Após a paragem de quinze dias, House regressa para o seu 108º episódio. Com um título sugestivo (qualquer título que meta a palavra House promete ser um grande episódio) e com a Amber (seja bem aparecida menina Anne Dudek) como promessa, o episódio prometia muito. Cumpriu as expectativas, pois não foi um caso clínico simples, um único puzzle para se ir resolvendo. Foram várias as aliciantes do episódio.
Com o regresso de Amber, House evolui. Ganha a série com a entrada da (bonita) actriz, ganha o episódio com mais mistério. O mistério do súbito aparecimento da personagem de Anne Dudek parece que não deixa House dormir. O subconsciente começa-lhe a pregar partidas (ver que o subconsciente de House tem personalidade própria, é uma personagem dentro de outra é fantástico. Por aqui se vê que House é (muito) complexo). E qual será as razões desta aparecimento. Morte de Kutner? Parece ser a resposta mais plausível.
Após não gostar da surpresa de ter a ex-namorada a vaguear pelo “seu” hospital, House não larga a sua segunda bengala. Afinal ela é uma representação do seu subconsciente, uma auto-estrada para o seu cérebro. Fixe! – Diz House. Amber lá lhe vai ajudando no caso, um surdo que teve uma explosão de sons no seu ouvido. O caso lá se vai desenrolando, sempre com Amber a frente de House, sempre um paço a frente. As pistas que ela vai libertando são mais um puzzle dentro do puzzle. Continuando no caso, House lá vai estando um paço a frente da equipa (quem não adorou aquela cena do Hugh Laurie com o rádio no ombro?), mas nem tudo vai sendo um mar de rosas. Cuddy tem uma intervenção (digna de nome) e, após House contrariar a mãe e colocar um implante para curar a surdez, retira-o do caso. Mas Amber ainda continua com as respostas as perguntas que toda a gente coloca, e o caso é resolvido. Pelo menos parecia isso. Mas parece que Amber não é assim tão certa como isso. Os erros ocorrem, mas se nem o consciente de House consegue resolver um caso que a equipa consegue algo estará mal.
Outra prova deste problema que afecta House é a narrativa da despedida de solteiro de Chase. O australiano lá tem o casamento marcado, mas casamento sem despedida de solteiro é como ir a Roma e não ver o Papa. E claro que despedidas de solteiro são uma coisa que Gregory House está farto de fazer. Com uma memória de elefante, Amber recorda-se de tudo o que House fez nas anteriores despedidas, e tudo é preparado. Mas o problema é que House tem uma memória demasiada boa. Devido a um “erro”, Chase entra em choque anafiláctico. Será que House quis matar Chase. Não me parece. Mas então que será?
É também com esta dúvida que House fica e, para não ter mais problemas, decide acabar com a auto-estrada para o seu cérebro. Mas o problema não é tão simples de resolver, por isso teremos Amber a atormentar House nos próximos episódios.
Foi um episódio muito bom de House, com o regresso a um House confuso, que não acredita em si e que não sabe o que se passa com ele. Foi excelente ver que, mesmo uma pequena mudança como a forma de filmar, muda logo a perspectiva que temos do episódio. E, claro, os próximos episódios também prometem muito. Espero não me enganar.
Nota: 9,2
Eu também achei esse episódio muito bom.
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House está de volta!
Os últimos episódios foram todos fantásticos!
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A Amber era namorada do Wilson, não do House. O episódio foi um dos melhores da série, eu acho.
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Eu também achei muito bom (como se vê pela nota
). A “ressurreição” da Amber, apesar de já ter visto gente a critica-la, vem trazer a House mais um mistério. E House gosta de mistérios. Por isso o episódio ficou logo mais dramático mas, depois, conseguem fazer melhor a transição para o humor (a cena do rádio é hilariante). Se não fosse tão misterioso, a cena do rádio não tinha tão impacto.
Cumprz
E como prometido: CHUCK ME!
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