Lie to Me (2.06/07) – Resumo

A par de Castle, que os reviews estavam atrasados, a verdade ficou submersa por razões temporais. Mas como o ditado diz “A verdade é como o azeite: mais cedo ou mais tarde vem à tona”. E se o azeite vem a tona por causa da sua densidade, a verdade vem a tona por causa de Cal Lightman. Aqui ficam as apreciações aos últimos dois episódios de Lie to Me.

Lie to Me3Lie to Me (2.06) – Lack of Candor

Dedicando-se de novo à equipa que a aspectos exteriores a esta, Lack of Candor decide-se debruçar pela única personagem ainda verde da série: Reynolds. A ameaça surge após a chegada do julgamento de um criminoso, caso este que tinha como base de apoio a investigação feita por Reynolds.

O ritmo é alucinante e o episódio consegue fazer aquilo em que a maior parte das séries têm dificuldades: dar consistência a uma personagem nova, incluída a meio da série, ou seja, sem tempo para adaptação. Pois já passou a fase para adaptações, as escolhas estão feitas. E, se a maior parte das séries têm dificuldades, Lie to Me consegue arrumar a questão com um episódio destes.

As voltas e reviravoltas que o caso dá colocam interesse e abrem novas perspectivas para a personagem de Raynolds. E, utilizando Cal Lightman, consegue extrapolar para outro nível, dando, para além de consistência a personagem, ao caso.

E, já agora, gostei muito de Ria Torres, tanto no plano do caso como no novo visual.

82

Lie to Me4Lie to Me (2.07) – Black Friday

Dia de Acção de Graças. O dia onde os Americanos se reúnem, divertem-se a volta de uma mesa, conversam. E depois temos os milagres do dia.

Desta vez o episódio decide-se dividir em dois casos e nota-se logo uma quebra. A série consegue produzir bem mais quando tem todas as suas energias focadas num objectivo, e ao repartir essa energia por duas histórias cai um bocado. Mas, e para compensar isto, a série consegue ter a polivalência que nenhum policial tem. E, por isso, conseguimos entrar em domínios nunca tentados.

Desta vez, Cal Lightman tem um rapto para descobri. A narrativa é interessante, apesar de ter algumas falhas. Uma delas é a facilidade como a mãe diz a verdade, ao dizer que matou o seu filho, e a resolver um “rapto” que manteve a polícia a procura durante vários anos. Esta foi a mais notada, mas, e continuando com a facilidade, a forma como Lightman “ceifa” o resto da história até chegar a verdade pareceu-me demasiado fácil. E a resolução também pouco fundamentada.

O outro caso serviu para encher os espaços mortos do primeiro e trata uma tradição muito americana: promoções = empurrões nas portas. Foi interessante ver as reviravoltas e, para além disso, ver Locker a fazer um pouco de House no que toca a descobrir o culpado. Ou seja, só faltava a luzinha.

Apesar de inferior ao anterior, Lie to Me consegue manter interesse naquilo que transmite. E isso está cada vez mais difícil para policiais.

70

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