Parenthood (1.01) – Pilot

Séries familiares não são o meu estilo de séries favoritas mas tem uma ou outra que me consegue captar a atenção. Sou fã confessa de Gilmore Girls e foi precisamente o facto de Lauren Graham participar nesta série que me levou a dar-lhe uma oportunidade.

A série gira em torno duma família comum e das dificuldades da paternidade (parenthood em inglês). Temos o patriarca da família Braverman, Zeek, que apesar do coração de ouro aparenta ter dado uma educação rígida aos quatro filhos e que parece querer repetir com os netos. Depois temos os quatro irmãos:  Sarah a mãe solteira e um pouco irresponsável, que apesar de amar os filhos tem de voltar a casa dos pais pois não tem estabilidade financeira, Julia que é viciada no trabalho e sofre por isso uma certa rejeição por parte da sua filha pequena. Do lado masculino temos o eterno jovem, Crosby, que se sente sufocado pela namorada pelo facto de esta querer constituir família, e temos também Adam, o filho que se vê na iminência do seu filho mais novo sofrer de síndrome de Asperger. Temos ainda o lado mais jovem da família com os filhos de Sarah, que são dois jovens rebeldes pelo facto de não terem tido um pai presente na sua vida e a filha mais velha de Peter que parece que não parte um prato e que em breve deve começar a sofrer com as influências da prima.

São muitas personagens e ainda não sei bem o nome delas quanto mais perceber se têm ou não substância. É para isso que os próximos episódios vão servir, para a série mostrar ao que veio. No piloto já foram introduzidos alguns fios condutores da história que darão drama a esta série. Afinal isto é uma dramédia, apesar de no piloto eu achar que a série não conseguiu encontrar o equilíbrio. As personagens apesar de serem bastante caricaturadas são passíveis de apresentarem bastante substância já nos próximos episódios e é isso que realmente espero que aconteça. Neste episódio destacaram-se alguns actores, como a fantástica Lauren Graham, Peter Krause e o míudo que talvez tenha Asperger, Max Burkholder.

Apesar de a história até não ser má, e os personagens poderem render histórias interessantes, a série num todo não conseguiu ser consistente. Cumpriu a função do piloto, ou seja de apresentar todos, mas não nos deixou com vontade de passar a semana a correr para voltar a ver outro episódio. Vou continuar a acompanhar pois acho que com um elenco forte, umas personagens até interessantes e com história até que não é desinteressante a série poderá render bons momentos, precisa é de encontrar o seu lugar. Não quero que seja como Brothers and Sisters, demasiado americanizada e irrealista nem como outras séries familiares. Quero que encontre o seu ponto de equilíbrio como a saudosa Gilmore Girls ou a nova Life UneXpected.

3 comentários

  1. Entendo o teu ponto de vista mas não concordo.. Acho que foi um começo bastante bom, consistente, divertido e emotivo.

    Sou fã de Brothers&Sisters e gostei de ver que não caiem no erro de a repetirem ou imitarem, cada um tem a sua imagem e a sua marca e acho que apesar de não me deixar euforicamente à espera do próximo episódio, vai me proporcionar bons momentos :)

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  2. Me lembrou tanto Brother ans Sisters que parei de ver aos 30 minutos e estou até agora tentando tirar a preguiça, não achei tão bom como eu pensei que seria, mas vamo levando.

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  3. Pronto…eu vou com o João. Não vendo B&S, nem coisas parecidas, gostei de Parenthood. Talvez gostei mesmo por causa disso: não vejo nenhuma série do tipo. Nenhuma mesma. E, num ritmo descontraído, viu-se bem o episódio. Mas claro, para quem vê “monstros” (digamos assim…apesar de não achar nada monstros) destes pode ter achado o episódio um pouco inferior. Veremos o que sai daqui…

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