Lie to Me (2.04) – Honey

Lie to MeCrap! Ouviram o som ao entrarem neste post? Não, não foi o vosso computador. Fui eu a dar o braço a torcer neste episódio de Lie to Me. Eu não sou muito de ver promos, principalmente de Lie to Me. Esta semana, como estava emparelhado com House, decidi dar uma espreitadela ao que a série prometia: e as promessas que ficaram foram clichés. A série entrava naquilo que eu trato por perigo interno, ou seja, colocar uma personagem em perigo de vida e andar a resolver essa situação. Vi isso em Lie to Me, já vi em muitas outras. Algumas excelentes, algumas boas e ainda algumas más. Lie to Me pertenceu a primeira faixa: o excelente.

O episódio da semana fica-se, desta vez, por um caso. Claro que, num episódio destes, colocar dois casos era um erro astronómico, que daria um episódio cortante, sem ligação e sem haver consequências. E tudo parecia encaminhar-se para isso quando se dá a abertura, que depois varia a só mostrar uma coisa: Lightman e o seu grupo estão cada vez com a corda mais apertada na garganta e o patrão aplica sigilosamente o ditado “Tudo o que vem a rede é peixe”. Mas isso foi um mero pormenor no episódio. E foi o que valeu.

O episódio tem um ritmo fantástico, como a maior parte desta categoria têm, mas serviu essencialmente para conhecermos pequenas coisas:

  • A ligação do grupo principal e sustentador da série. Desde Ria, passando por Foster, Loker e acabando Reynolds, até agora o elemento mais preso, menos visto. Foi interessante ver todos a trabalhar para um bem comum, ver os sentimentos e as ligações entre eles como nunca o vimos, e vê-los trabalhar, mais do que nunca, sobre uma pressão enorme.
  • Depois, temos Lightman a demonstrar todo o seu sangue-frio, a transmitir aquilo que é necessário para se salvar. E, para além disso, a não ser, digamos, “inteligente”, a não tentar salvar-se a todo o custo. A vida de um homem estava em jogo, e ele percebe isso.
  • Duas coisas ainda: a sensualidade é uma arma muito perigosa para mentirosos. Já vimos Ria e agora vemos Foster a demonstra-lo. A segunda é que Tim Roth consegue de novo demonstrar o seu talento a frente da câmara. Já tem sido hábito, mas é sempre bom reconhecer-se o trabalho destes.

Após um episódio que, desde o inicio sabíamos que acabaria bem, mas que consegue-nos manter presos, que sequelas saem? Primeiro, temos de ver se existirão futuras reacções, algo que espero que aconteça, pois é sempre interessante ver o confronto entre o caso que já passou, mas espera-se que deixe marcas. Depois, temos aquela cena final, que demonstra aquilo que todos nós sabemos: que o “Amor é um fogo que arde sem se ver”. Melhor metáfora para a relação entre Foster e Lightman não existe. Agradeçam ao grande Luís Vaz de Camões.

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Um comentário

  1. Eu sempre assisto a esse episódio… bons tempos de LIE TO ME… Ah genteee e a CENA FINAL da Gillian e do Call ?

    Puuutz muuitoo lindoo de se veer, amo, amo amo esse episódio.
    Ah e concordo quenado vc diz que: “Amor é um fogo que arde sem se ver” é a melhor metáfora para esses dois <3

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

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