A quinta temporada de How I Met Your Mother marcou uma leve mudança de foco na história. Se nas temporadas anteriores tínhamos Ted como personagem principal e sua busca pelo par perfeito como o assunto principal dos episódios – ou pelo menos da maior parte deles –, em seu quinto ano a série resolveu deixar o personagem de lado e apostar em histórias envolvendo os demais personagens. Atitude compreensível – já que eles obviamente não querem entregar o outro, digo “a mãe”, antes do tempo –, mas que de maneira alguma deixou How I Met Your Mother ruim, ao contrário, tivemos vários momentos bem legais e marcantes.
Logo no início da temporada tivemos uma sequência de sete episódios em que um casal novo nos fora apresentado: Robin e Barney. Para aqueles que torcem pelos dois desde do terceiro ano de How I Met Your Mother, ver o casal junto foi mesmo delicioso. Assim acompanhamos todo o desenrolar do relacionamento dos dois, com Barney fazendo aulas com Ted sobre Robin em “Robin 101”, os dois enfrentando – ou seria melhor fugindo? – de suas primeiras brigas em “Bagpipes” e, infelizmente, terminando no sétimo episódio, justamente por se verem em um relacionamento tedioso.
O mais bacana com relação aos dois é que mesmo com o fim do namoro – muito comemorado pelos fãs de Barney e suas cantadas baratas (porém hilárias, confesso) – não houve nenhum climão entre os dois nem mesmo um desentendimento, o motivo da separação foi justamente os dois se darem tão bem que se acomodaram ao ponto de não ligar mais para a aparência um do outro. Um ótimo fim de relacionamento que deixou margem para o inevitável retorno dos dois – sinalizado desde o episódio “Of Course”, em que tanto Robin quanto Barney mostram ainda nutrir sentimentos um pelo outro – e que particularmente espero ver na próxima temporada.
Mas se o começo da temporada foi atípico para os dois, o restante foi bastante previsível, pelo menos no que diz respeito a Barney, que seguiu o personagem caricato de sempre, azarando todas as mulheres da cidade com as cantadas mais absurdas já feitas, mas também surpreendendo de vez em quando, como no finale da temporada em que fez de tudo para que Marshall e Lily tomassem talvez a decisão mais importante de suas vidas, mas discutiremos isso mais adiante.
No que diz respeito a Robin, a personagem se mostrou bastante mudada nesse ano. Logo no início já se envolveu com Barney e mesmo depois do término do namoro, a mulher que dizia nunca querer se envolver seriamente com ninguém embarcou em outro romance com Don, com quem dividia a apresentação de um telejornal. O que, no começo, se mostrou bastante absurdo – alguém acreditava que Don, aquele cara ridículo que sequer usava calças, poderia chegar um dia a namorar Robin? –, foi se tornando gradualmente plausível, ao ponto de se tornar tão sério que fez com que Robin se afastasse dos amigos para curtir melhor seu relacionamento com ele. Com tanto esforço de Robin para fazer esse romance funcionar, não é a toa que ficamos decepcionadíssimos – assim como a própria Robin – quando vimos os dois terminarem por causa de um trabalho em uma emissora maior. Com certeza foi a temporada de sensibilização e crescimento da personagem, algo que deve continuar a ser explorado na próxima temporada.
O mesmo nível de crescimento aconteceu também com Lily e Marshall. Na maior parte da temporada os dois pareceram deslocados e até um pouco repetitivos, com as tramas envolvendo os dois se mostrando as mais chatas – alguém se lembra como aquela história boba envendo Lily e seu pai estragaram o “Slapsgiving”, por exemplo? Porém, mais adiante, para ser mais exata em um episódio em que os dois foram assistir a uma luta de Robôs VS Lutadores, vimos uma nova questão surgir no ar, uma questão lindinha, cheirosa e, muitas vezes, bagunceira e chorosa. A questão sobre se seria o momento dos dois terem um bebê ficou no ar por muitos episódios, chegando a uma decisão concreta apenas no finale, tornando-se, na verdade, a grande questão e gancho deixado para a próxima temporada.
