Marcado por grandes reviravoltas, SYTYCD retorna neste mid-season com um formato ousado e diferenciado dos padrões anteriormente apresentados. Inicialmente choca, porém no desenrolar veem a ser a melhor saída para inovar o reality show que já está no ar a seis anos. Consolidado com seu seleto público, iniciativas como trazer de volta os antigos participantes para ajudarem os novos, só acrescentam na qualidade e evolução dos competidores, que consequentemente elevam o programa. Nível de exigência elevado através de um seleto grupo de 11 dançarinos, SYTYCD inicia sua sétima temporada com a premissa de ser uma das melhores, senão a melhor temporada de sua história.
Durante a Season 6, o Top 20 foi um dos mais missigenados, o que por fim acabou tornando restrita a capacidade dos competidores em entregar performances de qualidade diferentes de sua especialidade. Já na Season 7, volta a predominar os dançarinos Contemporâneos, afinal dos onze, sete são deste gênero, restando um B-boy, uma especialista em Salsa e uma de Jazz. Numa tática inteligente já adotada desde a temporada anterior, os novos concorentes tem a oportunidade de dançar mais uma vez para o público seu estilo de especialidade, ou seja, durante este programa eles dançarão sem a pressão dos comentários dos jurados e a votação do público, além disto será a primeira vez que veremos juntos com os All-Stars: Annya, Allison, Lauren, Pasha, Mark, Courtney, Confort, Twitch, Neil, Dominic, Kathryn e Ade.
O encantamento de Cat Deeley e sua maestria para conduzir o programa esta em alta cada vez mais, o que só prova quão injusto o Emmy foi com ela novamente, ao não nomeá-la na categoria de melhor apresentadora. Continuando, é adorável vê-la falar da perda que o programa teve com saída de Alex, porém para alivio de todos, logo em seguida vemos um vídeo dele diretamente do hospital, onde se preparava para reparar seu tendão danificado. Se vocês pensam que a onda de azar e maus agouros parou de sobrevoar SYTYCD, vocês estão enganados, pois logo de início vemos 6 competidores no palco, sendo assim Ashleigh é a azarada da vez ao machucar o quadril, ficando automaticamente no Bottom Three desta semana. Uma pena pois ela é uma de minhas favoritas e justamente quando começou a dançar estilos diferentes, provando quão versátil é, esta fatalidade acontece. Tristezas a parte, ainda restam 6 competidores a serem avaliados durante esta tão diversificada semana, que trouxe estilos diferentes de dança além de excelentes coreografias e performances.
Música: “Jungle” – Last Voices
Coreografado por Tiana Liufau
Adoro quando o programa traz a diversidade universal da dança para o palco, sendo desta vez apresentado pelo estilo Tahitian, uma tradicional dança das ilhas do Pacífico. Mark por ser havaiano representa muito bem o papel porém Lauren surpreende afinal este é o estilo mais exótico desta temporada, no qual os movimentos excelentemente criadoss por esta nova coreografa permitem que a moça consiga fazer com que os “Hip’s Don’t Lie”, alias estes estavam incrotolavelmente frenéticos durante toda a rotina. Não sei se foi uma dança de quadril ou se realmente foi uma dança, mas é interessante ver algo tão diferente, inclusive é quase previsível a reação pervertido do Nigel quando ele faz os comentários finais sobre a Lauren.
Nota: B-
Música: “Oyelo Que Te Conviene” – Eddie Palmieri
Coreografado por Liz Lira and Danny Davalos
Apesar dos jurados terem elogiado-o, não achei que ele se soltou o suficiente nesta performance, pelo contrário achei que ele estava pensando demais nos passos da coreografia. Pode ser impressão minha claro, mas mesmo com todo o esforço, força para acompanhar e elevar uma All-Star do nível da Anya, ficou evidente que ele não consegue improvisar tanto, porém valeu pelo desafio e grau de dificuldade proposto por mais um novo colaborador coreografo.
