Lembranças, que lembrais meu bem passado
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.
Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.
Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.
Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento
Escolhi iniciar a coluna com o soneto “Lembranças, que lembrais meu bem passado” de Luis de Camões, este que talvez coloque em palavras mais rebuscadas uma leve analogia a um dos seriados mais aclamados dos últimos anos. 2004 foi o ano que o conceito de “fazer televisão” foi revirado de ponta cabeça com a chegada de Lost. Para todos os apreciadores de séries, sejam apreciadores pessoais de Lost ou não, terão de admitir: ninguém fez ainda o que a série faz até agora, ainda mais após seis anos no ar. Reviravoltas e histórias que esperamos ansiosamente para serem resolvidas, criaram ao longo do tempo um jeito muito peculiar de serem contadas ou assim dizendo, narradas. Eis que surge o tema desta coluna: o estilo de narrativa adotado pelos criadores de Lost e as diferentes formas com que a trama central e a de cada personagem incorporam-se na interpretação nada linear que transpõe a temporalidade dos acontecimentos que envolvem a saudosa ilha e naturalmente a evolução da primeira até a quinta temporada.
A narrativa segue os princípios indicados por Einstein através da Teoria da Relatividade, que o tempo e espaço são equivalentes, sendo que o espaço compõe três dimensões e junto ao tempo constituem o chamado continuum espaço-tempo. A matéria por si só distorce a estrutura do tempo e espaço, sendo esta distorção responsável até pelo comportamento da luz. Falando mais claramente, um objeto em movimento, na verdade, sente o tempo a uma taxa mais lenta do que o objeto que está em repouso. Por vez não percebemos que os ponteiros do relógio andam mais devagar quando estamos correndo ou viajando de avião. São através destas variáveis que Lost fundamenta-se e a partir delas que inicio esta coluna, onde veremos que o espaço onde se “habita” a trama torna-se o personagem principal.
Vivemos a deriva das tragédias naturais, dos conflitos éticos e morais, de crises financeiras, guerras de terror, entre outros acontecimentos. Os passageiros da Oceanic 815, aqueles que “naturalmente” sobreviveram, vivem a deriva do desconhecido, do medo, a mercê do tempo, fadados a viver numa ilha cuja realidade é imersiva e extremamente desgastante, levando-os a exaustão e por vezes, desespero por respostas imediatas. Quando disse que o conceito de “fazer televisão” foi reinventado, nos vemos arremessados num estilo nada convencional de narrativa, pela qual nos sentimos incorporados naquele universo e por vezes somos personagens deste confuso e misterioso quebra-cabeça que vai além da imaginação.
Ao mesmo tempo em que Jack, Kate, Hurley, Saywer e os demais buscam incansavelmente por respostas, nos vemos fazendo o mesmo, ao nosso ritmo, com uns entrando mais que outros na “Lost Voyage” e consequentemente desempenhando um papel mais ativo do que normalmente vemos hoje em dia. Lost consegue o que poucos programas de televisão conseguem: cultivar um relacionamento profundo com seus telespectadores, fórmula tão eficaz que nos vemos “casados” com a série desde sua estréia. Particularmente me sinto assim, vivendo um relacionamento conturbado por vezes, porém extremamente prazeiroso e por que não, interessante.
Uma das premissas utilizadas desde a primeira temporada foi a técnica do flashback, ou seja, a ordem cronológica natural dos acontecimentos é interrompida para apresentar eventos ocorridos no passado. O flashback no caso da série serve como mecanismo de construção do caráter e personalidade das diversas personagens, pois nitidamente conhecemos os personagens desta forma. A ilha na qual estão situadas, classifica-se mais como uma personagem do que um ambiente natural no meio do Pacífico. O espaço faz-se mais presente do que o próprio cenário da trama principal, sendo através dele constituído o nível e velocidade com que a narrativa se desenvolve ao longo das temporadas. É com esta técnica que descobrimos as motivações e razões de cada tripulante estar no vôo da Oceanic, quais as relações e vínculos que um tem, teve ou terá com o outro.
