Diário de Lost revisto: 1.ª temporada (Parte 5)

Apesar de Lost ter terminado o legado da série continuará no ar por muito anos. Sendo esta a minha série favorita, a vontade de rever todas as temporadas de uma só vez é muito e, com isso, comecei segunda, 21, esta maratona, tendo já visto os cinco primeiros discos do DVD da primeira temporada da série. Esta rubrica vai ser actualizada à medida que vou vendo os episódios e é composto por mini-reviews dos mesmos. Quem também estiver a rever os episódios pode ir comentando nestes artigos. Sem mais demoras, aí estão os comentários à melhor série de todos os tempos!

Lost (1.17) – …In Translation

Este segundo episódio centrado no casal de coreanos é muito mais agradável do que o primeiro. Na verdade, enquanto que House of the Rising Sun foi centrado mais em Sun, este é visto numa perspectiva de Jin, enquanto conhecemos um pouco sobre o seu passado, como o paradeiro do pai e a sua relação com o sogro. Na ilha, a jangada é queimada e todas as culpas apontam sobre Jin por causa do ódio que ele tem por Michael. Numa discussão que podia acabar bem mal, Sun acaba por revelar a todos que sabe falar inglês (já não era sem tempo!). No final do episódio descobrimos que foi Walt o responsável. Se há algo que esta temporada soube fazer muito bem é a construção da personagem Locke. Adoro as suas interacções com as personagens e aquele discurso de não estarem sozinhos na ilha é muito bom. Nota: 7.8

Lost (1.18) – Numbers

Numbers é um episódio complicado. Até hoje ainda não estou bem esclarecido sobre o que é os números, mas também tenho uma pequena noção daquilo que eles são. Nunca gostei muito deste mistério pois para mim não passava de pura diversão, uma espécie de jogo se sabíamos encontrar os números malditos em inúmeras cenas da série. Num dos jogos de Lost que faziam durante os intervalos entre cada temporada, surgiu uma explicação dos argumentistas, algo como a Equação de Valenzetti, que prevê o números de anos restantes até à extinção da humanidade. Apesar de ter ficado ainda meio obscuro (fizeram mais mistério do que resposta, se me faço entender), Numbers não deixa de ser um excelente e importante episódio para nota a série. Nota: 8.7

Lost (1.19) – Deus Ex Machina

Os episódios centrados em Locke podem não ter os melhores flashbacks de Lost (mas anda lá bem perto, fica só atrás dos do Jack), mas uma coisa é certa: teremos sempre uma excelente interpretação de Terry O’Quinn. A sua negação após ver o que o pai acabara-lhe de fazer mete dó a todos os telespectadores de tão realista que a sua actuação foi. Deus Ex Machina é, para mim, o episódio que transporta a série de algo bom para algo fenomenal e que se viria a tornar a minha série favorita de sempre. É um episódio cheio de metáforas e momentos de descoberta, como o avião que mais tarde viríamos a descobrir ser do irmão de Mr. Eko. E, para finalizar em grande, aquela inesquecível cena em que ele bate na escotilha e acende uma luz. Nota: 9.4

Lost (1.20) – Do No Harm

Além de ‘The End’, este é o meu episódio favorito de toda a série. O contraste entre a vida e morte nunca foi tão chocante e emocionante numa série de televisão como aqui. Na morte temos Boone, que após de cair do avião fica todo partido por dentro, não havendo volta a dar. O Jack neste episódio provou mais uma vez ser o herói da série, fazendo de tudo para salvar o irmão de Shannon, dando-lhe sangue, quase amputando-lhe a perna, sem nunca desistir até que o Boone pede-lhe para deixar ir. Já Claire e o nascimento de Aaron significam a vida, a vinda de um novo ser humano para a ilha, para o mundo real. Até os flashbacks de Jack foram muito interessantes, nunca ninguém pensou, até este episódio, que ele era casado. Fantástico, fantástico episódio, em todos os sentidos! Nota: 10

2 comentários

  1. nota100 Exellente Avaliação

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