Terminada as três primeiras temporadas da série, chega a vez de avaliar a quarta época de Lost. A estrutura vai ser parecida à anterior, mas só que desta vez dividirei apenas em três partes cada uma das próximas três temporada. Eis a análise a outros cinco episódios da quarta época, sendo para muitos (não para mim) a melhor da série. Esta pode não ser a melhor temporada para mim, mas é o momento em que Lost passa de uma série já muito boa para algo genial e imortal.
Lost (4.10) – Something Nice Back Home
Ora aqui está outro episódio bastante odiado pelos fãs da série mas que eu achei muito bom. Ainda hoje fico sem compreender porque é que este episódio foi tão mal recebido pelos telespectadores uma vez que explicou a mudança de Jack após sair da ilha até ficar naquele estado que vimos no final da terceira temporada. Sempre fui fã da Kate ficar com o Jack e não com o Sawyer, por isso este é outro factor que me fez gostar muito deste episódio. Quanto à ilha, não aconteceu assim tanta coisa, mas é interessante ver que o monstro não foi tão forte para matar os homens e o próprio Keamy. Mas vejamos bem: se ele queria os candidatos mortos, nada melhor do que ter um aliado como o Keamy para tal. Por isso faz sentido que o tenha deixado sobreviver para que este continuasse com o seu plano de matar toda a gente na ilha. Nota: 8.4
Lost (4.11) – Cabin Fever
Cabin Fever é, à semelhança do Meet Kevin Johnson, Dave, SOS e outros, daqueles episódios que se gosta mais quando revistos. Agora que sabemos que o Monstro foi, na verdade, Christian na ilha e podia possuir a forma de pessoas mortas até ter aquela definitiva de Locke a partir do 5.07, tudo faz mais sentido. Assim, para que Locke pudesse encontrar a cabana que estava na área onde ele foi preso por Jacob durante muitos anos (devido às cinzas que vimos na terceira temporada), o Monstro entra no sonho de Locke como Horace e dá pistas para tal. Depois de encontrá-la, aparece Christian que lhe diz que ele tem de mover a ilha. Também gostei dos flashbacks pela sua relação que eles têm com o episódio 5.03 – Jughead. Nota: 9.0
Lost (4.12-14) – There’s No Place Like Home
Encurtada pela greve dos argumentistas, esta temporada de Lost conseguiu ser muito melhor talvez por isso mesmo: por ter poucos episódios em que a acção tem que se desenrolar mais depressa. Impressiona-me sempre bastante a qualidade perfeita que a série tem nos seus finais de temporada, pois conseguem, sem nunca enrolar, dividi-la em três episódios (tal como a primeira temporada). Assim, There’s No Place Like Home é outro grande exemplo da grandiosidade que Lost consegue ser, uma série que arrisca na sua narrativa, nos seus conceitos, nas suas crenças. Mover a ilha? Quem iria imaginar que ela se iria mover mesmo? Este foi o primeiro episódio que eu vi ao vivo pelos Estados Unidos, por isso tenho um carinho especial pelo mesmo. Enfim, foram tantas cenas boas: a última conversa de Jack e Locke na ilha, a chegada dos Oceanic 6 às família, o regresso de Penny, tudo! Adoro! Nota: 9.9
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