Aliás, falando em finale, foi nesse episódio que vimos se fechar mais uma das coisas únicas criadas pela série. Sem dúvida, o “slap bet” foi a coisa mais criativa e mais divertida que já surgiu em How I Met Your Mother – e que marcou a série para sempre –, mas preciso dizer que a procura pelos “Doppelgangers”, isto é, os sócias dos personagens também foi bem divertida de acompanhar durante essa temporada. Assim, acabamos conhecendo a Stripper Lily, o Mustache Marshall, o Wrestler Ted e a Lesbian Robin. Porém mesmo faltando revelar o sócia de Barney – apesar dele ter se fingido de doppelganger no finale para tentar convencer Lily a ter um bebê –, acho que a sua não-revelação, ou melhor, o fato de Lily ter achado que Barney se parecia com um pipoqueiro que não tinha nada a ver com ele foi tão significativa para a série, que fechou com maestria mais essa pequena brincadeira das que a série volta e meia se propõe a fazer.
Inclusive brincadeira é o que não faltou nessa temporada. Sempre achei How I Met Your Mother uma série muito criativa, que por seu próprio formato, consegue brincar com a ordem em que as coisas são contadas, modificá-las sem grandes problemas e dar às histórias um tom de “história de pescador”. Foram por essas características que pudemos ver Ted explicar com uma história mirabolante, aos filhos, como um filme pornô tinha ido parar no seu vídeo-cassete; ver os amigos terem conversas telepáticas uns com os outros; ver a história de como Marshall foi, ou não, roubado no Central Park se tornar um grande mistério; e, claro, ver a série virar um grande musical em 100º episódio.
“Girls VS Suits” foi uma grande celebração de tudo o que How I Met Your Mother tem de melhor. Foi impossível não rir com Barney e seu dilema entre escolher mulheres ou seus estimados ternos, mas o acontecimento mais importante do episódio não foi sua canção, que fechou o episódio, mas sim a trama envolvendo Ted e como ele visitou o apartamento onde a “mãe” morava. Chegamos a conhecer a colega de quarto desta que, arrisco dizer, é a personagem mais famosa e importante que nunca chegamos a conhecer da TV, e até pudemos perceber algumas coisas sobre sua personalidade – como fato de ter uma banda, ter uma veia artística para a pintura e ser bem-humorada. O único problema é que depois disso praticamente nunca mais ouvimos falar da “mother” de novo. No máximo, chegamos a descobrir como Ted adquiriu a casa onde ele virá a morar com sua futura família, no melancólico, mas ótimo, “Home Wreckers”, mas no que diz respeito a Ted, muita pouca aconteceu nessa temporada.
Mesmo assim, esse foi um ano importante para a série. É óbvio o esforço dos roteiristas em trazer todos os personagens para a “mesma página”. Sim, pois na temporada passada tínhamos um Ted louco para achar sua cara metade, enquanto Robin e Barney, por exemplo, mal tinham tido um único relacionamento sério na vida, e Lily e Marshall ainda se estabilizavam como recém-casados. Agora a situação parece ter mudado, pois todos os personagens amadureceram bastante e têm objetivos parecidos na vida. Ted irá continuar sua busca pela “mãe”, mas agora teremos uma Robin e um Barney que também já conseguem vislumbrar um futuro juntos e uma Lily e Marshall prontos também para constituir uma família.
Lentamente a vida dos personagens vão se resolvendo e a série parece ficar cada vez mais com cara de estar chegando ao fim. Ao que parece o contrato do elenco vai até a oitava temporada e, sinceramente, não vejo motivo algum que faça a série ir muito mais além disso e temos que começar, desde já, a nos acostumar com essa ingrata possibilidade e aproveitar ao máximo o que virá pela frente.


Eu acho que têm engonhado de mais. Esgotaram demasiado as personagens.
