House, durante os seus 130 episódios, foi sempre uma moeda, com duas faces. Ao colocar uma, a outra perdia-se, era escondida sobre a sombra do chão. A primeira face, talvez a mais limpa, era a da relação entre os casos com as personagens, criando uma situação que, posteriormente, seria transporta para as personagens. Durante parte dos episódios esta situação viu-se, tendo grande parte resultado. Dá-nos uma noção de continuidade, de uma ligação não médica. Pois House, apesar de ser uma série médica, sempre tentou algo mais. Uma das formas de conseguir isto era esta relação. Mas, depois, se utilizava-se esta face da moeda, outra ficava escondida. Era a parte onde os desenvolvimentos das personagens podem fazer-se sem nenhuma condição, não sendo necessário uma narrativa. Mas, como já disse, esta é a fase mais “suja”. Isto porque não permite a série fazer a relação, os casos passam a ser a tela e não parte da pintura e fica desinteressante. Claro que quando se retira o “caso” da equação, tudo fica mais simples. O desenvolvimento das personagens pode ser ao sabor do vento, sem preocupações. Mas House é uma série médica, não pode dar a esses luxos muitas vezes. E o equilíbrio entre estas duas vertentes é tão possível como, ao atirar a moeda ao ar, esta fique de pé. Ou seja, perto de zero. Assim, e ao ver este episódio, vejo House mesmo numa “escolha”. Decidir qual vertente à de tomar. Pois consegue-se ver um “pseudo-equilíbrio” entre as duas faces da moeda. A cair para a face mais “brilhante”, mas não menosprezando a outra. Claro que o episódio consegue, assim, ser interessante mas, ao mesmo tempo, um pouco cansativo. Um paradoxo constante, num equilíbrio de duas faces da moeda.
Comecemos com o caso, de novo pouco interessante. House parece que já não tem imaginação para casos. E ainda menos para a resolução destes. Por favor, por vezes uma paciente podia morrer. Eu, numa certa altura, escrevi (ou pensei…) que House era uma boa série pois, ao contrário das séries médicas que via na altura (e agora não vejo…), arriscava a vida do paciente, podendo este morrer naquele episódio. Esta vertente tem-se perdido, pois House parece cada vez um médico “divino” que não gosta de divindades e os casos estão cada vez menos com a foice da morte como uma constante. Este caso tem estes problemas. Primeiro porque não demonstra nenhuma capacidade de inovar. As questões discutidas são uma metáfora para a vida de Taub, e só a conversa de House e a Thirteen no bar lésbico é que traz isso a baila. Depois, todo o drama que se tentou criar a volta da personagem foi um pouco fora do jogo, pois não houve uma compaixão imediata sobre a personagem, ainda por cima porque é mostrado logo como um mentiroso que não quer casar. Para acabar, se alguém percebeu a resolução do caso, ou o que ele tinha (sim, eu sei que foi um síndrome…mas não percebi mais nada), faça favor de dizer. Assim, o caso tornou-se desinteressante, sendo uma ponte para a situação de Taub.
Sim, o pequeno médico é a face “brilhante” da moeda, a relação com o caso. A sua vertente ninfomaníaca é de novo explorada, com House a jogar com ele. Este jogo entre chefe e empregado já foi bastante explorado, por isso não é uma surpresa. Claro que as inconsistências existentes neste são prejudiciais, como as mudanças de mentalidade do médico, sem que nada fizesse prever. Assim, a face brilhante escurece um pouco, mas foi claramente a relação com o caso.
Da face suja do episódio, temos House e a sua reabilitação social. Com Wilson a dormir a tarde e a más horas por causa da menina, House começa a sair. Primeiro sozinho, acabando por parar a cama de um miúdo, depois com Thirteen, com uma conversa muito “feminina”, acabando na cantoria com Foreman e Chase, talvez a
melhor cena do episódio. Mas, com tudo isto, a série tenta-nos mostrar um House diferente, apesar de não largar os princípios que dominaram a sua vida. O primeiro é a conquista de Cuddy, que mesmo querendo ser amiga de House, este parece que nunca deixará. Isto porque, como vimos no final da quinta temporada, o amor é algo palpável entre os dois.
