FlashForward (1.09) – Believe

FlashForwardLater, as people start waking up, the world starts changing because people know their future. Starring Joseph Fiennes and John Cho as Mark Benford and Demetri Noh, two FBI agents assigned to investigating the unknown cause of the two minute blackout. – premissa da série, proveniente do tv.com

Alguém me quer dar umas aulas de inglês? É que parece que o que eu sei não chega para perceber o que a série dizia ser. É preciso ler nas entrelinhas, e para isso quero ter umas lições de inglês. Pois neste episódio de FlashForward não vi uma série que promete investigar um acontecimento global.

O que eu vi foram várias histórias empacotadas, a espera de serem soltas numa altura em que não tinham nada para meter. E, assim sendo, dividirei o review também em pacotes.

From: Dr. Bryce Varley
To: Keiko

O que eu vejo aqui é um crossover de Grey’s e Heroes (sem nenhuma ofensa no que toca a Grey’s). De Grey’s devido aquele drama médico todo, de Heroes a viagem ao Japão, com ensinamentos de japonês (cada vez mais penso que os produtores norte-americanos querem que o público americano aprenda japonês a força). Sim, eu percebo que a série tenha de desenvolver todas as narrativas, mas esta foi muito “novela da TVI”. Primeiro, porque que as conversas entre Bryce e Olivia só surgem agora? Já se passaram várias semanas do flash e só agora Olivia vê os sinais da quimioterapia, que, presumo, terá começado logo a seguir ao flash. Suspeito, muito suspeito.

Depois a introdução de uma nova personagem numa altura em que a série está em curva descendente, ou seja, não consegue estabilizar nem num número certo de espectadores nem na qualidade, é uma péssima escolha. Precisamos de mais ritmo, não na quebra dele. E, para uma série que prometia drama, temos sim romantismo. E eu, se é para isso, vou ver o Disney Channel. Eu quero drama, não romantismo. Por isso, a história pode ser muito bonito, pode libertar lágrimas as pessoas mais sensíveis e mais românticas, mas não cumpre com o que a série prometia. E, ainda por cima, quando tudo volta ao início, ou seja, com Bryce a voltar a casa, mas com Keiko atrás de si.

E, depois, temos aquela cena demasiado forçada do avião. Isto só me leva a concluir uma coisa: Bryce vinha na classe executiva e Keiko na económica (é para verem o que eu pensei durante o episódio). Pois de outra maneira encontrar-se-iam. E terá está narrativa toda um propósito? Talvez a de não se poder apressar o futuro. Mas, ou seja, pode-se mudar e não se pode apressar. Alguém vê aqui uma contradição.

From: Mark
To: Some guy who deliver a SMS saying I will be drunk in April 29, 2010

Como era previsível, Mark encontra a mensagem no telemóvel de Olivia e começa a procura do culpado por esta. De novo, vejo a falta de assunto que os argumentistas têm para este episódio. Quando é que a mensagem chegou? A um bocado de tempo (1.05). E ainda se mantém no telemóvel, a espera de ser lida por toda a gente? É levar demasiado a realidade ao extremo…eu sei que a minha mãe pode não ler mensagens durante 3 dias, porque se esquece, mas ficarem no ecrã?

A caça serviu essencialmente para andar a volta do mesmo assunto, sem se chegar a conclusão nenhuma. Ou seja, não me parece que Aaron fosse falar e, nessa altura Stanford ainda não sabia. Eu sei que os produtores tem a solução numa gaveta, mas espero que da próxima vez que surja este assunto, venha com o nome do culpado escrito. Nem que seja para ficar infinitamente no ecrã de Olivia até que alguém descubra.

From: Aaron
To: His daughter

Sem grandes desenvolvimentos, esta parte foi rápida. Não, não foi uma história empacotada, mas assim fica tudo em formato de carta. Surge o pior pesadelo para um pai ex-alcoólico: que a sua filha siga as suas pisadas. E tivemos umas cadeiras partiras. E pouco mais.

From: Demetri
To: The woman who calls me to say I will die in March 15, 2010

Outra história empacotada e enviada agora. A narrativa tem algum desenvolvimento, mas não percebo porque só agora surge a informação. Pois já passou algum tempo, e, continuo a dizer, este não era o momento propício para está narrativa.

