Marcado por grandes reviravoltas, SYTYCD retorna neste mid-season com um formato ousado e diferenciado dos padrões anteriormente apresentados. Inicialmente choca, porém no desenrolar veem a ser a melhor saída para inovar o reality show que já está no ar a seis anos. Consolidado com seu seleto público, iniciativas como trazer de volta os antigos participantes para ajudarem os novos, só acrescentam na qualidade e evolução dos competidores, que consequentemente elevam o programa. Nível de exigência elevado através de um seleto grupo de 11 dançarinos, SYTYCD inicia sua sétima temporada com a premissa de ser uma das melhores, senão a melhor temporada de sua história.
Durante a Season 6, o Top 20 foi um dos mais missigenados, o que por fim acabou tornando restrita a capacidade dos competidores em entregar performances de qualidade diferentes de sua especialidade. Já na Season 7, volta a predominar os dançarinos Contemporâneos, afinal dos onze, sete são deste gênero, restando um B-boy, uma especialista em Salsa e uma de Jazz. Numa tática inteligente já adotada desde a temporada anterior, os novos concorentes tem a oportunidade de dançar mais uma vez para o público seu estilo de especialidade, ou seja, durante este programa eles dançarão sem a pressão dos comentários dos jurados e a votação do público, além disto será a primeira vez que veremos juntos com os All-Stars: Annya, Allison, Lauren, Pasha, Mark, Courtney, Confort, Twitch, Neil, Dominic, Kathryn e Ade.
A reta final se aproxima, o que nos deixa a uma semana da grande final que consagrará o “America’s Favorite Dancer”, friso bem o nome favorito, pois revoltas a parte sabemos que nem sempre o melhor vence. Apesar do azar da temporada, restou quem realmente deveria restar, pois estes 4 competidores provaram semana a semana que estão ali para vencer, apesar de meu favoritismo ser claro pra um ou outro, sei que qualquer um deles tem potencial. Desde que a Season 7 iniciou já percebi quem seria o vencedor, mas isto nem vou abrir em detalhes pois não veem ao caso agora. Juro que não esqueci, apesar de realmente querer que isto acontecesse, tivemos de abertura a apresentação tradicional do Top 4, numa “coreografia” Broadway do “coreografo” Tyce Diorio.
# 1 – Lauren & Pasha - Tango Argentino
Música: “Oblivion” – Ástor Piazzolla
Coreografado por Miriam Larici and Leonardo Barrionuevo
Tratando-se de um dos estilos mais hipnotizantes da dança de salão, Lauren consegue entregar uma autêntica e sensual performance , muito disto deve-se também a condução hipnotizante de Pasha. Provando que faz jus a sua solitária posição na competição, Lauren imprimi cada vez mais maturidade, força e precisão em cada coreografia, sendo que com esta consegue balancear muito bem os movimentos de pés e pernas juntamente com a condução precisa que Pasha proporciona . Ástor Piazzolla torna-se obrigatório numa rotina como esta, alias uma excelente rotina preparada por Miriam e seu assistente.
Nota: A-
#2 – Adéchické & Lauren – Jazz Africano
Música: “The Path” – Ralph MacDonald
Coreografado por Sean Cheesman
Sinceramente esta vertente do jazz me confunde por demais e olha que aprecio a cultura africana, porém esta foi sem dúvida a mais fraca apresentação da noite, onde ficou evidente o descompasso entre Adéchické e Lauren, a falta de conexão entre música e a coreografia e por fim o ritmo acelerado. Parecia mais uma dança da chuva do que uma dança assim dizendo.
Nota: D-
#3 – Robert & Anya – Valsa Vienesa
Música: “Lost” – Anouk
Coreografado por Jonathan Roberts
A postura de Robert sempre foi um dos seus pontos mais fortes dele, sendo assim uma bela valsa só iria potencializar sua postura ereta, seus ombros bem colocados, seus braços bem esticados e sua precisa condução com Anya, que agora mostra um lado mais leve, diferente do que estamos acostumado a vê-la. O underdog dos competidores prova mais uma semana que pode morder o calcanhar dos favoritos na disputa final.
Nota: A+
Música: “When Love Takes Over” – Kelly Rowland feat. David Guetta
Coreografado por Doriana Sanchez
Impossível não se animar com Disco, até mesmo quando vemos uma pessoa que não faça a mínima idéia do que signifique o gênero. Kent, um leigo em Disco consegue improvisar muito bem durante os passos obrigatórios, mas uma coisa ficou clara: Doriana Sanchez poupou a vida do garoto, pois já vimos competidores suarem muito mais do que ele e Courtney fizeram, inclusive a falta de elevações e rotatorias tradicionais fez com que a coreografia ficasse simplista demais, algo muito Tempos da Brilhantina do John Travolta, mas confesso que foi uma apresentação aceitável apesar do protecionismo.