Para acabar o episódio, e demonstrando que as bases da série continuam as mesmas, as dores tornam a surgir na coxa de House. Logo quando estamos a chegar a Season Finale. Deste pequeno apontamento, fica notória a tentativa do médico em fugir ao Vicodin ou outros comprimidos semelhantes. Nota-se um médico que, tal como na quarta temporada, começa a correr para tentar manter as pernas sãs, agora tenta não voltar ao vicio. Mas, ao surgir esta dor, a série promete outra coisa. Promete um grande episódio para o final, uma memória do Broken. Uma season finale ao sabor do vento, sem caso. Cá estarei eu desejoso para ver…
PS: Espero o regresso da Cameron. A Jennifer Morrison merece estar na série, nem que seja pela beleza. E a falta dela sente-se…vamos ver se me fazem a vontade

Subscrevo a review, a nota e o momento alto do episódio.
Broken, foi algo extraordinario.. mas é melhor não criar expectativas ao final desta season, se não sai tudo furado xD.
Estando House bem ou mal, a verdade é que é das primeiras séries que vejo, da minha lista semanal.. e todas as semanas consigo renovar a minha vontade de ver. O porquê não sei, porque não acho os episódios nada de mais.
Isto, pra dizer, que acho que estou a ficar americanizado em relação a esta série e nunca vou conseguir deixa-la de ver, enquanto rodar nas tv’s americanas.
Cumpz
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Eu expectativas é algo que crio naturalmente, principalmente em Season Finale’s. Mas se não corresponder a estas consigo abstrair-me e analisar o episódio (algo que no passado não conseguia). Mas percebo-te. Mais vale jogar pelo seguro e ir para o episódio nas calmas e sair com os olhos esbugalhados.
Quanto a “americanização” que vamos sofrendo a medida que vemos séries, não posso estar mais de acordo. House foi, se não me falha a memória, a segunda série a acompanhar, ainda na FoxPT, e acho que foi a primeira série a ver primeiro que normalmente (coloquemos assim…pronto…foi a primeira série que tirei). Não sinto a mesma paixão sobre a série, acho que está cada vez mais previsível e, por isso, já prometi a mim mesmo que esta seria a última temporada que veria, visto ir para a universidade, ou assim espero, e o tempo dever ficar escasso. Mas já sei que, depois de tanta dedicação, de ver os 130 episódios, alguns mais que duas vezes, não conseguirei largar a série. House já é uma série que é sagrada na semana. Estamos “americanizados”, isto é a mais pura das verdades.
Cumprz
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Particularmente, fiquei um pouco desapontado com esses recentes episódios. Sinto falta de um trama denso, de maior envolvimento dos personagens no decorrer do dia-a-dia, como por exemplo na 4ª ou 5ª temporada. Me recuso a acreditar que essa storyline manjada de Taub continará por mais episódios. Finalmente, com esse suposto caso de alcoolismo de House e o diálogo no final com a Cuddy, animou a season finale, afinal House é House. Ah, com relação a saída dele acabando em um apartamento errado no começo do episódio, creio que seja uma evidência do seus problemas com álcool.
Até mais.
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Eu não fico desapontado pois, como escrevi, House foi sempre assim, isto é que começa a fartar. Se eles não nos dão episódios inovadores, nos temos de ter um olhar diferente sobre a série, porque se não a série torna-se ainda pior do que está. Mas não concordo contigo. A 5ª temporada, durante grande parte, foi bastante fraca, e não tem a mesma carga dramática que esta tem. A 4ª teve a sorte de ser cortada e de ser o recomeço de House, no recrutamento da equipa.
Quanto aos problemas de alcoolismo que mencionas, é a fuga que House está a tentar para não cair nas malhas do Vicodin, viciando-se noutra substância. Nota-se que a personagem não consegue abstrair-se da dor, algo que se vem notando nos últimos episódios, e começa a fugir por esse lado. Por isto é que eu acho que a Season Finale vai ser grande: a situação da dor e do consequente alcoolismo está a ser construído a bastante tempo para, agora, “estoirar” aqui. Mas veremos, pois só faltam 2 episódios para esta temporada acabar.
Cumprz
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Vicodin?
Isso me lembra Six Feet Under. :~
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Vicodin são os comprimidos que House tomava nas temporadas passadas, quando lhe doía a perna (ou seja…sempre).
E grande série, SFU. Vi os três primeiros episódios e estou apaixonado…
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é The Choice.
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Composto, e muito obrigado. É a pressa, pois tinha coisas que fazer, e o nome do episódio foi mal.
Cumprz
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todo mundo comete um errinho assim xD
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Novamente, uma brilhante review
O caso, para mim, até foi interessante e o episódio satisfatório. Mas é precisamente como tu dizes, temos sempre o caso; e o paciente nunca morre… Boring!
E ‘o amor é algo palpável entre os dois.’ uiii :p
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Muito obrigado pelo elogio. E aquela frase foi um epifania.
Quanto ao episódio, concordo, como se viu na review, contigo.
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