Mas o que interessa é que, após a vinda do Oriente de Bryce, é altura de Demetri ir dar lá um salto. Alguém nota uma fuga da história principal da série?

From: FBI
To: Suspect Zero

Cá está o bocado do episódio que parece ter alguma coisa relacionada com o que nos era prometido. E o que se descobriu? Que o anel tem um alfa. Mais alguma coisa? Só que soubemos os significados da letra, e que isto serviu para abrir a história do Demetri. Eu continuo a não perceber a série.

From: António Guerra
To: Leitores

FlashForward precisa de rimo. E não são estes episódios que lhe darão. E, para acabar, uma nota: desculpem o tamanho do review.

Cumprimentos e a espera de dias melhores, do vosso companheiro

Aguerra

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Categorias: ABCReviews

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Sobre o Autor:

Ao som de grades quebradas entrei no mundo das séries. Enquanto os manos Scofield e Burrows saiam da prisão, eu ficava preso ao sofá a ver as suas aventuras. Após isso, e como o que sabe bem é para repetir, comecei a vaguear por outras séries, ainda no meu barquinho de borracha. House, Bones e Burn Notice. Depois saltei. Saltei para Lost, Chuck, Dexter, entre outras. Até que me convidaram para escrever e saiu isto…agora tenho um barco de borracha que navega por mares mais profundos, alguns com 7 palmos, e que tenta apanhar peixe graúdo. Resumindo: sou o capitão Iglo das séries.

Comentários (8)

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  1. João diz:

    Enfim, a série resumidamente já enjoa.

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    Cris respondeu:

    Concordo com vc em gênero, número e grau. Falou pouco mas falou tudo.

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    António Guerra respondeu:

    Sim, é verdade, começa a enjoar.

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  2. Olá, António!

    Pareço ser uma das poucas pessoas no mundo que continuam a gostar de Flash Forward. Talvez porque eu já tenha me acostumado ao ritmo lento em que a história principal é mostrada e por aceitar as histórias pessoais que são mostradas a cada episódio.

    Mas, entendo sua revolta e decepção: quando o seriado iniciou, a promessa era outra.

    De qualquer forma, continuo acompanhado o seriado com interesse.

    Um abraço!

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    Marco Braga respondeu:

    Eu também estou a gostar bastante da série e tal como tu já estou habituado ao seu ritmo. Mas também devemos ser dois em cada cem telespectadores.

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    António Guerra respondeu:

    Adelson

    Eu não é não estar habituado a séries de ritmo lento. A minha paixão é Dexter, que normalmente é uma série em ritmo lento (até penso que a série que até agora não consegui devido ao ritmo chama-se Mad Men). Mas Dexter, primeiro, está no cabo, ou seja, as audiências pesam menos. E depois a qualidade da série é um pouco superior a FF.

    Mas, para uma série em canal aberto, FF precisa de mais ritmo. Ainda por cima para o propósito que a ABC tinha para ela: tentar substituir Lost. E este episódio pareceu-me demasiado, digamos, “encomendados” (daí provem o estilo do review), ou seja, pareciam histórias que estavam à espera e, como não tinham nenhuma história para colocar neste episódio, colocou-se isto…mas acho que FF ainda vai dar a volta

    Cumprz

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  3. Sérgio diz:

    Eu ate nem achei assim tao mau o episódio, se calhar as varias historias não têm sido apresentadas nem motadas nos momentos certos. Mas pelo menos acho que a maior exploração dos personagens, como foi este o caso, faz com que o espectador crie maior afinidade com a série.
    Contudo, se alguém esperava que a série fosse substituir Lost, tal como eu esperei, é melhor acordar para a vida. E apesar de achar que a exploração dos personagens é importante, não suporto muito a falta de ritmo nas séries. Sendo essa a razão de achar Lost a série mais perfeita da actualidade.

    Vamos lá ver se desenvolvem a história como deve ser, ou teremos aqui outra série ao ” estilo dollhouse”, por outras palavras, ideia principal criativa e boa mas com bastantes falhas na parte da montagem e no ritmo.

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  4. Daniel diz:

    É a segundo cancelamento (da minha parte) desta temporada.

    Depois de Fringe, acabou-se FlashForward para mim. :)

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