Rubicon (1.02) – The First Day of School

O título deste episódio não poderia ser mais irônico. É o primeiro dia de Will, e pra valer o de Rubicon, a hora H, o momento de ver o que a série tem pra mostrar além do episódio-piloto. Pra mim que achou o primeiro capítulo bobo e pouco envolvente, esta era a hora da série mostrar todo o seu potencial, livre das amarras de ser uma sinopse filmada, um capitulo introdutório.

Pra começar, uma série que tenta enganar o público com uma artimanha barata, é porque sabe dos seus erros. O “previosly” do episódio me soou completamente forçado, com uma trilha sonora de thriller eletrizante, super emocionante, o que a série não é. A série se vende como um thriller de conspiração, mas ao que parece eles se esqueceram da parte do “thriller”, não que isso seja um defeito, um programa pode ter um ritmo mais lento e ser excelente, mas isso já é outra história, aqui não é o caso. Porém, tudo isso é só um detalhe, um pormenor, um parênteses. Vamos ao episódio.

Se tinha uma coisa que devia ter sido feito no episódio piloto, era o que foi feito nesse segundo episódio. Pudemos passear pelo cenário primordial e principal da série. A API ganhou vida. Até sua missão me pareceu menos turva. Pelo que se pode concluir, eles analisam e investigam assuntos aleatórios envolvendo política, utilizam em suas falas palavras que remetam a conflitos globais, Governo, Pentagono, Iraque, Irã… e está formado o que parece ser apenas um MacGuffin, que é um artifício que só tem importância para os personagens, dando-lhes motivação para seguir adiante, mas no fundo não interessa ao telespectador.

Toda a pompa foi feita no episódio anterior quanto ao que teria no andar secreto – o certo agora seria dizer sala – e pudemos ver que aquilo não era nada demais. Não saquei o que eles quiseram mostrar com o fato de estar la somente o chefão da API. Não me empolgou e acredito que a ninguém em nada, o cara só era um pouco carrasco mas nem chegou a intimidar, nem Will, nem a mim como telespectador. Já que estamos falando de impressões de personagens, vamos aos coadjuvantes. Os personagens são pouco inspirados. As personalidades – nem mesmo suas funções – de cada um ainda não foram muito bem escritas e apresentadas de forma marcante, o que torna difícil se identificar, lembrar os nomes, estão lá por enquanto apenas como acessórios. Se a Maggie não tivesse comentado como uma espécie de informante naquela cena sobre as situações de cada personagem quanto ao novo comando de Will, eu provavelmente teria criticado mais. Agora já posso me referir a eles como “aquela menina que bebe” (Tanya), “aquele que tenta ser engraçado e via o conflito na TV” (Miles), e “aquele chato dos donnuts”(Grant). Mas só isso não basta.

A atriz Miranda Richardson entrou em cena e parece que não entrou, sua trama se resumiu a encontrar uma trevo de quatro folhas que seria apenas um trevo quatro folhas para qualquer pessoa normal, mas provavelmente pra ela não será, e ela passará a investigar a morte do marido, Tom Rhumor. Enquanto isso, Will continua desconfiado da morte de seu antigo chefe e amigo, David Hadas, e as voltas com sua nova posição de líder e uma investigação diretamente dada pelo chefão da API sobre um certo Yuri Popovich. O protagonista pede a ajuda de um outro funcionário da organização, Had, que lhe dá algumas conclusões que o levam de volta ao velho amigo de David, Ed. Ed teria criado o tal código no passado mas disse não saber o seu uso. E no meio disso, um outro enigma é descoberto por Will em uma máquina de escrever nas coisas de seu chefe a serem retiradas do escritório. Só que o enigma, de primeira, é tão subjetivo que não faz a mínima diferença.

O episódio parece se desenrolar sem fluidez, com cenas a esmo sem maiores tensões, sem nem mesmo chegar a um climax. Por exemplo, um momento que poderia ter sido muito melhor trabalhado, para nos fazer adentrar pra valer no clima de conspiração, foi no apartamento de Will, onde ele percebe a presença de alguém. No entanto a cena é rápida, e a emoção completamente rasa. Por fim, tem se a confirmação, nem preciso dizer que óbvia, de que Will está sendo seguido e vigiado. O saldo ao final do episódio é o de que a série ainda não saiu do lugar, estacionada num lugar ruim, talvez num lugar de número 13, que dava azar ao personagem David Hadas da série.

