House (6.19) – Open and Shut

Posso divagar um bocado? Posso? Então vamos lá. O meu novo vício é Big Love. A série que retrata a vida de uma família tripla. A série é lenta, dramática a dar com tudo, e eu gosto. Bastante até. Porque nos traz uma narrativa diferente, de algo que não se vê no mundo comum: poligamia. Algo proibido pelas normas da sociedade ocidental, mas que existe. E, ao ver a sinopse de House pensei: pode ser um grande episódio. Poder podia ter sido. Mas não o foi. Foi um razoável episódio. E porquê, perguntam vocês. Vamos por pontos, começando pelos negativos.

Legenda: Vermelho – Fraco / Azul – Razoável / Verde – Bom

O pleonasmo doentio

Já se sabe. Aquilo, der por onde der, vai dar ao mesmo. Vai dar a resolução, com uma epifania e pronto. Tudo acaba, nós comemos e não vomitamos. E, apesar de eu ser alérgico a abelhas (Yupi!!) não gostei. Não foi interessante. Foi mais um. Como aquele quadro que estava na sala de House, parece que eles escolhem uma doença destas e pumba: a paciente tem sintomas e vai tendo uns ataques de 10 em 10 minutos, mas é sempre salva. Às vezes apetecia-me que House fosse mais sobre eutanásia que outra coisa qualquer. Ou pedir ao Dexter para ir lá fazer uma mãozinha, e levar uma vidinha com ele…que acham da solução?

A salada dupla

Depois, e para ver se apimentaram as coisas, vamos juntar o caso de Taub. Ou seja, a paciente está a morrer, mas há sempre espaço para umas conversas de esquina, a coscuvilhice pura. House pode ser um pouco fora do normal mas o resto deve manter-se focado. Será que Chase é o único com cabeça de médico? E há sempre a sala de médicos, já usada na série, para estas conversas. Coscuvilhice na sala de médicos, casos na sala de House. Pode haver fugas? Pode. E é bom que as haja. Mas, por amor de Deus, não o façam no tempo de expediente.

Finalmente há Romance!

Os finais são as coisas que pior se realçam no episódio. E, como estou a dividir em pontos positivos e negativos, este insere-se aqui. Então vamos lá ver se nos entendemos. Wilson chateia-se, apesar de saber que a culpa era de House, com a sua nova amada. Taub promete a equipa que vai cumprir a promessa do casamento, e pumba. Acaba por não fazer. Então, foi um enche chouriços parte do episódio. Wilson regressa a amada. Mas este até desculpo: tem o relacionamento mais maduro e consistente e manda um sinal para House. Quanto a Taub (leiam unicórnio), não percebo. As hormonas são demasiado fortes? O pénis é demasiado grande e não cabe bem nas calças? Então porque está naquela indecisão, traz a conversa, a mulher aceita reticentemente e acaba por rejeitar e ele, quando promete cumprir o pacto de não pecar/trair, pumba. E truca-truca-truca. E agora? Só espero uma coisa: divórcio. Só quero isso. Perdoar é algo que, se ocorrer, não vou perdoar a série. É irónico, mas verdade.

Persona non-grata

Após a ironia do último tópico, decidi ser de novo. A Sarah Wayne Callies é sempre bem-vinda. Sempre. E, apesar da personagem não ser uma coisa assim por ai demais, foi bom. Das poucas coisas interessantes do episódio. Foi interessante ver a fuga as perguntas, quando a consideravam um unicórnio. Foi uma boa personagem. Uma ilha num mar profundo.

O número primo

Thirteen e House são as únicas coisas que vejo em House. Foreman é a ovelha negra, Taub o garanhão, Chase falta Cameron. Thirteen vive sem mais nada, House sem mais nada vive. E, até agora, é das poucas coisas que me fazem ver o episódio. As outras duas são ver o Hugh Laurie a representar e a relação Huddy (Nespresso…what else?). Mais nada.

Como diriam a Deolinda: “Se o amor é fon-fon-fon que se lixe o romantismo”. House neste episódio seguiu essa linha. Se House é casos, que o resto se lixe. Ou vamos lixar o restante. Um episódio fraco. E vou voltar a Big Love. Está bem?

9 comentários

  1. Eu por acaso gostei mais deste do que dos episodios anteriores xD
    Principalmente do caso desta semana..

    As epifanias já enervam um bocado, principalmente aquelas sem lógica nenhuma ou sem qualquer pormenor que nos faça achar a epifania mais credivel.

    P.s: Já entrei umas 20 vezes no site hoje à procura de chuck =P

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    • Primeiro, e já tratando das preocupações, a review de Chuck saiu hoje. Já o tinha escrito ontem, mas tive uns problemas com uns retoques.

      Quanto as epifanias, podiam por uma lâmpada e quando House ia ter uma, a lâmpada acendia…o efeito seria o mesmo.

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      • Essa da lâmpada ta fixe.

        saiu ou sai? xD

        O tempo de saída da review não me faz diferença, só que ontem na parte final passaram uma musica que gostei bastante, daí andar mais à coca, para te perguntar na review o nome da musica.

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        • Sai hoje, claro…o que que estava a acontecer comigo naquela altura.

          Mas, e já que gostaste da música final, acho que a espera vai compensar. Uma surpresa guardada…só digo: estamos em sintonia.

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    • Review de Chuck cá fora. Vê lá se gostas da surpresa.

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  2. João Paulo /

    Gostei bastante da review mas ainda assim gostei do episódio.
    Talvez pelo assunto do casamento aberto, o que me deu vontade de continuar a ver Big Love, ou até mesmo a Sarah na participação especial, não sei.

    Só sei que, mais do que nunca, reparei que 13 é mesmo muito bonita, mas mesmo muito, e merece uma foto de destaque, fogo :(

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    • Primeiro, e antes de mais, agradecer o elogio.

      Quanto ao episódio, devido a divisão em “temas” talvez a visão deste tenha sido um pouco negro. Ou não gostei mesmo do episódio.

      A 13 terá destaque um dia destes…nesta review já o teve.

      Cumprz

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  3. Alessandro /

    Tenho que concordar,se house nao melhorar até o finale vai cair no meu conceito.

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    • House vai melhorar na Season Finale, 90% de certezas nisso. O problema é que a série precisa de ser reinventada, pois começa a fartar. Mas dá para passar bons momentos e, para mi, que vi até agora todos os episódios da série, é algo que já é de culto.

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