Interessante que a narrativa inicialmente os trata como sobreviventes de uma tragédia humana, um erro que resultou na queda do avião, porém somos envolvidos numa teia de mistério que parece nunca se solucionar e a medida que cada flahsback entra em ação, nos vemos presos assim como eles na história ou propriamente falando, presos no jogo da ilha. Sempre encarei a ilha como um local que narra tragetórias de redenção, busca pelo perdão, culpa, recomeços e novas possibilidades. Cada um à sua forma encarou esta nova realidade porém o passado os faz quem eles são, mostrando que para pessoas como Locke (Walkabout), a ilha lhe deu novamente a vida, ou seja, a capacidade de andar, porém para outros a ilha permite fugir de um erro fatal, a exemplo de Kate (Tábula Rasa) e de crimes de identidade com Sawyer (The Confidence Man). Jack (All the best Cowboys have Daddy issues) luta com o mal resolvido relacionamento com seu pai, fato que piora quando este morre e ele tem que transportar seu corpo da Austrália para os EUA, ou seja, o caixão estava no avião, desenrolando diversas teorias sobre as “capacidades curativas” da ilha. Charlie (The Moth Screen) enfrenta o vício com as drogas e todo o mal que isto trouxe para sua vida, mudando-o do estrelato para o anonimato numa ilha deserta.
Conforme falei Lost não base-a somente em personagens humanos, sendo assim, outros componentes da trama tornam-se cada vez mais essenciais, a exemplo dos números da loteria na qual Hurley torna-se milionário, a transmissão de rádio feita pela Rousseau, o monstro de fumaça, a escotilha e o próprio Projeto Dharma. Os números são bastante utilizados no decorrer da segunda temporada devido a introdução de Desmond como morador cativo da escotilha, ou seja, sua vida e morte é somente “Put those numbers and push the buttom”. Neste momento, descobre-se que “We’re not alone and the true it’s not out there”, surgindo os inigmáticos Mr. Eko, Anna Lucia e Libby, cada um com um passado a ser desvendado através dos flashbacks. Conhecemos os temidos The Others e como daqui para frente a série entrará em outro ciclo de dúvidas, incertezas e mais dúvidas.
De encontros e partidas, ganhos e perdas, vivem aqueles que ainda restam, porém a incerteza do amanhã sempre se vai presente, ainda mais com um novo inimigo a espreitar pela janela indiscreta. Os roteiristas ao se aproximarem da terceira temporada, constroem na minha opinião um dos personagens mais brilhantes de Lost e também da televisão atual: Benjamin Linus, interpretado brilhantemente pelo merecedor vencedor do Emmy, Michael Emerson. Um personagem que atemporalmente nos transmite momentos de passado, presente e posteriormente de futuro. Visionariamente calculista, vive em função da ilha como um pastor que coordena seu rebanho, neste caso o grupo The Others.
Presos feitos animais, descobrem-se essenciais para o bem estar de seu pior inimigo, assim Jack, Kate e Sawyer, o eterno “Bizarre Love Triangule” se vê acorrentado aos pés de Ben, que os chantegea em busca de sua sobrevivência, devido ao seu terrível problema na espinha dorsal. Jack e sua especialidade cirúrgica são colocados a prova e mesmo com o coração partido após a “Wild Sex Cage Scene” entre sua amada sardenta e seu “inimigo”, decidi operá-lo e retira o tumor daquele que nunca deveria ter sido salvo, aquele que mudará mais ainda o destino de todos, porém descobriremos que Ben e os sobreviventes tem mais em comum do que imaginamos. Ponto positivo da narrativa: construir e descontruir personagens de uma maneira visceral e totalmente inesperada, contribuindo e evitando com que o desgaste da trama torne-se evidente, um exemplo claro disto: Juliet, membro da turma The Others que é colocada do outro lado da civilização perdida, que em meio a desconfianças e olhares tortos, conquista seu espaço e até a confiança de alguns, compondo posteriormente o confuso Quarteto Fantástico Amoroso.
Uma maré de agouros acerca a quarta temporada de Lost, ou seja, propriamente dizendo uma grande crise. A série não lida com a crise financeira, crise da audiência, crise de originalidade, mas lida seriamente com a greve dos roteiristas, ou seja, as mentes e maquinários de toda a história resolveram parar de trabalhar, deixando-nos ao relento frio e escuro, consequentemente nos privando de uma temporada completa. A quarta devido a sua rapidez de acontecimentos, com meros 13 episódios produzidos, foi na minha opinião a mais fraca de todas, a que devido a crise mostrou a fragilidade e vulnerabilidade que Lost poderia criar estando a quatro anos no ar. Lembrando que no final da terceira temporada uma nova técnica começa a surgir: o flashforward.
