead (5.12) e até o The Incident (5.16/17). Na ilha, Keamy e os seus homens finalmente vão atrás de Ben e deixam nos presenteiam com um dos maiores planos falhados do anti-vilão: a morte da sua filha Alex. Potente, chocante e com muita adrenalina (melhor aparição do monstro até então). Esse foi o regresso que todos queríamos! Nota: 9.7

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