Apesar de Lost ter terminado o legado da série continuará no ar por muito anos. Sendo esta a minha série favorita, a vontade de rever todas as temporadas de uma só vez é muito e, com isso, comecei segunda, 21, esta maratona, tendo já visto os quatro primeiros discos do DVD da primeira temporada da série. Esta rubrica vai ser actualizada à medida que vou vendo os episódios e é composto por mini-reviews dos mesmos. Quem também estiver a rever os episódios pode ir comentando nestes artigos. Sem mais demoras, aí estão os comentários à melhor série de todos os tempos!
Lost (1.13) – Hearts and Minds
Este é o único episódio centrado em Boone e Shannon enquanto ambos estão vivos. Nos flashbacks temos a revelação de que eles não são irmãos de sangue e que Boone tem uma paixão platónica por Shannon, daí os seus ciúmes da aproximação dele e Sayid. Quando vi, pela primeira vez, este segredo vir ao de cima fiquei completamente chocado, e é óbvio que desta vez não teve metade do impacto, mas continua a reforçar a minha ideia de que os argumentistas de Lost conseguiram pegar em storylines tão simples e torná-las imensamente complexas e aliciantes. Na ilha, não aconteceu muita coisa. Já não me lembrava, antes de ver a explicação/confronto de Locke, o que causara as visões de Boone, mas que assustavam qualquer um, lá isso assustavam. Resumindo, foi um episódio razoável, no nível dos piores de Lost. Nota: 6.8
Lost (1.14) – Special
Special é um episódio frustrante, pois é aquele que é centrado em Walt. Não é novidade para ninguém que um dos mistérios que ficaram sem a bendita e necessária resposta era Walt. Walt era especial, isso ninguém podia negar, mas porquê? Como? Qual a importância de terem mostrado isso se nunca o aproveitaram devidamente?! Enfim, este Special consegue ser bom antes de vermos o final da série, mas após percebermos que as dúvidas lançadas pelo mesmo nunca serão respondidas (a não ser naquele especial de doze minutos inéditos que sairá no DVD da sexta temporada), torna-se em quarenta minutos totalmente desperdiçados. Na ilha, um urso polar persegue Walt, resultando em mais uma fraca utilização de efeitos especiais, algo a que nos habituamos na série. Nota: 6.1
Lost (1.15) – Homecoming
Tal como em ‘All the Best Cowboys Have Daddy Issues’, este também é um dos casos em que os flashbacks são muito mais fracos que a acção na ilha. Charlie relembra o seu passado numa altura em que tenta melhorar o seu estilo de vida em função de uma mulher, mas acaba por não conseguir. Basicamente o episódio foi à volta disse, pelo menos a parte do passado. Já na ilha as coisas aquecerem bastante com a conclusão da personagem Ethan. Aquela cena da selva, em que os cinco sobreviventes armados usam Claire como isca para atrair Ethan, foi simplesmente fantástica. Já não me lembrava muito bem como é que ele morria, mas sabia que era alvejado. Só quando ouvi os tiros e vi que não fora nenhum dos que tinham uma arma no início do plano é que percebi que fora Charlie o responsável. Sem dúvida, este é um dos melhores episódios tendo em conta a acção da ilha e dos piores flashbacks de toda a série. Nota: 7.9
Lost (1.16) – Outlaws
Este episódio é completamente o contrário do seu antecessor. Na ilha, os acontecimentos envolvimento Sawyer e o javali não podiam ser mais aborrecidos e sem importância nenhuma. Aliás, a única coisa que podemos tirar de positivo desta história toda é o jogo do ‘Eu nunca’ que Sawyer e Kate jogam numa noite. Fora da ilha as coisas andaram bem melhores. O episódio já abriu com tudo com a cena em que Sawyer ouve o pai matar a mãe e suicidar-se logo de seguida mesmo por cima dele. Anos mais tarde, descobrimos porque ele foi à Austrália: para matar o suposto verdadeiro Sawyer, o responsável pela morte dos pais. Contudo, ele mata o homem errado, cometendo o maior erro da sua vida. Gosto imenso do encontro dele com o pai de Jack, Christian, minutos antes do próprio morrer devido à bebida. Nota: 7.6
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