Nota: C+
#3 – José & Courtney – Broadway
Música: “Mister Ceollophane” – Chicago
Coreografado por Joey Dowling
São em momentos com este que me pergunto “O que o José ainda está fazendo naquele palco?”, pois sinceramente não entendo o apelo dos jurados e do público com ele. Vamos compará-lo com os antigos b-boys do programa, entre eles Dominic e Legacy, ambos excelentes em seu próprio elemento mas nos demais conseguiam surpreender de tamanha forma que era impossível reconhecê-los muitas das vezes. No caso de José, não vejo esta empolgação toda que tentam por nele e quando ele visivelmente “SUCKS”, os jurados encontram formas de não confrontá-lo diretamente, alegando que um tipo de conceito como este, de retratá-lo como um homem invisível que luta pela atenção de alguém, não combina com sua adorável personalidade. É visível o desapontamento dele com sua medíocre performance, porém ainda acho que ele não apresenta potencial nenhum de crescimento que justifique a proteção excessiva.
Nota: D+
#4 – Robert & Allison – Contemporâneo
Música: “Fix You” – Coldplay
Coreografado por Travis Wall
O grau de identificação com esta rotina vai além do imaginável para mim, alias Nigel comenta algo similiar com: quem nunca passou ou passará por uma situação assim com alguém que ama e você quer concertar, ajudando a lutar dia-a-dia. Travis faz assim como Mia e Tyce fizeram em temporadas passadas, uma coreografia extremamente pessoal e significativa, relacionando desta vez a luta da mãe provavelmente contra o cancro. Robert por sua vez também viveu uma situação parecida com sua mãe, sendo assim mais honesta e verdadeira do que foi esta apresentação seria praticamente impossível. Allison interpreta a mãe e Robert o filho, que a cada passo e a cada respiração está ali, ajudando-a enfrentar esta dura batalha. O desfeixo da coreografia é magnífico, com Allison andando com dificuldade e Robert encaixando sua perna a dela para ajudá-la caminhar. A emoção percorre o palco e invade o coração de todos ali, sejam os jurados, a platéia ou os telespectadores, que como eu encheram os olhos de lágrimas com a apresentação mais memorável desta temporada.
Nota: A+
Música: “Paradise by the Dashboard Light” – Meatloaf
Coreografado por Louis van Amstel
Surpreendentemente e para a sua sobrevivência no programa, Billy resolve deixar seu mecânico e técnico estilo de lado, finalmente se soltando nesta energica rotina de Jive, que trdaz um conceito Rock & Roll divertidissimo, que encaixa bem com a sua parceria com Anya. Ótima condução, bons movimentos obrigatórios de pé, porém totalmente dispensáveis os movimentos clichês de ballet, que todos já temos plena conciência que ele sabe executar com perfeição. Pela primeira vez os jurados sentiram que ele se conectou completamente com sua parceira e isto fica realmente visível durante toda a sua performance.
Nota: B+
Música: “Shoeless Joe From Hannibal, MO” – Damn Yankees (Original 1994 Revival Broadway Cast Recording)
Coreografado por Tyce di Orio
Tudo parece fluir bem para Kent no programa, ainda mais quando ele tira do chapéu o belo e também adorado pelo público feminino, All-Star Neil. A coreografia tem um conceito bem masculino, o que facilita a interação de dois dançarinos na mesma rotina, alias esta tem sido uma jogada interessante desta temporada, pois só conseguiriamos ver dois homens dançarem juntos no gran finale. Extremamente elogiado pelos jurados, com alguns até prevendo o título para o garoto, o que eu não acho um bom comentário de se fazer a esta altura do campeonato. Por fim confesso que o vejo com tranquilidade na final, pois a tempos não via um competidor ter tanto apelo com o público como ele tem. Não me identifico muito com ele e nem com o conceito da coreografia, por isto fica difícil de avaliar .
Nota: C+
Temos a segunda rodada de rotinas da noite, que continua a misturar os participantes, com excessão de José que dançará duas vezes com um All-Star.
