Terminada a primeira temporada da série, chega a vez de avaliar a segunda época de Lost. A estrutura vai ser exactamente a mesma: em cada parte deste diário, estarão comentados em mini-reviews quatro episódios. Eis a análise aos primeiros quatro episódios da temporada…
Lost (2.01) – Man of Science, Man of Faith
Entrar numa nova temporada de Lost é sempre excelente porque sabemos que um novo arco principal vai ser adicionado. Enquanto que a primeira época serviu para apresentar as personagens e um pouco da ilha, esta segunda desenvolve-se em torno da misteriosa escotilha. Logo nesse primeiro episódio, com um título muito sugestivo, descobrimos que dentro dela está um homem chamado Desmond. Lost foi uma série que sempre nos amostrou, em cada season premiere, algo totalmente diferente do que estávamos à espera. Quando uma pessoa vê, pela primeira vez, aquela sequência inicial, é mesmo para ficar em choque com o que acabaram de assistir. Nota: 9.2
Lost (2.02) – Adrift
Depois de uma estreia tão boa, chegamos a um episódio que certamente está na lista dos piores da série. Tanto na ilha como fora dela, em flashbacks, a história estava muito desinteressante. Tudo bem que sabemos o que aconteceu com Michael, Jin e Sawyer, mas de resto não foi mais do que uma reciclagem (pelo menos quanto à escotilha) do episódio anterior. Nos flashbacks, que são de Michael, tudo rodou à volta de uma acção judicial que Michael tinha contra a sua ex-namorada por esta querer levar Walt para a Europa. Mas nem tudo foi mau, até porque aquele cliffhanger de Jin a chamar ‘Others’ é muito bom, assim como a aparição de uma tubarão com um logotipo Dharma na cauda, o que demonstra que os argumentistas têm a série previamente pensada para novas histórias no futuro. Nota: 6.8
Lost (2.03) – Orientation
Centrado em Locke, é mais uma prova da força do personagem. Os seus flashbacks apresentam Helen, interpretada pela talentosa Katey Sagal (Sons of Anarchy), como namorada de Locke. Aquela cena em que ele discute com os outros doentes na terapia é simplesmente genial. Mas o que realmente me conquistou neste episódio é a importância que ele tem para as personagens da ilha. Primeiro que tudo temos a introdução do Botão que deve ser carregado de 108 em 108 minutos para que o ‘mundo não acabe’. Para isso, Locke e Jack vêem um vídeo feito de Pierre Chang, onde ele apresenta as funções da Cisne. É neste episódio que temos o meu confronto favorito entre estas duas personagens que representam a Ciência e a Fé (por enquanto). Magnífico trabalho de Terry O’Quinn e Matthew Fox! Nota: 9.7
Locke: Why do you find it so hard to believe?
Jack: Why do you find it so easy?
Locke: It’s never been easy!
Lost (2.04) – Everybody Hates Hugo
Passando de um episódio quase perfeito para outro que não passa de ser meramente bom, Everybody Hates Hugo, tal como o nome indica, centra-se em Hurley. Em flashbacks, após ganhar a lotaria, Hurley despede-se do restaurante de fast-food onde trabalhava e o seu amigo vai com ele, criando momentos verdadeiramente hilariantes. Aliás, o Hurley tinha muito mais piadas nas primeiros duas temporadas que nas restantes, mas nunca perdeu assim tanto a sua essência como comediante da série. Na ilha, Hurley encontra muita comida e fica responsável pela divisão da mesma, surgindo assim alguns problemas. Depois de pensar nas consequências dos seus actos, Hurley no final do episódio vai dar um pouco a cada sobrevivente, numa cena muito bem conseguida graças à excelente banda sonora e direcção de Alan Taylor. Nota: 7.1
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