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Olha eu gostei… acho que se pensarmos em como esses personagens estavam na 4ª temporada e como estão agora, houve um desenvolvimento legal, acho que foi dado mais material para ser trabalho na próxima temporada.
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Pelo contrário. Eu acho que o material que havia foi esgotado nesta temporada.
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pois é,era isso que eu ia dizer,a série parece que não tem mais no que trabalhar,tá muito mas muito repetitivo.
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Esta foi a temporada que menos gostei, acho que houve episodios em que aquilo nao andava nem desandava. Espero que na 6ª finalmente começe a haver indicios de quem é a mãe.
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Pois é… às vezes bate aquele incômodo.. tipo “pô, quando é que vão revelar quem é a mãe?” Mas tem hora que desencano, o que vale não são as respostas, é a jornada, Lost foi o maior exemplo disso p/ mim, n curti muito o final – a expectativa estava muito alta, assim como está com HIMYM –, mas gostei muito da jornada e acho que com HIMYM a coisa é meio por aí tb
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Eu concordo com o Ricardo.. estão a engonhar demais.
A série precisa de ar fresco e expor a mãe, porque se não continuará a ter metade dos episódios da temporada razoáveis, um quarto de episódios bons e um quarto de episódios magníficos.
Eu não gosto de comparar How i met com Friends, mas por vezes é inevitável.
Isto porque, Friends, teve o que falta actualmente em How I met.. histórias de fundo para os personagens. Porque se não os episódios ficam muito isolados uns dos outros sem qualquer ligação dramática ou emotiva, continua.
Como tal situação não se verifica, a série fica dependente de rasgos geniais, que nem sempre podem aparecer.
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isso é verdade, mas acho que essa temporada foi importante justamente por dar um pouco dessa história de background p/ os personagens… estou otimista, acho que essa temporada preparou legal o terreno p/ q a próxima seja ótima! =D
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Pois.. não concordo contigo.. a meu ver nesta temporada pouco foi feito para potencializar o desenvolvimento das personagens.
Se eu pensar nesta temporada de How I met, lembro.me de episódios como o dos cigarros, do But Hum.. da Robin, da participação da jennifer lopez e de outros temas do quatidiano bem abordados.
Quanto a bases criadas para o futuro.. O Ted comprou aquela casa.. de resto penso que nao haja mais nada relevante. Mas corrige-me se tiver errado.
E, também estou optimista que possamos ter uma excelente 6ºtemporada
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Na minha opinião, eu quero lá saber da mãe!
Eu gostei desta temporada, e espero que a 6ª fique ainda melhor
Não é o segredo de saber quem é a futura mulher de Ted que me faz ver esta série. A mim não me faz diferença nenhuma saber coisas dela
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Concordo, Patrícia!
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Começei a ver esse seriado a pouco tempo to na segunda temporada e to gostando bastante
Barney é muito féra ;D
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A 1º e 2º temporadas são as melhores =P
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Concordo com a malta que achou esta temporada baixa. E repito o que o Sérgio disse: esta temporada foi mais do mesmo. O episódio dos cigarros é exemplo disso, onde temos uma história que não serve para nada. A cena final é sem nexo, o episódio é sem graça.
Nota-se que a série vai caindo em lugares comuns, muito devido aos anos. A diferença entre Friends e HIMYM é que Friends não tinha um “objectivo”, deixava a narrativa desenrolar. HIMYM tem esse problema e, quando não existe o desenrolar da narrativa, a série ressente-se. Claro que o final é uma tentativa de tentar arranjar narrativas secundárias, mas a série, quando as tem, perde bastante devido a tentativa de misturar as narrativas. Viu-se isso com o Barney/Robin. A Lilly e o Marshall não sofrem tanto por ser um canal desde o início, mas o Barney e a Robin são uma narrativa, não um casal. E é esse o medo que tenho no que toca à narrativa do bebé.
Cumprz
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