Skins (4.05) – Freddie

Sinceramente este foi o review que até agora me deu mais trabalho a escrever, pois não consigo decidir se o episódio foi realmente um dos melhores, se um epic fail. Consigo apontar diversas falhas ao episódio e ao mesmo tempo elogiar diversas cenas que estão perfeitas.

Vou começar pelos elogios. Um é a loucura de Effy. Sei que muitos se perguntam porque é que ela ficou louca dum momento para o outro. Isso não é verdade, pois quem acompanha a série desde a primeira temporada sabe que Effy sempre teve atitudes que não se podiam considerar normais de certo modo para chamar à atenção da sua disfuncional família. E Freddie apesar de estar a viver com ela sempre ignorou isso e não porque não se interessava, mas porque ele sempre conheceu uma Effy fascinante e não queria acreditar que ela se estava a ir abaixo. Aqui destaco a interpretação da Kaya Scodelario que conseguiu transmitir na perfeição a perturbação da sua personagem.

Outra coisa que sinto que Skins levou para um bom caminho foi a imagem do que é o fim daquela vida extremamente hedonista e inconsequente recheada de álcool e drogas que Skins sempre mostrou. A série que sempre mostrou a realidade, de certo modo exagerada já que nem todos os adolescentes são viciados em drogas, mostrou que aquele modo de prazer imediato tem muito de falso e de limitado. Freddie apercebe-se disso e apercebe-se também que este modo de vida não ajuda muito no desequilíbrio de Effy. Ele apercebe-se também que ela está a enfraquece-lo, tal como ela diz que ele a enfraquece. É a demonstração que nem todas as relações são saudáveis e penso que ia ser um bom final se eles ficassem separados.

A amizade de Cook foi bem explorada e ele serviu de apoio a Freddie depois de tanta história sobre o triângulo amoroso na temporada passada. A cena onde Freddie no final chora com o apoio de Cook é das melhores cenas de Skins e mostra a amizade dum modo muito mais humano que qualquer série que conheço. E nesta cena Jack O’Connell também demonstrou ser um excelente actor, tal como tem vindo a mostrar principalmente no seu episódio. Quem eu também gostei de ver foi o avô de Freddie, que era de certo modo a voz da razão que Freddie estava a precisar. Era o mais próximo que conseguia estar da mãe que pelos vistos também teve uma história de doenças mentais com um fim trágico, fim este que Freddie atribui ao pai que não teve coragem para lutar. No fim ele percebe de certo modo que não foi isto e que não se pode exigir mais do que o máximo que cada pessoa pode dar. Achei que a história da mãe do Freddie foi inserida para dar um aspecto mais doloroso ao momento que Freddie estava a passar, mas isso não me incomodou particularmente.

Não sei se repararam, mas elogiei dois actores anteriormente e não o fiz com o “protagonista” do episódio. E com isto começo a falar do pior do episódio. Luke Pasqualino é provavelmente o pior actor de Skins e certamente o pior desta geração. Tenho que admitir que evoluiu desde a temporada passada passando a uma actuação suportável, não conseguindo no entanto dar verdadeiro sentimento ao momento sombrio do seu personagem. Effy mostrou-se mais perturbante que Freddie, quando este episódio devia ser mais sobre a visão de Freddie. E não foi culpa do roteirista e sim do actor, já que a escrita do episódio e a história foi impecável. Se fosse outro actor mais capaz seria capaz de considerar este episódio como favorito desta geração. Uma pena.

Agora vou falar do ponto ridículo do episódio. O tal de psicólogo T Love, que só serviu para ocupar tempo do episódio e foi completamente ridículo com a história do Mickel Jackson e apoiou a ideia que a maioria dos adultos em Skins são idiotas. No entanto a mãe da Effy veio contrariar isso com um discurso fantástico, coisa que não se esperava, já que a personagem já protagonizou em episódios anteriores cenas tão ou mais idiotas que as do T Love. A mãe de Tony disse que Effy desde sempre foi tão intensa que não era saudável. Outro assunto sem explicação foi Cook fugir da prisão. Skins às vezes é inconsequente e porque tem pouco tempo para a série não explica bem determinadas histórias e elas ficam meio aldrabadas. É o caso do Cook, que apesar de ter estado bem no episódio, espero que seja explicada melhor em episódios futuros.

Destaque ainda para a cena do carnaval e a do parque. A primeira, apesar de destoar do seguimento de cenas, rendeu uma óptima metáfora com o Cook vestido de diabo. A segunda cena, foi uma espécie de resumo do episódio inteiro e possui uma fotografia lindíssima. No final deste review fiquei com uma sensação positiva do episódio que teve um ar melancólico e ao mesmo tempo alucinado e acho que a temporada continua em alta.

5 comentários

  1. O episódio foi muito dramático, mesmo! E como tal, adorei. Acho que os actores mostraram bem o que valem, concordo um pouco que falta algo ao actor que interpreta Freddie. Já a Kaya, sem palavras :)

    Gostei de praticamente tudo, à excepção daqueles psicologo, que não fez sentido nenhum. Enfim.

    A fotografia é sem dúvida brilhante, um dos melhores episódios.

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    • Concordo com tudo o que disseste. A Kaya conseguiu-me apertar o coração na maior parte dos momentos em que apareceu. Fantástica, espero um grande episódio da sua Effy

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  2. O meu episodio favorito de skins da geração 2. acabei de ver agr e estou completamente abananado com o que se passou. tirando o psicologo e a (falta de) explicação da fuga de cook, foi tudo muito perfeito. simplesmente BRILHANTE!

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    • Revi o episódio pois achei que ele merecia isso e fiquei com a sensação que devia ter dado uma nota mais elevada. Para o Jamie este é o melhor episódio da 4ª temporada. Eu apesar de ter adorado, ainda fico pelo do Cook. E o maior entrave que tenho com este episódio é o actor que representa o Freddie, que teve uma notória evolução, mas ainda não me conseguiu alcançar sinceramente. Porque o roteiro está impecável ^^

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