O primeiro episódio desta temporada apresenta-se como “The Beginning of the End”, ou seja, estariamos mais próximos das respostas ou os argumentistas iriam somente despejar mais incertezas nestes 13 episódios? Confusões a parte, depois de uma grande reviravolta, Ben torna-se refém dos Survivors e assim se depara com as tentativas desesperadas de todos deixarem a ilha de uma vez por todas, porém o único que não parece muito satisfeito com esta novidade é Locke, que recebe um “chamado” da ilha. Os contatos com o “mundo exterior” pareciam ser a salvação de suas vidas, mas ao contrário: Ben diz que eles acabaram de assinar sua sentença de morte. Com a divisão feita entre Team Jack e Team Locke, os rumos e propósitos dos indivíduos parecem entrar em conflito extremo, impossibilitando a convivência já tão desgastada devido o tempo que viveram ali. Nesta temporada conhecemos um importante personagem: Daniel Faraday, inigmático físico que veem junto com a “tripulação de resgate” pra ilha. Enquanto os “salvadores” se instalam para eliminar todos, o Team Locke se instala no antigo acampamento The Others , enquanto o Team Jack continua na praia, cedento para escapar da torturante ilha.
Bastassem os flashbacks decorrentes nas temporadas anteriores, a partir desta começam os flashforwards, interrupção do tempo presente para revelar acontecimentos que ainda ocorrerão. Sim, alguns sairam da ilha, a principio vemos Jack e Kate, cuja grande revelação é: Kate chama Aaron de filho, porém Aaron é de Claire, lembram-se?! Esta temporada vai de acordo com o que mencionei no começo da coluna: criamos um vínculo com a série e nos sentimos responsáveis por desvendar o quebra-cabeça. Desmond também saiu da ilha e agora está de volta com Penny, mas ele começa a ter diversos “BZAAM moments”, ou seja, idas e vindas no tempo. Sinceramente minha cabeça ainda entra em parafusos só de lembrar como tentei acompanhar o ritmo deste episódio. Mas uma coisa sabemos: Daniel está diretamente relacionado com algumas das importantes revelações que ocorrerão na quinta temporada, acontecimentos relacionados com a saída de alguns dos perdidos, mais precisamente: o intitulado Ocean 6 (Jack, Kate,Hurley, Sayid, Sun e Aaron).
Com o eletrizante final mostrando Jack e C&A saindo da ilha, inicia-se a nova temporada que veem com a dura tarefa de utilizar melhor o tempo da trama, já que não tevesse muito durante a greve. Lembro de questionar na época: “Conseguirá Lost se reinventar a ponto de entregar uma temporada tão boa quanto a sua de estréia?” Eis que mais perto do que imagina-se, nos deram a resposta. Quando o cansaço atingia nossas mentes e corpos, caimos novamente nesta envolvente teia e confesso que enroscar-se nela novamente foi uma experiência única para os fãs. Quando iniciam-se os “apagões”, ou seja, as viagens temporais dentro da ilha, tudo isto graças ao Ben que resolve “girar a roda da fortuna” , muda-se todo o curso do tempo. Novamente o espaço tempo continnum é rompido, levando todos a exaustão, tendo que se adaptar a diferentes épocas e por vezes incorporar-se em ambientes que nunca imaginariam estar.
Enquanto Sawyer, Juliet e alguns outros lidam com o constante back and forward, Jack, Kate e os demais Ocean 6 fazem um pacto no presente e omitem sobre os demais que ainda estão na ilha. Alguns vivem de passado e parecem estar bem nesta condição, principalmente Sawyer, que anda irreconhecivelmente mudado, agora ao lado de Juliet na Dharmaville. Algo que construiram bem nesta temporada foi a relação dos dois e como eles lidaram com a nova realidade. Triste foi ver Sun a lidar com a falta que seu marido faz, porém sua sede por vingança à Widmore, o verdadeiro arquiteto diabólico por trás da ilha parece a motivar a voltar, ainda mais quando descobre que seu marido pode estar vivo. Conhecemos o passado de Widmore junto a Eloise Hawking, surpreendentemente revelada como mãe de Daniel Faraday e ele inclusive revelado como o “pai não revelado”, alias graças a ela que Daniel se envolve com a ilha e as viagens temporais. Os apagões proporcionam revelações interessantes, como a infância de Ben e como ele se tornou um The Other. O conflito e choque dos sobreviventes do presente ao se encontrar com a jovem Rousseu, o jovem Widmore e mais incrível de tudo, o momento em que Sayid encontra e depois mata o garoto Ben, vingando-se pela morte de seu grande amor. Naturalmente os acontecimentos não podem ser alterados e assim Ben é entregue pros Outros conforme o curso original.
