O que é preciso para um procedural ter um bom episódio? Um caso enigmático já não chega. Um caso que nos envolva melhora as coisas. Mas, se tiver um envolvimento pessoal dos protagonistas, a maior parte das vezes o sucesso é garantido. The Mentalist, com este episódio, ficou-se pelo segundo. O tão aguardado Red John continua escondido no sangue, de trás de uma máscara que sorri só por si. E Patrick Jane vai-se divertindo com enigmas interessantes, mas que não apaixonam.
Num caso num espírito meio halloweendesco, temos fantasmas, sons suspeitos e uma morte. O caso é interessante pois, primeiro, sabemos que a série não levará para o paranormal estes casos. Para paranormal já existe Patrick Jane, e chega. Mas, e ao assistirmos a um caso destes, ficamos sempre a espera da explicação racional. Desta vez é uma casa com fantasmas, assombrada e que sofre uma luta pelo seu poder. Os suspeitos dividem-se (o xerife foi sempre muito suspeito, mas aquela câmara a quando da descoberta da caixa “de música” levou logo ao suspeito), para além dos fenómenos paranormais. Aquela cena em que Jane coloca-se na pele do fantasma é fantástica, mas depois ver o raciocínio deste é ainda melhor. O episódio resolve-se bem, tudo a beber um vinho saboroso com, mais coisa menos coisa, 90 aninhos. Ou mais.
De resto, o halloween trouxe uma coisa interessante: a relação entre Van Pelt e Rigsby avança. Na falta de Red John, mais vale avançar com outra coisa, mas a série não precisa disto para viver. Precisa sim da família de Jane metida ao barulho, e não da forma como foi neste episódio.

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