Com os dois últimos episódios ficou bem visível quão mediana Rookie Blue é em termos de desenvolvimento e maturidade. Sabemos que é uma série de verão que poderia ou não vingar como uma grande suspresa,assim como também sabemos que os índices de audiência são bons para este mid-season tão fraco, porém fica claro que a tentativa de ser um Grey’s Anatomy policial ficou bem na tentativa mesmo.
Enquanto eu achava que Andy convencia como protagonista, agora vejo que nem ela rende tanto assim como antes. Sabemos que cada um deles como Rookies tem suas limitações e dificuldades, porém o que me incomoda são os casos de cada semana, sempre pouco trabalhados. Antes de falar do caso propriamente, vemos que a protagonista tem dificuldades em relacionamentos, fato comprovado quando foge da cama do detetive após ter dormido com ele. A política “She stands alone” soa forçada, ainda mais que pra mim seu perfil está mais pra destraída e avoada do que independente e durona. Como deu pra perceber, ela é a única novata que esqueçe de carregar sua arma ao sair do distrito. Tudo fica meio arremessado: Gal tentando se conectar com alguém além dela mesma, Chris com dilemas em seu relacionamento com sua namorada, Nov a inventar um menage a trois, deixando o ainda mais patético pois é evidente que nada disto realmente aconteceu e Traci por fim ainda é uma das poucas que se destacam, pois aprende na força quão difícil é balancear seu trabalho e a criação de seu filho pequeno, cuja existência manteve-se em segrede até este episódio.
O caso da semana é bem mais fraco que o das anteriores, pois o alvo é uma gangue de saqueadores de casas, ou seja, nada de tão assustador ao meu ver. Quando recebem um chamado de uma mulher cujo casarão estava sendo saqueado, as meninas e seus oficiais de rota vão ao local, fazendo uma vistoria no perimetro, onde identificam que não há relação com os suspeitos que eles procuram. Absurdamente Sam ordena que a dupla Andy e Traci fiquem no local até o marido da mulher chegar do trabalho. Assustada após receber uma ligação de que ninguém poderá ficar com seu filho, Andy “libera” Traci da função e esta pega o carro de patrulha em busca de seu filho, deixando Andy sozinha com a mulher. Como se já não bastasse estar com a arma descarregada, algo que ela não percebeu ainda, surge as escondidas a pessoa que estava por traz dos assaltos na casa: o filho viciado da mulher, que havia sido liberado da prisão e que precisava de dinheiro.
Enquanto isto no casarão, eis que surge o padrastro do moço que o confronta sobre seus vícios, o que deixa a mãe preocupada pois o garoto esta armado. Como num conto de fadas, McNally saca sua arma e percebe que ela está descarregada, ou seja, melou pro seu lado. Surrealmente usando a psicologia reversa, ela convence o rapaz de que ele não esta sozinho e o que ele senti é algo que ela senti em relação a sua mãe que a abandonou, desta forma deveria agradecer por ter um mãe que o ame ao seu lado. O velho papo sentimentalista parece sempre funcionar para os novatos, o que torna tudo mais irrealista, mas o mundo televisivo por vezes gosta de apresentar os fatos desta maneira. Ao final além de descobrirem sobre seu filho, Traci é repreendida por abandonar sua parceira na cena de crime, porém o conflito maior acaba sendo entre as amigas, onde Sam interfere, aconselhando Andy a se redimir com sua parceira, afinal ela concordou que estava tudo bem em ficar sozinha. Fecha-se assim mais um capítulo do conto de fadas policial da ABC, onde todos terminam a beber tequila e pestanejar conversas sem sentido, afinal que dia cansativo eles tiverão, certo?

Bem, desisti da série neste episódio.. Tornou-se muito “lamechas” e previsível, nem precisei de ver o final…
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