Nota: C+
Temos a segunda rodada de rotinas da noite, que continua a misturar os participantes com os All-Stars:
Música: “Hide U (John Creamer and Stephane K Remix)” – Kosheen
Coreografado por Sean Cheesman
Primeiramente quando começo a ouvir “Hide U” só posso sentir uma genuína nostalgia da minha adolescência, na qual toda a festa da escola esta canção era obrigatória. Se já achei Lauren forte, precisa e sensual em sua primeira rotina da noite, com esta ela supera todos os níveis, afinal ela é uma viúva negra pronta pra dar o beijo da morte em seu parceiro. Ade não poderia ser mais perfeito ao seu lado, o que potencializou a facilidade com que os dois dançam sincronizadamente. Impossível de despregar os olhares, Lauren rouba a cena com este impactante conceito, que fez com o Sean Cheesman se redimisse após as estranhezas do African Jazz.
Nota: A+
#2 – Adéchické & Kathryn - Contemporâneo
Música: “Fearless Love” – Melissa Etheridge
Coreografado por Dwight Rhoden and Desmond Richardson
Sinceramente quando vi que o Dwight e o Desmond que iriam coreografar esta peça contemporânea logo pensei: “Isto vai ser épico”. Eis ai minha dúvida, afinal eles quebram os paradigmas criando uma peça contemporânea nada tradicional e muito mais agitada, numa espécie de rotina rock & roll contemporânea. Adéchické mostra seu atleticismo novamente mas vejo que sua qualidade esta sendo muito utilizando , perdendo um pouco de sua qualidade artística, porém vê-lo com Kathryn foi muito bom, alias ela ajudou-o em todo o instante da coreografia, deixando evidente a conexão entre eles.
Nota: C+
#3 – Robert & Dominic - Hip Hop
Música: “Scars” – Basement Jaxx feat. Kelis, Meleka and Chipmunk
Coreografado por Napoleon and Tabitha D’umo
Recomendo as crianças e também aos adultos que retirem-se da sala ou do quarto se tiverem medo de palhaços. Diferente dos palhaços que estamos acostumados, o casal NappTabs cria um conceito que prisa o lado insano dos amados e odiados palhaçinhos, estes magistralmente interpretados por Robert e Dominic. Suas expressões são marcantes, assim como os movimentos exigidos na coreografia, que alias é brilhante e permite a conexão com o público, mesmo que você não abraçe o palhaço ao final, sem dúvida abraçaria uma figura carismática como a de Robert, que faz desta sua segunda melhor noite seguida. Cuidado Top 4, o underdog já saiu das beiradas e caminhando para o centro.
Nota: A+
#4 – Kent & Neil - Contemporâneo
Música: “How It Ends” – DeVotchKa
Coreografado por Travis Wall
Entendo a comoção, o apelo, o conceito e a honestidade de uma rotina contemporânea como esta criada pelo talentoso Travis Wall, o sem dúvida queridinho coreografo de SYTYCD. Longe de mim soar preconceituosa mas não consegui vê-los como dois amigos que lidam com a famosa ” apunhalada nas costas”. Pelo contrário vi ali uma relacionamento retratado explicitamente, afinal sei que Travis Wall é gay, mas isto não vem ao caso pois o talento que deve ser avaliado aqui e sei visualizar a pintura por completo,sendo assim deixei o confuso conceito de lado e me foquei na qualidade da dança, pois esta foi a melhor da noite sem dúvida. Kent e Neil se unem novamente a exemplo da divertida apresentação do baseball, porém desta vez podem mostrar a especialidade sensacional que cada um tem. O suporte que Neil dá a Kent em momento algum faz entender que este sobressai o competidor, pelo contrário só veem a mostrar quão importante é a presença do All-Star e quão interessante torna-se esta parceria.
Nota: A-
E agora tchan tchan tchan…..
Repito que nunca trocaria estes quatro competidores e isto vale não só pelo talento mas também pela aquisição do carisma, empatia e personalidade que eles trouxeram a cada semana, algo que em suma foi muito apontado pelos jurados e que no fim vez total diferença para mantê-los em mais uma etapa. Com a proximidade das finais, vemos o programa reformular uma final com apenas três candidatos, pois antes tinhamos quatro e já tivemos até seis, o que ao meu ver foi um grande erro. Com dedos cruzados tive que torcer pela eliminação dele, afinal é sabido que Kent já tinha sua vaga garantidade desde o primeiro momento que saiu de Wapakaneta ou sei lá onde, Lauren corria pela frente também e fez por merecer, restando Robert e Adéchické. Em termos de preferência meu voto sempre foi para Robert, porém Adéchické tem um brilho especial e uma força de vontade que os outros tem em menos quantidade e digo isto não por ter dificuldades em sentir honestidade nos demais competidores, mas me parece que Adéchické é puro coração pra dança e isto o levará longe se reconheceram seu talento da maneira que ele deve. Sendo assim esta humildade e batalhador rapaz despede-se do programa e com emoção visível em seu olhar agradeçe pela oportunidade única que SYTYCD deu a ele.
Semana que veem SEASON FINALE com o anúncio do grande vencedor da sétima temporada.
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