8 comentários

  1. Tal como o piloto continuo a achar esta série uma muito boa surpresa.
    Acho que o personagem principal enquadra-se muito bem neste para já muito bom argumento e só tende a melhorar.
    Estas teorias de conspirações agarram o espectador e eu sou um deles.
    Com gente competente à frente esta pode muito bem ser uma belíssima série e sendo da AMC não vale a pena dizer mais nada.
    Muito bom.

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

    • Já que apareceste, um off-topic: não me esqueci da promessa…talvez hoje escreva a primeira review de Kings.

      O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

      • Ando a aguardar com alguma ansiedade, porque depois de ler a review vou querer rever a série certamente.. estou só à espera do teu post lol… mas primeiro as férias, primeiro as férias…
        Vou ficar é à espera que no Imagens Projectadas apareça um post sobre o Rubicon :P

        O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

  2. Blulrich /

    Novamente, acho que houve um erro de julgamento da série. Ela vai ter que ser lenta, acredite. Não dá para ficar achando uma nova peça super importante da conspiração todo episódio. É necessário enrolar, caso contrário isso sim ficaria forçado. Não entendi a birra com o “previosly”. Sério, me pareceu que você simplesmente quer achar mais coisas para implicar com a série, pois esse “previosly” era extremamente necessário, considerando que o piloto foi exibido a um tempo relativamente longo.
    Não nego que a série tem seus erros, como você mesmo falou, os personagens secundários mal aparecem, só isso já é um erro muito grande, mas você achou um pouco a mais de erros do que existem. O anti-clímax foi necessário, e tenho certeza que você iria reclamar se entrasse alguém no apartamento e os dois lutassem lá. Claro que o cara que tava seguindo ele não ia entrar nem nada. Ele está sendo seguido, e até agora ele não fez nda demais pra alguém querer comprar briga com ele.
    Se você for seguir a série, terá que se acostumar com a lentidão. Existiram algumas cenas em que os personagens nem falavam e poderiam muito bem terem sido cortadas. Mas não foram, porque eles têm uma trama que deve durar a temporada ou até a série inteira e eles têm que dividir o desenvolvimento entre os episódios. A gente se acostuma com um livro ou um filme thriller sendo extremamente rápido e com a história principal se desenvolvendo a cada cena ou página. Mas num filme temos mais ou menos 2 horas para desenvolver toda a história, e num livro, por mais que levemos para lê-lo, ele não precisa se limitar a número de páginas, a história se desenvolve no rítimo que o autor quiser, normalmente extremamente rápido. Agora a série, ela precisa ter tantos episódios de tantos minutos, isso só na primeira temporada. Para isso funcionar, eles têm que guardar os segredos por algum tempo, e até o tempo das resposta chegar, é necessário preencher os episódios com algo, e esse segundo episódio foi o exemplo disso. Meio desnecessário, mas ainda assim não foi ruim e manteu um bom nível, tentando abrir caminho para o desenvolvimento da trama principal.
    nota089

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

  3. Artur Cavalcante /

    Quem espera muita ação e misterios é melhor acompanhar NCIS ou Supernatural. RUBICON pelo menos pra mim, provou que é uma série de grande potêncial. A temática, a fotografia, a atuação, tudo dentro dos seus limites me convenceu a continuar acompanhando a série. Eu só não não compreendi muito bem o review e não concordo muito com a nota. Ou gosta ou não gosta, pra mim não existe meio termo. Enfim, a AMC vem recebendo inpumeros elogios, não acompanho nenhuma das outras séries da emissora, mas pra mim RUBICON é de longe o diferencial da temporada. Chega de séries teenagers, chega de mistérios sobrenaturais, chega de comédias clichês!! Bem-vinda RUBICON!
    nota089

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

  4. nota089
    Adorei esta serie, lento mas bem desenvolvido, bem atuado e sem as fantasias mirabolantes de trhillers do genero. Achei o clima de paranóia muito real, que diferente de outras emoções, é uma coisa dificil de passar para o lado de cá da tela e eles conseguiram.

    Sinceramente nao entendi a nota, talvez estava na expectativa de algo diferente e se frustrou, mas quem se deixou simplesmente levar pela experiencia elogiou muito!

    Aproveito para parabenizar a review de Kings, serie incrível que merecia uma vida mais longa.

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

  5. Não concordo em nada com a review, parece que só estavas à procura de erros…
    A série é boa, com potencial para se tornar muito boa, aconselho toda a gente que gosta do género de teorias da conspiração a seguir esta série que com certeza não se vai arrepender, não se deixem levar pela nota do autor da review :S

    nota075

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

  6. nota087

    O que achas? Thumb up 0 Thumb down 0

Deixe um comentário