Jack tenta convencer todos que sairam da ilha a voltar para lá, alias este trabalha ao lado de Ben, assim como Sayid também confraternizou com o inimig por um tempo. Apesar de motivações conflitantes e de um encontro nada convencional com a Sra. Hawing e seu “péndulo do tempo”, ela revela a hora e o local correto para embarcam novamente num vôo especifico que os leverá de volta para a ilha. Surge então uma das cenas mais marcantes: Benjamin Linus a entrar no mesmo avião que eles estão e como era de se esperar todas as expressões dos Ocean 6, ou seja, “Back to the Island with Mr. Evil B.” . Como se tudo já não fosse assustador, nos deparamos com John Locke, o saudoso novo líder, morto dentro de um caixão? E claro, ele também voltará para a ilha.
E quando achamos que isto tudo era suficiente, eis que a vinda deles muda a rotina de Sawyer e Juliet, que já estão adaptados como membros da Dharmaville, o que bate de frente com os pensamentos de Jack e claro que a chegada de Kate iria balançar mais o amor na selva. A todo vapor, os Dharma’s People constroem a escotilha, porém tamanha ganância vão além do esperado e a pressão está em alta escala. Daniel explica que os apagões e reviravoltas podem parar de acontecer se tudo for revertido, mudando a teoria de que existe uma “quebra de protocolo temporal” ou seja, a escotilha pode ser destruída e consequentemente a queda do avião nunca terá acontecido. Jack está disposto a deletar tudo porém seu anti-herói Saywer vai contra, pois sente-se confortável após “5 anos” vivendo daquele jeito. Jughead (the bomb) deverá ser colocada dentro do buraco para assim provocarem a explosão. Falando em Daniel este encontra-se já alterado mentalmente, afinal não deve ser nada fácil ser Daniel Faraday, ainda mais cuja vida será tirada pela própria mãe, que ainda no pasado acaba matando o próprio filho do presente, algo que ela já sabia que iria acontecer, o que só reafirma a escolha de ter mandado na missão junto com o navio de “salvadores”.
Aproximando-se do final, seguindo o novo líder em ascensão Locke, resurgido do mundo dos mortos
(alguém ainda dúvida que a ilha o ama de verdade?) com o Ben cada vez mais intrigado com o comportamento do novo messias. Ao longo das temporadas vimos o discurso de Ben a falar sobre uma entidade maior, um mentor ou mestre superior que regia e controlava tudo na ilha, alguém que ele jurou seguir e respeitar, mas um alguém que nunca tomou forma e sim somente levava o nome de Jacob. Surpreendentemente sua identidade é revelada na primeira cena do season finale, este a beira da praia junto a um “amigo”, que por fim descobrimos ser seu pior inimigo, alguém que jurou fazer o que for necessário para destruir a vida de Jakob. É neste episódio que ocorrem os flash backs mais importantes da saga lostiana, ou seja, vemos o unipresente Jacob em diferentes situações e mais intrigante ainda, em diferentes épocas na vida de cada um os perdidos. Seja na infância bandida de Kate, seja próximo ao acidente de carro que mata a esposa do Sayid, seja quando Locke despenca de um prédio e quase morre, com Hurley e o violão de Charlie, junto ao Sawyer no funeral, falandocoreano no casamento de Sun e Jim, ou encontrando com Jack nos corredores do hospital. Sendo assim pensamos: nada é por acaso nesta ilha.