Música: “Boogie Shoes” – KC & The Sunshine
Coreografado por Mandy Moore
Uma das rotinas mais criativas e graciosas de Jazz feitas no programa e sem dúvida mais um excelente trabalho de Mandy Moore. A idéia dos all-stars brilhantes e especiais foi adorável, o que proporcionou a melhor apresentação e interação de Billy nesta temporada. Sem dúvida os movimentos mais leves e soltos combinados com sua parceira com a Lauren, potencializaram uma qualidade que não viamos nele. Lauren por sua vez ganha cada vez mais destaque ao olhar dos jurados e do público, mas admito dizer que sempre esperei isto dela, afinal sempre foi minha competidora favorita junto com Robert. O crescimento de Billy talvez seja um pouco tardio, pois o público ainda não se conecta com ele da maneira que os jurados esperam, sendo assim ele é colocado novamente entre os menos votados. Esperamos que se ficar por mais uma semana, ele continue a simplesmente dançar ao em vez de somente competir, pois caso contrário será o próximo a dizer adeus.
Nota: A+
#2 – José & Dominic – B-Boy/Break
Música: “Battle for the Beat” – District 78
Coreografado por Tabitha & Napoleon D’umo
Um grande momento chega nesta segunda etapa do episódio: a chance de José se redimir perante o desastre na rotina Broadway. Pela primeira vez no palco, o público visualizou uma verdadeira performance entre dois b-boys, ou seja, o estilo break é levado com ritmo, batida e sincronia através dos passos do competidor e de seu All-Star Dominic. Friso novamente que existem b-boys mais impressionantes que José, porém o elemento especial dele sempre faz diferença como critério de escolha, sendo assim ele consegui salvar sua noite, porém o público acerta desta vez, deixando-o entre os menos votados..
Nota: A-
#3 – Adéchické & Kent – Contemporâneo
Música: “You Only Disappear” – Tom McRae
Coreografado por Dee Caspary
Mais uma coreografia executada por dois rapazes, sendo desta vez um desafio muito maior, tratando-se de uma rotina contemporânea. Excelentes dançarinos do gênero isto sabemos que Kent e Adéchické são, porém seriam eles capazes de entregar um conceito tão verdadeiro como este, que retrata a ajuda de um verdadeiro amigo a outro que não consegue se libertar de um grande amor. Sim, eles conseguem e interpretam muito bem os papéis, inclusive individualmente Kent executa melhores movimentos, porém a presença e firmeza de Adéchické também complementam esta excelente coreografia. O jogo com as cadeiras poderia atrapalhar visualmente a construção da história, mas pelo contrário, ela também interpreta seu papel de maneira precisa. Sucinta e sem grandes truques, Dee Caspary potencializa inteligentemente o talento destes meninos risonhos e entusiasmados através de um belo conceito.
Nota: A-
Música: “Instant Replay” – Dan Hartman
Coreografado por Doriana Sanchez
Estava realmente faltando um Disco nesta temporada e neste programa temos o retorno de Doriana Sanchez com suas agitadas rotinas. Apesar de muitos considerarem um estilo batido, antigo e brega, o Disco ainda representa os anos 70 de uma maneira alegre e cheia de energia. Robert traz isto completamente junto com a belíssima Kathryn e juntos eles superam as grandes dificuldades impostas pela criação de Doriana. Sem respirar por um minuto, Robert completa as linhas exigidas, o balanço dos quadris e braços e ainda encontra fôlego para arremessar Kath pra lá e pra cá. Disco sempre foi um dos estilos mais legais de se ver e sem dúvida é ótimo matar as saudades.
Nota: B-
E agora tchan tchan tchan…..
Com lágrimas aos olhos vemos Asleigh se despedir esta semana, afinal assim como Alex foi na semana passada por problemas físicos, ela terá que deixar a competição pois machucou- se e precisará de um mês de total repouso e recuperação. Triste saber que as duas últimas eliminações foram por motivos diferentes que não envolviam o voto da audiência. Uma coisa é de conhecimento, Billy provavelmente será o próximo a ser eliminado, mas isto pode mudar se o olhar dos telespectadores mudar sobre ele ou se outra pessoa vir a se machucar, o que odiaria ver acontecendo, mas não me traria grandes suspresas, afinal esta temporada já viu demasiados gatos pretos e outros sinônimos de azar.
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