ER – Décima Quinta Temporada (2008)

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Todas as séries médicas da actualidade têm um ancestral comum: ER, conhecida em Portugal como ‘Serviço de Urgências’ e no Brasil como ‘Plantão Médico’. Foram quinze longos anos de episódios, mais de trezentos pacientes e dezenas de médicos que fizeram de ER uma das séries mais respeitadas nas últimas duas décadas. Eu lembro-me, ainda criança, de ver a minha irmã (agora com vinte e quatro anos) a sentar-se à frente do sofá quando começava o genérico. Lembro-me dos meus pais dizerem o quão boa e inovadora era o ‘Serviço de Urgência’. Lembro-me ainda vagamente do sangue dos pacientes a derramar no chão!

E foi por isso e, principalmente, por ser o último ano, o da despedida, que decidi ver a décima quinta temporada. Via alguns episódios de vez em quando no AXN, mas não era uma série que seguia de forma certinha, mas isso não prejudicou muito a compreensão da história, até porque como série médica que é, bastava conhecer minimamente os trabalhadores daquele hospital de Chicago. Já conhecia personagens como o Dr. Carter e a Abby, e mesmo não tendo acompanhado toda a evolução dos mesmos, a impressão que ficava é que eles, em termos de personalidade, não tinham mudado muito.

Mas esta foi, sobretudo, a temporada das participações especiais. A decisão da NBC em ter renovado a série para a última temporada de episódios e não ter terminado após a décima quarta, foi a mais acertada. Essa escolha permitiu que actores como o Noah Wyle, George Clooney, Anthony Edwards, Julianna Margulies e Eriq La Salle fossem contactados para fazerem as últimas aparições dos personagens que os tornaram famosos. ‘Old Times’ foi o episódio escolhido para a maioria deles, e apesar de ter gostado, preferi aquele em que o Dr. Greene regressou em flashback, Heal Thyself.

O episódio final marcou o fim de uma era, mas o início de outra. O County não fechou, como alguns suspeitavam, mas sim abriu as portas à filha do Dr. Greene, dando a entender que uma nova geração de médicos estava a chegar. Foi com o genérico original que mais pessoas chegaram para os médicos salvarem. Ao contrário da maioria dos fãs da série, eu gostei mais da primeira parte da temporada, devido aos casos médicos que eram mais comoventes, mas a segunda metade também agradou-me bastante. Foi uma honra ter acompanhado os últimos dias de atendimento do hospital de Chicago, mas algum dia esse momento tinha que chegar. Tarde ou não, a verdade é que foi uma despedida boa!

Categorias: ReviewsTemporadas

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Sobre o Autor:

Criador e administrador do Portal de Séries, Marco Braga tem uma paixão imensa por séries, não dispensando, assim, um bom produto televisivo. Lost é para ele (e muitos outros) a série favorita mas clássicos como Friends e Dawson's Creek estão-lhe na memória. Marco espera que este novo visual do Portal seja do agrado de toda a gente e que desfrutem ao máximo desta nova cara. Serão sempre bem-vindos a esta casa!

Comentários (4)

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  1. Tiago Duarte diz:

    Esta é daquelas que muita gente não gosta, mas quem gosta, começa a ama-la e se a acompanhou até ao fim quando chega ao fim a emoção é tão grande que nenhuma outra até aqui, pelo menos deixa tanta saudade. Quem ama a série, chega ao fim destes episódios todos com um sentimento enorme de saudade e prazer por ter acompanhado tudo, isto porque representa tão bem a vida real que nos identificamos com tudo, desde os tempos de Inverno em que as personagens andavam agasalhadas até aos dentes, sentiamos o frio com eles, nos bons e maus momentos era como se os vivêssemos também. A morte do DR. Greene na oitava temporada foi tão marcante que pode ser escolhido como a sequência dramática mais bem conseguida. Não vi os episódios todos, e ainda estou a espera de tempo para ver esta temporada, mas ER é daquelas séries que faz bem ter na colecção, pegar, num DVD ver os episódios, ver as personagens a crescer, a casar, a ter filhos, o sentimento de que estamos com eles é uma grande recompensa.

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    Tiago Duarte respondeu:

    Ah, e os casos médicos, são ainda agora os mais bem conseguidos, tendo em consideração House, ER apresenta-nos algo muito próximo da realidade

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    Marco Braga respondeu:

    Pois, mas isso também está relacionado com o tipo de serviço hospital. Enquanto que em House é o diagnóstico, em ER é a urgência, logo é normal que haja essas diferenças. Ambas cumprem muito bem aquilo a que se propuseram, com altos e baixos, como é claro.

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  2. juliana diz:

    quero saber em q site posso assistir on line a série e.r ou o download

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