Sem mais delongas eis a grande revelação da estranheza de Locke: Locke não é Locke e sim o arqui-inimigo de Jacob, que assumi a identidade daqueles que já morreram (faz sentido o pai do Jack estar dentro da cabana “vivo”), agora a figura de Locke servirá para ele dar o cheque-mate. Arrepiante cena na qual Richard guia “Locke” e Ben até a entrada da Estátua de Quatro Dedos e ali a magia acontece ao estilo Alfred Hitchcock (como disse Marco em seu review a oito meses atrás). Ben foi todo tempo um boneco de fantoche, servindo um homem que achava ser Jacob mas na verdade era seu inimigo, que vivia na misteriosa cabana cercada por cinzas que o impedia de sair, mas quando Locke rompe a barreira e entra dentro da cabana na terceira temporada, o elo de proteção, a prisão do inimigo se rompõe de vez e este vai atrás de sua “Sweet Revange”. Vingança que vem no mais drámatico estilo, com Jacob a arder em chamas e Ben ver-se usado em todo o plano diabólico do verdadeiro dono da cabana. Enquanto isto, mais traumático foi presenciar o caótico tremor da escotilha e as tentativas desesperadas de Jack e os demais de explodi-la a tempo, antes que todos morram ali mesmo. Juliet cai no buraco, totalmente ferida, chora de desespero mas ainda tenta no seu último sopro de vida, explodir a Jughead, o que por fim ela consegui, provocando comoção mundial com sua morte. E assim ficamos a chupar dedos a espera da sexta e última temporada, que com louvor digo, retorna nesta terça-feira, dia 02 de fevereiro de 2010. Guardem esta data pois ela com certeza irá nos marcar durante este ano e provavelmente durantes os vários a seguir.


Reconheço seus esforços pela construção de um texto que fizesse jus a LOST, mas se existe algo do qual valorizo enormemente é a capacidade de síntese independente da temática abordada.
Você começou de modo brilhante ao fazer uma análise do processo narrativo (sem contar a citação de Camões, este soneto realmente casa perfeito com a proposta da série), mas ao querer praticamente “narrar” a história do seriado novamente, pontuando todas as temporadas, acabou por deixar mais um texto imensamente cansativo.
Quando escrevemos de maneira árdua, a possibilidade de cometer pequenos deslizes pode ser muito maior, talvez pela ausência de uma revisão adequada… quando você falou sobre a “a transmissão de rádio feita pela Rousseau recitando tais números”, talvez tenha esquecido que a mensagem com os números foi a que ela escutou antes de aportar na ilha.
E quando você falou do Locke e da entidade antagônica à Jacob, interpreto que quisestes trazer ao seu texto a mesma reviravolta que foi o fato desta entidade ter usado a aparência física de locke, e não tomado seu corpo, como todos nós vimos, na parte em que o conteúdo da grande caixa é revelado.
Parabéns pelo post!
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Sim Breno, entendo perfeitamente o que queres dizer!
Realmente o texto ficou um pouco cansativo qdo começei a escrever sobre as temporadas, o grande medo foi sintetizar demais e perder detalhes, mas realmente a margem fica aberta mesmo e obrigada por apontar alguns dos comentarios finais, são mega pertinentes!
Tksss
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Por acaso não concordo, e não é por ser administrador do site. Acho que o texto ficou bastante bom e quando o li antes de ir ao ar não me cansou minimamente.
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A matéria está muito boa Marco, disso não lhe discordo.
Porém, depois que li a introdução, imaginei que iria ler um post focado nas técnicas de narração e referências científico-literárias, o que não ocorreu de modo completo. O rumo acabou se perdendo, o que acabei vendo foram dois posts em um só: um sobre a narretiva, e uma síntese do seriado inteiro!
Não é cansativo pra quem é fã do seriado, mas pra quem não conhece nada de LOST passa a ser uma bomba de informações.
Reafirmo minha crítica.
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Que ficou um tanto quanto longo demais o texto isso acho que ninguem discorda ne??????
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Só mais uma coisa:
Gosto muito das matérias produzidas neste site, não à toa visito sempre. Tanto gosto que passei a fazer críticas e elogios sempre que possível de uns tempos pra cá, afinal, sem troca de idéias e estímulos não há crescimento. É o meu modo de agradecer pelo trabalho de vocês.
Só espero não ter sido mal interpretado.
Abraços!
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Concordo,afinal fui eu que o escrevi!
Magina de maneira alguma foi mal interpretado!
Obrigado pelos comentários e continue sim opinando, é mto importante!
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Longo?? Ate podia ter o dobro.. Estando bem escrito, lê-se com muito gosto.
Parabens!
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Concordo com o Sérgio: é uma honra ter lido a coluna. A forma como a série utiliza todos os recursos narrativos é uma forma interessantíssima de contar a história. Pessoalmente gostei da escolha dos flashforwards pois deram um estilo “Damages” a série, ou seja, saber o que vai acontecer para aquilo que vemos na cena ter ocorrido. Imaginarmos as possibilidades de mudanças de narrativa para ir ao encontro da cena. Os flashbacks serviram, essencialmente, para caracterizar as personagens. Agora é esperar pelo novo recurso narrativo…
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